Poema da esperança

um rosto de mulher

Viajo na esperança

Vejo almas que jazem, longo tempo
Na cor e no toque da doce esperança
No flutuar incansáveis da espera
Não permanecem submersas, mas densas.

Nessas vibrações permanecem inertes
Vou viajando nessas lembranças
Nas imagens tristes ou felizes aparentes
Movimentam seus retalhos de esperança.

Perco-me nos dramas alheios e os sinto
No fluir incessante desse meu sonho
Busco no recanto do coração um impulso
Até no aperto do coração quero a alegria.

O tempo ignora o impulso de suas paixões
A inteligência vive entre as provocações

Delirantes da saudade que as apavora
Entristecendo o meu querer de auxílio.

Do sonho à realização dos objetivos

somo feitos da mesma matéria de nossos sonhos

Defina o que deseja concretizar e aprenda a fazer um plano de ação.

Milhões de pessoas oram todos os dias pedindo que lhes seja mostrado o caminho, que tenham forças e fiquem livres dos perigos. Entretanto, poucas pessoas se perguntam para onde estão indo, o que querem realmente da vida, o que vão verdadeiramente ganhar ou perder quando chegarem lá. Mas como, se nem sabem para onde querem ir?

Antes de procurar o caminho devemos especificar nossos objetivos. Estes devem estar alinhados com os nossos valores, nossos princípios orientadores, dos quais não queremos e não podemos nos afastar. É como diz o escritor norte-americano John Schaar: “O futuro não é o resultado de escolhas entre caminhos alternativos oferecidos pelo presente, e sim um lugar criado. Criado antes na mente e na vontade, criado depois na ação. O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Os caminhos não são para ser encontrados e, sim, feitos. E a ação de fazê-los muda ambos, o fazedor e o destino.”

O futuro não é o resultado de escolhas entre caminhos alternativos oferecidos pelo presente, e sim um lugar criado.

Objetivos respondem a pergunta “O que eu quero alcançar? “Liste seus objetivos por escrito. Não importa quais tipos de objetivos você tenha em mente. Eles devem ser escritos. O que não merece ser escrito, não merece ser realizado.

Depois escrever, parta para seu plano de ação, que se resume em como alcançar meus objetivos, quais os recurso já tenho e de quais vou precisar, quem pode me ajudar? Esses objetivos dependem somente de mim ou dependem também de outras pessoas?

Estabeleça uma data específica para concretizar esse objetivo.

Claro, que todo objetivo depende de estratégias. É hora de pensar nelas. Como conseguir os recursos? Como convencer outras pessoas a me ajudarem? Quantas horas por dia, por semana, devo me dedicar a cada projeto? A palavra estratégia, significa “arte do general”, do francês stratégie; “ofício ou comando do general”, do grego strategia. Como a etimologia evidencia, estratégia tem a ver com a preparação detalhada e cuidadosa para a batalha. O general que for para a batalha sem se preparar está condenando o seu exército a sangrar, o seu país à derrota no campo de batalha.

Estabeleça as evidências sensoriais orientadoras. Evidências são os sinais, os indicadores de que estamos no caminho certo. Se um dos meus objetivos é fazer um curso em outro país, visitar o site da universidade é um indicador. Escrever um e-mail pedindo informações e a resposta desse e-mail é outro indicador. As pessoas em geral não valorizam nem prestam atenção às pequenas coisas que fazem nem ao que acontece diariamente. Depois ficam frustradas quando não conseguem ou se surpreendem quando seus objetivos são alcançados meio “ao acaso”. A construção de um edifício é resultado de uma infinidade de pequenas ações continuadas e ininterruptas. Milhares de tijolos são assentados um a um. Porém o edifício só fica pronto depois de um último detalhe final, como a instalação da última tomada elétrica, que sozinha representa muito pouco, diante de tudo que foi feito.

Não fique somente no sonho. Parta para a ação. Lembra da música de Milton Nascimento? “Longe se vai sonhando demais, mas onde se chega assim?” As pessoas bem-sucedidas são muito focadas. Trabalham muito para conseguirem o que querem.

Esteja atento aos seus pensamentos e estado emocional. Pensamentos são como pequenas pessoas falando dentro de nós. Essas conversas ocultas determinam o que vamos fazer, que caminho vamos seguir. Nossos pensamentos mudam o tempo todo, e nunca sabemos qual será o nosso próximo pensamento até que ele apareça. Não posso controlar meu próximo pensamento, mas posso controlar o meu pensamento atual. Por isso, escute atentamente o que está falando para você mesmo.

