A diferença entre solidariedade e caridade

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É muito comum confundirmos caridade com solidariedade social. Quando falamos em caridade, logo nos vem à mente a doação de bens materiais de uma forma individual ou coletiva.

Mas, sermos solidários não é o mesmo que sermos caridosos. A solidariedade é um estímulo, uma maneira maravilhosa de expressão do bem, para tornar o ambiente em que vivemos um local menos desigual, socialmente falando. Já a caridade, vai além… A caridade vem de dentro e, normalmente, é invisível perante os olhos da sociedade.

Às vezes não é nem perceptível para quem já a faz de maneira natural, e imperceptível também, apesar de muito trabalhosa, para aqueles que a fazem em silêncio, no árduo processo de reforma íntima.

Caridade é gentileza, é sorrir num simples bom dia, boa tarde ou boa noite, mesmo que a gente se sinta péssimo por dentro, por não querermos contagiar negativamente os outros com nossos problemas; é ficarmos quietos quando tivermos vontade de retrucar uma ofensa; é sentirmos compaixão ao invés de raiva; é não falarmos mal da vida alheia, mesmo quando a “língua coçar”, é conseguirmos fazer a fofoca morrer em nós; é elogiar ao invés de julgar ou simplesmente não falar quando não há nada bom a dizer; é ter sensibilidade; é não disseminar discórdia e sim harmonia; é não matar sonhos alheios, é enxergar o bem sempre, mesmo quando ele estiver bastante escondido; é conseguir reparar os próprios erros e perdoar os erros pelos outros cometidos.

A solidariedade modifica o ambiente exterior, tornando o mundo um lugar melhor para viver, mas não deve ser confundida com caridade, que é uma modificação do universo interior refletida em singelos gestos cotidianos, que não espera recompensas (nem divina), nem agradecimentos. Caridade é simplesmente aceitar as pessoas como elas são, é fazer prevalecer a razão quando o instinto falar alto, é carinho (“tocar o mundo do outro com respeito”), é olhar com os olhos da alma, sem interferência do próprio ego. É desde sorrir de uma piada sem graça para dar a graça, até se afastar de quem ama para libertar. Caridade não é doar o que tem, é se doar… Caridade é amar.

A Sorte

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          Volúvel e inconstante é esse enigma que desafia o homem. Através dos tempos vem o filho de Deus tentando conquistar essa mulher caprichosa que é a Sorte.

          Para muitos ela não passa de superstição. Para outros tantos, porém, ela é quase uma personificação, beneficiando aqueles que nela acreditam e que fazem o possível para atraí-la e seduzi-la, manipulando, por vezes, energias poderosas com o intuito único de alcançá-la e aprisioná-la.

          A todos, no entanto, ela caprichosamente induz apenas à sua vontade.

          Muitos argumentam que caminham pelas sendas do bem e da justiça na vã esperança de que ela os beneficie com seu condão.

          Quando os percalços da vida resolvem invadir os menos privilegiados, estes protestam e choram pela ausência da inconstante.

          Dir-se-ia que uma atitude positiva, amparada por decisões firmes e constantes, abriria espaço para a chegada dela, mudando radicalmente o destino do otimista.

          Outros afiançam que se proteger e ter cautela são as atitudes mais corretas diante de sua ausência.

          De qualquer forma é sempre uma chance nova de mudar radicalmente a vida, passando a gozar todos os sonhos almejados, confiar na existência dessa dengosa.

          No momento em que se acredita, experimenta-se o êxito de senti-la.

          Porém é necessário ter em conta que existe na moeda a outra face.

          Caso se perca o lado da moeda é preciso imediatamente resgatá-la e defendê-la, pois a contrário há de se encontrar o outro lado que é o seu algoz: o azar.

 

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