Epistolário

carta-de-amor

Na primavera de 2001 ele descobriu que o amor crescia em seu ser, como acontece aos amantes daquela estação. Nada parecia aplacar aquele sentimento, nem mesmo seus encontros furtivos com as esquálidas garotas da sociedade curitibana. Maria Eduarda soubera, com sua inteligência arguta, envolvê-lo totalmente.

Sob o fascínio daqueles longos cabelos negros e brilhantes, o intelecto sobressaía em faíscas de raciocínio rápido e culto. Os olhos o percebiam em suas mínimas reações e devolvia-lhe através dos lábios a sabedoria de sua pequenez. Exatamente. Sentia-se diminuto diante dela.

Seu sofrimento era maior ao perceber o completo absurdo de seus sentimentos. Em outras palavras, intuía quão tolo fora ao se deixar enredar por conceitos interessantes e inteligentes, se o coração não lhe respondia aos anseios. Mas ela realmente era um ser estranho dentro da sociedade em que perambulava.

Somente na solidão de seu quarto, tarde da noite, conseguia escrever. No papel tornava-se o cavalheiro talentoso, que imaginava ser o objeto dos sonhos dela. As respostas também partiam de sua mente e eram guardadas separadamente. No entanto, quando o dia amanhecia e a encontrava, a articulação das palavras, os gestos, tudo era desastroso.

Os dias passavam e suas cartas noturnas se amontoavam, sem encontrar eco na realidade diária.

Esta correspondência solitária durou meses, gerando refrigério à alma angustiada de Fernando. Como todo amante atormentado, Fernando tornara-se visionário e desfrutava silenciosamente de sua amada nos segredos engendrados naquele epistolário. Sua felicidade tornava-se desmedida e o deixava assombrado quando relia aquelas cartas.

Assim, um dia, reticente e impreciso, procurou um amigo. Precisava desabafar. Não se correspondia. Sofria apenas. Não mentiu, disse que mostrava seu segredo, porque era fruto de sua imaginação. Estava se tornando doentio.

Não percebeu que o amigo ao ler os escritos não acreditou. Invejou-lhe a sorte, pois tudo estava descrito com riqueza de detalhes e Maria Eduarda era o sonho de todos eles. Depois, Renato, o amigo, era tido como o escritor da turma e nada do que escrevia se comparava com o que agora lia. A beleza, agonia e magia daquelas páginas faziam dele um poeta, que se mortificava e se encantava com sua felicidade. Ninguém escrevia daquela forma sem ser verdadeiramente correspondido e nem razões para tão-só fantasias amorosas nos anos 2000.

Fernando permitiu que Renato copiasse algumas linhas das cartas, para tirar frases de efeito aos seus poemas, depois de tê-las lido com vagar. E não percebeu que Renato tentava captar sentimentos que imaginava serem de Maria Eduarda, para tirar temas às conversas do escritório, imaginando-se envolvê-la em suas próprias teias intelectuais. Não podia ouvir as conclusões de Renato: “O sortudo já teve o seu pedaço. Agora é minha vez de mostrar conhecer o temperamento e gostos de Maria Eduarda e fazê-la observar-me com mais atenção. Tenho certeza de que as cartas são verdadeiras e que por alguma razão indecifrável Fernando está escondendo a verdade através de tergiversações mentirosas. Preciso dar uma lição em Fernando e a única forma plausível é tomar-lhe o objeto de desejo – Maria Eduarda”.

Fernando chegou às portas da loucura e pensou em contar para Maria Eduarda o que se passava em seu íntimo. Lógico que não a deixaria jamais ter acesso ao seu epistolário, inclusive por suas discórdias internas. Aquela luta férrea que travava entre render-se à timidez ou continuar na tentativa de demonstrar mais inteligência na conversação atiçava o fogo impiedoso da culpa interna. Até mesmo sua profissão estava sendo atingida por aquele comportamento compulsivo.