Jamais diga que eles são grandes demais. Se você os objetivou é porque é capaz de alcança-los. Outra tolice é achar que sonhos são bobagens de tolos que jamais alcançam suas metas. E, muito importante, não diga não posso. Você pode, sim.

O ser humano é capaz de realizar qualquer coisa, desde que acredite e se comprometa. Há uma fase famosa de Henry Ford sobre isso: “Se você disser que pode, você está certo. Se disser que não pode, você também está certo.”

Não estamos falando aqui de coisas absurdas, como mergulhar e explorar as profundezas do oceano sem treino e sem equipamento. Estamos falando de objetivos reais, como concluir um mestrado, comprar a casa dos seus sonhos, conseguir formar seus filhos na faculdade, conquistar um novo emprego ou ser promovido no seu emprego atual.

Nossos pensamentos orientam nossas ações e nossos estados emocionais.

Quando pensamos o quanto somos abençoados, o quanto a vida é bela, e o quanto somos privilegiados, entramos num estado de graça emocional. Temos mais disposição, nos tornamos mais alegres, mais fortes e mais felizes. Mas quando dizemos que a vida é dura, que as coisas estão difíceis, e quando vemos os desafios como grandes problemas, como barreiras difíceis de superar, ficamos tristes, enfraquecidos, nos vitimizando, pobres criaturas, abandonadas à própria sorte, sem controle do nosso destino.

Crie o hábito. Condicione fazer pelo menos uma ação diária em direção dos seus objetivos. Nosso corpo, nosso cérebro e nossa mente são condicionados pelos nossos pensamentos e nossas ações. O condicionamento é uma coisa incrível, quando nos condicionamos a fazer tudo que precisa ser feito. É, porém, um inimigo implacável, quando nos deixamos levar pela correnteza da vida, quando cantamos a música do Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”.

Portanto, não fique aí parado. Estabelecido o objetivo, faça o seu plano de ação e comece a agir imediatamente, acredite em você mesmo, acredite na vida e nas pessoas, parta para a ação, seja persistente. Observe o curso do caminho e vá fazendo os ajustes de percurso quando estiver se afastando do destino. Você se surpreenderá com os resultados.

Meu amor por você

meu amor por voce

Meu amor por você, não pode ser descrito em meras palavras. É um sentimento maior que versos, estrofes ou poemas, um sentimento demonstrado através de atos, pequenos gestos, simples detalhes.

Um sentimento inexplicável, e incomparável. Um sentimento único, chamado Amor!

Todos os dias meu coração bate forte por você. Desde o acordar ao adormecer. Seu rosto vive em meus pensamentos. Até nos sonhos é seu abraço que me aconchega a noite, que me acalma qualquer tumulto.
Prometo cuidar do seu coração eternamente. Na verdade, um amor como o nosso deve ser raro de encontrar. E é por isso que desejo sentir você unido a mim.

Enquanto o sol vai desaparecendo no horizonte, entre tons de azul e laranja, eu vejo beleza e sonho. Esse cenário é perfeito como você, porque preenche meus dias com paixão, desde o momento em que chega, até à ocasião de nossa despedida.

Você é um companheiro maravilhoso e sou grata por tê-lo ao meu lado. Em nossa vida houve fases piores e melhores, mas você estava presente em todas elas. Sei que posso contar com seus conselhos e incentivos, sempre práticos e oportunos. E mesmo com meus defeitos e minha forma de fazer coisas do jeito errado, você não desiste de mim, me fazendo sentir uma mulher inteiramente amada.

É por você meu sentimento mais sincero. Só você me completa, me faz feliz. Porque o nosso amor pode até não ser o mais perfeito, mas com certeza é o mais verdadeiro. Eu te amo e te quero para sempre.

Está escrito assim: eu nasci para você e você nasceu para mim… E isso ninguém é capaz de mudar.

Meu coração palpita acelerado sempre que escuto sua voz, sempre que sinto seu cheiro, sempre que meus olhos batem nos seus. Meu coração bate mais forte sempre que estou com você, e apenas por você!

Com você aprendi o verdadeiro significado da palavra amor. Foi você quem deu cor a minha vida que até então vivia monocromática, sem que tampouco eu tivesse noção. Amo você e viver é maravilhoso, desde que você esteja na minha vida.

O dia mais feliz foi aquele em que reencontrei você. Porque na verdade e não o conhecia, mas ao vê-lo reconheci que em algum tempo, em algum momento você preencheu os espaços de minha vida. Nesse dia tive certeza de conhecer o grande amor da minha vida, e desde então você tem me dado mais e mais razões para amar você.

