Abrir uma estrada para o futuro

A educação exige cuidadeo

Sempre achei que todo povo pode e deve trabalhar visando um futuro melhor para seu país.  Podemos nos lançar numa aventura incrível de transformação do Brasil. Ficarmos inertes e omissos diante da situação caótica da política brasileira não resolverá qualquer problema. A revolução de ideias é o melhor caminho. A sociedade precisa se engajar em pequenos grupos para auxiliar os que necessitam aprender a ler e escrever. Enquanto se preleciona a língua portuguesa, paulatinamente irá sendo inculcado no cérebro do povo simples que somente um governo honesto, educado, culto e com gestão correta poderá retirar o país do lamaçal a que foi submetido.

A par dos escândalos é preciso educar nossos filhos e netos que eles podem auxiliar com trabalhos voluntários, aclarando a mente dos menos favorecidos pela sorte. Uma sociedade consciente pode fazer sua revolução que trará inúmeros benefícios na aplicação dos votos de eleitores menos preparados e esclarecidos.

As principais mudanças dizem respeito à maneira como as pessoas devem comunicar-se entre si. Unir forças é preciso. Uma ideia de progresso sem máculas pode tornar-se realidade com esse trabalho de esperança e não de dissensões.

Essa revolução consciente trará benefícios e solucionará muitos dos problemas construídos e pregados por políticos com ideias obsoletas.

Óbvio que não existem mapas confiáveis nesses territórios inexplorados, mas podemos aprender lições importantes com o processo de criação e desenvolvimento de uma nova geração de cidadãos, que movimentará o Brasil daqui por diante.

Decididamente não estamos na crista da onda. Porém, esquecendo os problemas e olhando para as soluções, que a cada mente criativa do brasileiro saberá trazer para essa revolução de ideias poderemos, sim, mudar nosso país.

Alguns esperam, outros temem opinar e muitos se omitem completamente. A revolução da comunicação está só no começo. Uma pequena ideia que pode germinar e ramificar por muitas outras formas de mudanças da consciência do brasileiro desavisado. Todos temos que tomar decisões cruciais, e é preciso um círculo cada vez maior de cidadãos de bem para que os benefícios sejam auferidos. Não podemos deixar o debate apenas nas mãos de políticos que somente visam seu interesse pessoal, nem podemos deixar apenas nas mãos da Justiça uma mudança radical. O povo é responsável pelo seu país.

Outra ideia bastante interessante e trarão resultados importantes é a criação de bibliotecas dentro das cidades. Lugares como bares, restaurantes, casas comerciais podem contribuir para dar um pequeno espaço para livros doados e colocados ali à leitura e depois a devolução para as demais pessoas que se interessem pela leitura. Isso é um caminho que alarga os horizontes dos cérebros humanos.

Se isso puder ser feito a formação política de todos os brasileiros servirá de mola mestra para a mudança radical da consciência que a desonestidade não tem mais espaço no nosso Brasil.

Porque lutar pela melhoria da educação no Brasil.

nelson_mandela

A educação de um povo é o alicerce mais importante para o desenvolvimento de uma nação e, portanto, é imprescindível que haja um cuidado todo especial do governo com essa área. Somente através da produção de conhecimentos um país cresce, porque forma profissionais que irão possibilitar o aumento da renda do país e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 O Brasil não consegue avançar nesse campo nas últimas décadas. Em tempos idos a educação pública do Brasil já fazia um aluno de primeiro ano sair lendo e escrevendo corretamente. Falo isso de cátedra, porque além de ter sido aluna de escola pública também ministrei aulas em escola pública. Os alunos precisavam escrever e ler corretamente. As provas não eram elaboradas e aplicadas pelas professoras da sala, mas por outra.

As escolas particulares, vendo o rendimento dos alunos das escolas públicas, entraram numa corrida e melhoraram seus quadros de magistério. Em contra partida a escola pública foi sendo deixada para trás pelos governos que vieram a partir dos anos 60/70. Pouco a pouco o padrão caiu. Vieram reformas, mas nada conseguiu dar ao professor da escola pública condições adequadas para desenvolver seus trabalhos. Isto gerou tantos desajustes, que hoje até alunos que não sabem escrever nem ler vão galgando as séries do ensino fundamental, pois precisam terminar o curso fundamental, mesmo sem adquirir base para tal. Reformas totalmente desajustadas com a realidade mundial. A escola (Ensino Fundamental e Médio) e a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social do ser humano, como há de ser o correto, porém a maioria dos alunos das escolas públicas não acompanham esse compasso.

Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país. Infelizmente essa assertiva está dissociada da fundamental melhoria na qualidade da educação do brasileiro, é o que facilmente percebemos no nosso dia a dia.

Nada é mais importante do que uma reforma educacional que dê ao professor salário digno e condições de desenvolver seus conhecimentos didáticos para melhorar na carreira e que não permita jamais que um aluno saia do primeiro ano sem saber ler e escrever, pois somente assim ele poderá avançar nos estudos e na compreensão dos textos e de todas as matérias que irá enfrentar no futuro.

Não existe queda no índice de analfabetismo no Brasil. Isso é uma balela. Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. Isso também é uma quimera. Não se permitindo repetência, possibilita que alunos despreparados cheguem a uma faculdade não sabendo escrever ou ler corretamente. Isso acaba não permitindo ao Brasil melhorar a formação de seus profissionais, tornando-os despreparados para enfrentar mercados de trabalho, cada vez mais voltados ao conhecimento.

Superior Tribunal de Justiça decidiu que aposentado que necessita de cuidador terá direito a adicional de 25% no benefício

Superior-Tribunal-Federal

O Ministério da Fazenda colocou-se contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que sequer teve a curiosidade de saber de onde sairia a verba do orçamento federal para conceder adicional a aposentados que custará R$ 3,5 bilhões à Previdência por ano.

Ora, essa do STJ, é uma brincadeira, diante do Estado Brasileiro. O Superior Tribunal Federal não tem o direito de simplesmente dizer que o povo deve pagar mais impostos para suprir esse déficit, porque só assim se “criará” recursos para cobrir o direito ao adicional de 25% no valor do benefício que pretende o Tribunal seja pago ao aposentado que necessitar de cuidador.

“A Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda estima, com base em dados preliminares, que a decisão da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de estender a todas as aposentadorias o adicional de 25% do valor do benefício àqueles que comprovem a necessidade de auxílio permanente de terceiros representaria um ônus financeiro de R$ 3,5 bilhões ao ano para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS)”, diz a nota.

Pelas regras atuais, o adicional é concedido somente em casos de aposentadorias por invalidez, mas, com a decisão do STJ, os aposentados por idade ou tempo de serviço, por exemplo, também terão direito ao benefício.

A decisão deverá ser aplicada nos julgamentos em todas as instâncias do Poder Judiciário.

Ao todo, estavam suspensos no país 769 processos sobre o tema, aguardando a decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Claro que existe a possibilidade de recursos, pois o governo ainda pode recorrer da decisão ao próprio STJ.

Um recurso já foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas só poderá ser analisado após a conclusão do processo no Superior Tribunal de Justiça. Essa é a nossa justiça meu amigo brasileiro. Um grupo de pessoas que se dizem cultas e probas, porém que não se intimidam diante de uma bizarrice como essa decisão.

Por incrível que pareça sou aposentada e seria agraciada com a decisão, mas acho que temos todos de ter consciência da situação da Previdência Social e da situação orçamentária do Brasil. Não se pode brincar de dar presentes, sem citar a fonte de onde virá o recurso. Isso para falar o menos.

Todos, que lemos e nos inteiramos da situação do Brasil, sabemos que desde o primeiro semestre deste ano, elas (as contas da Previdência Social) registraram déficit (despesas maiores que as receitas) de R$ 90,8 bilhões, valor 9,6% acima do registrado no mesmo período de 2017 (R$ 82,8 bilhões).

A estimativa mais recente do governo federal prevê rombo acima de R$ 200 bilhões nas contas da Previdência ao final deste ano. Logo eu me pergunto e pergunto a você leitor: De onde o Governo Federal irá retirar a verba que o Superior Tribunal Federal “inventou” para cobrir essas despesas.

No mínimo um Tribunal deve se inteirar da situação orçamentária de seu país para tal determinação, caso contrário isso é história da carochinha.