O escritório fervilhava naquele horário e ele sentia apenas vontade de ir para casa e escrever continuadamente em busca de respostas para seu desalento. “Fernando”, disse Maria Eduarda, enquanto ele sofregamente se voltou, buscando um olhar de amorosa compreensão. Mas o olhar era duro e estava voltado para um problema a ser resolvido. “Aquele caso da partilha de bens já foi sanado? Vamos falar com a viúva, para que componha com seus enteados, ou deixaremos que eles procurem outro advogado fora do escritório?”. Fernando a olhou embevecido. “Pelo que percebo, continua com algum problema indefinido e os assuntos do escritório parecem não atingi-lo”. Gostaria imensamente de retorqui-la, explicar seus sentimentos, fazer um comentário inteligente sobre aquele caso, mas ela o subjugava e suas vontade e inteligência pareciam diluir diante daquele olhar.

Voltou para casa naquele dia e exorcizou seus demônios, escrevendo várias cartas cada vez mais apaixonadas, com respostas que o satisfaziam. Era a maneira que encontrava para manter a mente sã. Se é que havia algo de saudável naquele modo de viver. Até mesmo Renato se permitira fugir de suas obsessões e não mais lera qualquer coisa que lhe apresentava. Aliás, ele andava esquivo, desde que sua amizade com Maria Eduarda se estreitara.  Agora outra coisa vagava pela mente de Fernando. A possibilidade de Renato contar sobre as cartas a Maria Eduarda. Aquilo espremia seu cérebro como um torniquete. Fernando tentava aniquilar dentro de si aquele pavor que crescia a cada dia. “Era óbvio que Renato não havia falado nada. Ela o teria abordado sobre aquilo, com sua sagacidade habitual”.

Enfim, voltava-se com fúria  para suas cartas, em busca da paz e do amor inatingíveis. Adentrava às portas da fantasia fresca, silenciosa e afável. Lá ficava horas a fio, depurando sua  solidão.

***

Naquele inverno de 2002 chegou ao escritório enregelado, mas sua alma endureceu realmente quando percebeu a troca de sorrisos e olhares entre Renato e Maria Eduarda. O amigo sabia de seus sentimentos por ela, no entanto ali estavam. Rodopiou e voltou para casa.

Passou alguns dias errando pelas ruas da cidade sem saber aonde ir. Deixou celular em casa, tornou-se incomunicável.

Decidiu, finalmente, voltar para casa. A arma era uma atração irresistível. Pegou-a. Acariciou o metal gelado. Soltou sobre a mesa, foi até o armário, pegou o baú com seu epistolário e o abriu. Era como ter a presença dela ali. Lentamente pegou a arma, abriu a boca e atirou. Caiu no vácuo.

Quando voltou a si não entendia exatamente o que acontecia ao seu redor. Não reconhecia nenhum daqueles rostos, somente o dela. Maria Eduarda estava ali e o olhava demoradamente. As lágrimas caíam abundantes e ela acariciava lentamente o rosto dele.

Não se recordava do que havia acontecido, mas era muito bom tê-la ao lado dele.

Os dias corriam vagarosos. Ele foi aos poucos recordando e a cada vez que ela entrava, ele voltava a se encolher. Ela percebeu o gesto e começou a ler as cartas a ela dirigidas. “São lindas” falou, num sopro. “Só não precisava fazer aquilo”, complementou docemente. “Se não tinha coragem de me dizer, podia tê-las enviado”.

Fernando estendeu a mão num gesto de agradecimento e tentou pronunciar alguma coisa, mas não conseguiu. A voz agora realmente não saía. A morte o poupara, mas não à sua garganta. Optou por olhá-la apenas, num pedido mudo de perdão.

Temos de nós o ar que respiramos

a pessoa que você gosta está se afastando

Preciso lhe dizer algo que me vai no coração. Eu não faço ideia de como anda sua vida, nem os planos que você fez e seguiu ou deixou de lado. Também não sei dizer como deve estar seu coração em relação a mim ou a tudo que lhe aconteceu neste tempo em que não nos vemos. Não tenho a mínima ideia de tudo que ocorreu em sua vida sem a minha presença. Não sei se em seu calendário consta a época em que estivemos juntos, ou que importância tive para sua vida nesse nosso longo tempo afastados. Sei apenas que o tempo existe, que passou e eu continuo a lembrar sua voz, seu olhar, seu sorriso, o primeiro beijo e os outros também.