A Terra é Azul – Terceiro Capítulo

  1. Filho de Rogério

 

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— Engraçado como imaginamos coisas impossíveis, pensou. Há alguns anos atrás teve um relacionamento com um homem casado e ficou grávida dele. Quando lhe falou sobre o bebê ele entrou em pânico, dizendo que tinha sua família e que não desejava um filho fora do casamento. Olhou-o como se olha um monstro. Continuou a vida normalmente. Não tiraria seu filho!

Quando ele soube da decisão, começou a pressioná-la para tirar a criança. Aquilo se tornou um pesadelo. Não conseguia mais trabalhar com aquele homem ligando a todo tempo, pedindo que fosse ao médico e solicitasse o aborto.

Decidiu que iria fazer o que ele queria. Procurou um médico de confiança. Explicou detalhadamente o caso e pediu que encenasse todo o processo. O ex-namorado, agora “novamente bem casado”, foi junto no dia em que ocorreria o procedimento. O médico fez com que ele ficasse na sala de espera. Uma hora após dormir dentro de um pequeno quarto escuro, com janelas todas trancadas, saiu. Ainda sentia a tontura. Fora sedada. Mas sentiu seu bebê preservado dentro do útero.

Muitas vezes ele tentou retomar o relacionamento, mas ela não aceitou. Aquela atitude havia quebrado o encanto. Ele a observava desconfiado, quando vez ou outra se encontravam pelo caminho do trabalho. Engordou apenas seis quilos e usava roupas folgadas, que condiziam com a moda da época.

— O que aconteceu? – ouviu a pergunta. Não era nenhum sonho. Rogério adentrou ao quarto, um quarto vulgar, bastante acanhado, ali estava, como de costume, entre as quatro paredes que lhe eram familiares. Por sobre a cama, onde estava deitada desnuda, alimentava o filho no seio. A face se fez lívida, enquanto ela cobria-se com o lençol do quarto em completa desordem. Uma série de roupas infantis ainda esticadas na cama.

Rogério era fiscal da Receita Federal. Estava retornando de uma de suas viagens e resolveu procurá-la. Renata deixou a criança, já satisfeita, sobre a cama desarrumada e lentamente pôs-se a pendurar cada peça de roupa num velho armário com portas que não fechavam. Enquanto as portas teimavam em abrir, Rogério olhava, enfurecido, a criança que dormia placidamente, sobre os lençóis amarfanhados.

Recentemente alguém lhe mostrara um recorte de uma revista, onde ilustrava a foto de Renata com uma criança ao colo. Um garoto de rua havia tentado roubar-lhe a bolsa e fortuitamente fora flagrada e dera ensejo à matéria.

Ouviam-se os pingos de chuva baterem na calha da janela e isso o fez sentir-se bastante melancólico. Em épocas anteriores era sua foto colocada numa bonita moldura dourada sobre a cômoda antiga. Mostrava um homem bem posto a sorrir. Mas quem sorria agora era aquele garotinho deitado e ausente de toda dor que lhe calcava o peito.

Rogério desviou então a visão para a janela e deu com o céu nublado. – Não seria melhor rodar nos calcanhares e esquecer todo aquele delírio? – cogitou. Mas era impossível, estava envolvido na presente situação, não podia virar-se e ir embora tão somente.

Por mais que se esforçasse por aceitar o fato e toma-lo como resolvido, continuava a debater-se entre culpa e ira. Inclinou o corpo para a direita, tentando esconder da visão o garoto deitado. Tentou, pelo menos, cem vezes, fechando os olhos, para evitar ver a cama, onde se deitaram ele e Renata e ali fizeram o menino. Lembrava as pernas longas e torneadas envolverem seu corpo. Só desistiu quando começou a sentir no flanco uma ligeira dor entorpecida que nunca antes experimentara.

Oh, meu Deus, pensou, que situação tão aterradora escolhi! Viajar, a negócios, mês sim, mês não, lhe fora propício. Era um trabalho muito mais irritante e cansativo do que o trabalho do escritório propriamente dito, e ainda por cima havia o desconforto de andar sempre a visitar empresas, onde gerentes tentavam enganá-lo; preocupado com as conexões corriqueiras

dos aviões; com a cama e com as refeições irregulares; com conhecimentos casuais, que são sempre novos e nunca se tornam amigos íntimos.