Na verdade você foi meu primeiro amor, meu primeiro namorado, meu primeiro beijo na boca… e o gosto ficou até hoje. Depois… nos afastamos. Casei. Você casou. Enviuvei. Você se lamentou. A vida nos separou. Foi nosso primeiro desencontro. Mas a vida seguiu e nossos caminhos foram eternos desencontros. Quando nos encontrávamos estávamos com outros parceiros.

Não tenho a menor ideia das adversidades passadas por você, assim como você também não sabe das minhas. No entanto, lembro de cada momento em que nos encontramos pela vida, nossas mãos se tocaram no dia em que meus pacotes de presente de Natal caíram e alguém ajudou a pegá-los do chão. Quando ergui meus olhos, já arrepiada pelo toque, encontrei seu olhar no meu. Não sei se você me ajudou porque já sabia que era eu, ou foi solícito com alguém desconhecido.

Sabe, sua voz está tão entranhada em mim que aquela vez que uma aluna pediu para eu ligar ao chefe dela não me toquei. Eu liguei e ouvi você. Do outro lado estava você! Pensei sufocar. Tive ímpetos de lhe dizer: Eu ainda amo você. Mas, o racional foi mais assentado e meu marido estava do outro lado da sala. Você me convidou. Estava sozinho. Eu havia voltado para meu ex.  Senti um arrepio de amor e uma vontade louca de descobrir nós dois. Um repuxo de arrependimento, olhando para aquele com quem eu levava minha vida.

Não sei como é sua companheira de caminho. Imagino que a ame, mas gostaria muito de estar colada lá no fundo de sua alma, como você está na minha.

Espero que um dia você possa ler esta carta e, quem sabe, responder pela internet que alguém que você muito amou deixou o perfume de sua inocência dos nossos anos dourados impregnado no ar que respiramos juntos, porque apenas isso temos de nós.

LEI DA ATRAÇÃO – PRIMEIRO

Lei da atracao - pensamentos positivos

Tenho pensado muito sobre a vida nos últimos anos. Sempre acreditei que podia criar o meu destino. Porém, nos últimos tempos acabei aprendendo que nossos pensamentos é que determinam nosso destino. Existem dois tipos de pensamentos os positivos e os negativos. É importante que você foque nos pensamentos positivos. Isto pode ficar em nossas mãos se soubermos controlar nossas mentes inquietas. Eles, os pensamentos, são como pequenas entidades espirituais que nos acompanham e aqui nos colocaram, no lugar onde chegamos. São forças muito acima de nossa imaginação ou de nossa mente estreita e inquieta na busca de fazer nossa história de vida. Eu as denomino seres espirituais, nossos mestres de outra dimensão. São eles a se deleitarem na criação de nossa história, definindo rumos, emoções, sentimentos, momentos mais alegres ou mais tristes. Assim, cabe a cada um de nós domarmos nossos pensamentos. A cada pensamento negativo seja sobreposto um positivo e neste deve ficar nossa vontade.  Repetir várias vezes, imaginar e lembrar situações agradáveis com muita frequência.

Claro que percebi ser preciso  muito controle mental par alcançar esse situação, mas é tentando que se consegue o controle. Assim, tenho controlado todos os dias meus pensamentos e percebi que muita coisa tem mudado em minha vida, inclusive aceitado com tranquilidade as coisas que vem do mundo e respeitado de forma mais amável. A tranquilidade chegou e posso trabalhar meu cérebro para melhorar cada vez mais minha vida. Proponho a você que tente fazer o mesmo. Espero que alcance muitos de seus sonhos.

dar-e-receber

Existe uma Lei Universal imutável: recebemos de volta o que damos, o que oferecemos como ações, pensamentos e sentimentos. Recebemos tudo de volta.

Pense no que está dando, no que está fazendo, no que está pensando e no que está sentindo, no que está falando AGORA. Tudo isso vai retornar para você.

Escolha bem seus sentimentos e ações, você tem o direito de escolha, que na verdade é um poder portentoso, que a vida nos agraciou!

Ele, este Poder, é tudo isso e ainda mais. Ele é muito precioso por simplesmente existir e estar à nossa disposição sempre, o tempo todo, ou seja, ele trabalha antes do nosso nascimento na mãe Terra. Esse é um trabalho ininterrupto, constante, incansável, sem exigir nada em troca.

E nós o usamos, conhecendo ou não a sua existência. Para que possamos fazer um paralelo é o mesmo que dizer que quando Galileu Galilei disse que a Terra girava em torno do sol e depois de muitos anos, até mesmo matá-lo por isso o homem incrédulo, cometeu, não mudou o fato de a Terra girar em torno do sol.

Assim, acreditando ou não, todos o usam. Bem ou mal, deliberada ou inadvertidamente, ele constrói as nossas experiências de vida.

É maravilhoso porque apenas escolhendo o que estamos dando, estamos escolhendo o que estamos recebendo de volta!

Tudo o que estamos vivenciando “hoje” foram coisas que “demos ontem”.

Por isso existem centenas de livros dizendo e explicando que o imenso Poder que temos está no AGORA.

O passado está morto, existe apenas em sua memória, o “futuro” você vai criar AGORA, está criando neste momento, enquanto está lendo isso, no momento em que decidiu “abrir” este artigo. No momento em que decidiu ligar o computador.

AGORA – DECIDIR – ESCOLHER – DETERMINAR – ESTABELECER- ORDENAR – EXIGIR – RESOLVER – DELIBERAR – IGNORAR

Estas são suas palavras de Poder!

Decida agora o que quer e ignore o que não quer,

Escolha agora o que quer e ignore o que não quer,

Determine agora o que quer e ignore o que não quer,

Estabeleça agora o que quer e ignore o que não quer,

Ordene agora o que quer e ignore o que não quer,

Exija agora o que quer e ignore o que não quer,

Resolva o que quer e ignore o que não quer,

Delibere sobre o que quer e ignore o que não quer.

Lembre-se: Queira o Bem. Ignore o Mal. Porque tudo retorna. E, não culpe ninguém pelo que você fez com sua vida. A única pessoa responsável pela sua vida é você.

Desabafo do meu amor

Meu desabafo de amor

mae-e-filhoSou feita de sentimentos, emoções e amor.
Sou a voz que ouves no teu silêncio,
sou quem te toma nos braços no teu vazio…
Agora, enquanto lês essas palavras,
Estou aí, ao teu lado, como sempre
olhando dentro dos teus olhos
como quem quisesse enxergar
o que teu coração demonstra…
Mais tarde… à noite,
quando te deitas…
sou quem nina teus sonhos
aquela que contou vários contos
sentada ao teu lado
esperando enquanto dormias…
dizendo que tudo ficaria bem.
Aquela que embalou seus sonhos,
A amiga que ensinou fazer amigos.
Se ao menos pudesses me perceber,
se notasses o que sinto ao teu lado.
Basta quereres, basta por alguns instantes
esquecer ressentimentos, dores passadas
fechar os olhos, como se nada mais existisse,
e me deixar chegar perto de ti… te abraçar…
Sinta meu coração batendo ao compasso do teu…
Sinta que não estás só, nunca esteve!
Apenas esqueceste de olhar mais
com os olhos do teu coração não da razão.
Longe dos senões de tantos outros.
Veja o compasso da vida, o correr dos anos,
Nossa luta juntos… amigos…companheiros…
Mudanças… redemoinhos, reviravoltas…
Mas juntos… sempre juntos… nos amando.
Então abra os olhos… veja os meus… me conheça.
Sou sua mãe a espera do seu compreender.

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