— Diabos tirem tudo isto da minha mente! Sentiu uma leve comichão nas costas; arrastou-se lentamente para a cadeira vazia, mas seus olhos se voltaram para cima da cama. Não conseguia mexer um músculo. Estava estático diante do fato consumado. Identificou o local da comichão, que estava rodeado de uma série de pequenas bolhas, cuja natureza não compreendeu no momento e fez menção de coçar. Depois, lembrou-se da alergia em momentos de angústia e imediatamente sentiu-se percorrido por um arrepio gelado.

 

OUTRO LIVRO RECOMEÇADO

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1. A gruta azul

 

Lentamente abriu os olhos, como saindo de um poço sem fim. Deparou-se com a beleza esplendorosa do planeta. A vegetação luxuriante emitia brilhos diversos, como a querer se comunicar com ela. Aquele local tinha mais vida do que já vira antes.

Parecia um exótico santuário, com possibilidades infindas de exploração. A emocionante impressão que a natureza lhe causava era muito maior do que seus mais inimagináveis sonhos. Fora uma idealização interna de um mundo em conservação, que buscara há décadas em seu imaginário. Havia um odor perfumado no ar, suavidade ao respirar, a floresta de um verde profundo e saudável.

Talvez estivesse sonhando realmente. Ou seria uma nova categoria de área protegida, oferecendo espécies selvagens que passavam por ela e não a atacavam. Mantinham seu espaço. Eram comunidades inteiras que saltitavam, outras caminhavam com a elegância angulada no andar, tal qual tigres em busca dos meios de subsistência digna, posto que seu cheiro humano não os atiçava . Parecia uma nação a caminho de uma nova era ecológica.

Um beco sem saída para sua mente perplexa. De repente uma mudança climática. Os bichos se assustaram e começaram a correr à procura de abrigo. Desabou um temporal. Era uma chuva límpida que adentrava a terra macia, agora sentida no apalpar.

O ecossistema era constituído de uma vegetação em formato de renda tramada sobre o solo, de onde brotavam árvores e arbustos cobertos de variadas espécimes de flores. Era tal a diversidade que não conseguia defini-la. O odor achocolatado da terra úmida subia, beneficiando-lhe os pulmões.

Andou alguns metros. Não sabia quanto havia percorrido. Avistou ao longe algumas terras florestais ilhadas entre lagos azulados. Um azul profundo, quase cobalto. No lado mais distante da sua participação erguiam-se montanhas majestosas, onde pássaros de beleza estranha sobrevoavam. Suas penas intensamente coloridas compactuavam com o cenário todo.

Em pouco tempo sentiu necessidade de pertencer àquela terra e viver na floresta. Consumida pelo desejo intenso, criava-lhe no íntimo um efeito cascata de amor pela paisagem e por todas aquelas espécies selvagens. Na verdade a população do local agora era semelhante a tigres, cães selvagens, leopardos, ursos, porcos selvagens, criaturas de todos os tipos. Seres de formatos singulares, moradores daquela floresta, que retornavam de seus esconderijos e corriam quais crianças, aproveitando o odor delicioso que pairava no ar, enquanto brincavam à beira dos lagos. Estranhamente não se agrediam. Era uma população pacífica. Imaginou que breve acordaria daquele sonho que a enviara a um plano onde tudo se transformara em beleza e cores na terra e no status da floresta.

De repente deparou-se com um ser vestido com uma longa túnica azulada, que emitia faíscas similares as da floresta. Seu aspecto facial era humano. Olhou-a com imensos olhos azuis. Dobrou a cabeça para a direita e para a esquerda, num movimento de expectação. Seus olhos encontraram os dela. Como hipnotizada ouviu aquele ser sussurrar, sem mexer os lábios:

Encontrou, afinal. Tua busca se deu, enfim. Muito mais conhecerás nesta tua terra.

Cecília ouviu aquelas palavras como se elas estivessem sendo pronunciadas dentro de seu cérebro.

Procura os outros e os encontrarás. Tua é a terra.

Ela tentou levantar-se, porque agora estava deitada sobre a relva rendada e macia, numa pequena clareira, de onde podia receber os mornos raios solares. Viu que o ser flutuava vagorosamente, por detrás dos arbustos, como se fosse esvanecer-se no ar.

Quem é você?! Gritou Cecília, a pleno pulmão, numa busca de entendimento que lhe escapava totalmente da realidade.

Como se saísse de um sono profundo as lembranças começaram a materializar-se. Estouravam-lhe bolhas no cérebro, com imagens diversas. Andava por diversos lugares, divagava de forma febril. Agora estava diante de uma gruta azulada, onde divisava alguns seres em canoas, outros nadando. Era uma imagem muito forte da gruta, porém não conseguia definir o tipo físico daqueles que por ali transitavam.