Pior da crise já passou e expectativa é de melhora

Pior da crise já passou e expectativa é de melhora

o-pior-da-crise-passou

O pedaço pior da crise já passou e a  expectativa é de melhora, diz Fiat. A ideia de flexibilização da legislação trabalhista, defendida pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB), é vista com simpatia pela direção da Fiat. A avaliação do principal executivo da montadora no Brasil.

O primeiro trimestre ainda mostrou o país em recessão profunda, mas a queda da produção foi “menos ruim” que o previsto e, combinada à mudança de governo, reforça os sinais de luz no fim do túnel da economia.

Para Bruno Rovai, economista do banco Barclays, o setor externo foi o principal motivo de o PIB ter caído menos que o previsto. A queda foi de 0,3% no primeiro trimestre do ano ante o trimestre anterior, bem menos do que a estimativa do mercado de -0,8%. Foi um sinal de que a economia já chegou ao “fundo do poço”, afirma o economista.

Para o economista Ricardo Amorim, a recuperação do país já começou e poderá ser vigorosa se o mercado externo ajudar. Em Vitória, a convite do Sicoob-ES, Amorim falou sobre a retomada do crescimento no contexto de crise, os indicadores da economia e sobre a agenda reformista do governo de Michel Teme

Amorim complementa: Todas as vezes que o Brasil teve grandes, profundas, longas depressões econômicas, como a que a gente está vendo atualmente, na sequência a economia surpreendeu muito positivamente. Para ser mais preciso, usando os dados dos últimos 115 anos, todas as vezes que a gente teve a média de crescimento ao longo de três anos ficando negativa ou próxima de zero, na sequência o PIB cresceu pelo menos 6% ao ano ao longo de três anos. O que significa que em algum momento no futuro breve a gente vai ver uma recuperação muito forte no Brasil. A questão é quando.

A Nissan também acredita que o setor automotivo brasileiro já saiu do fundo do poço, está num período de estabilização e entrará numa trajetória gradual de recuperação nos últimos seis meses de 2016. “O primeiro semestre foi de um mercado de 158 mil carros vendidos por mês na média. Para o segundo semestre, vejo um mercado de 170 mil vendidos carros por mês. É o início da recuperação”, disse em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o presidente da empresa no Brasil, François Dossa. Baseado nesta hipótese, ele aposta que o setor voltará a crescer já em 2017, ainda que timidamente.

O otimismo da Nissan não se restringe ao mercado interno. Em março, a montadora deu largada num plano de exportação para a América Latina a partir da fábrica de Resende. “Já começamos a mandar para o Paraguai e a Bolívia. Agora vem o Chile, depois Argentina, em outubro, e na sequência Panamá e Costa Rica”, relatou. Exportar para a Colômbia também está na mira, mas depende da assinatura de um acordo bilateral.

Voltar a acreditar no crescimento do país vai melhorar o ânimo dos brasileiros. Muitos que estavam de malas prontas para sair do país, talvez repensem essa decisão.

michel-temer-previdencia

Inobstante apelos de partidos da base aliada para adiar o envio da reforma da Previdência ao Congresso Nacional, o Presidente da República Michel Temer decidiu que vai mandar a proposta este mês, antes das eleições municipais.

A reforma da Previdência tem sido anunciada pelo governo desde que Temer assumiu a Presidência, em maio deste ano. Parlamentares de partidos aliados, porém, argumentavam que o envio agora poderia atrapalhar as disputas eleitorais por ser uma medida impopular.

De acordo com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, Temer manifestou-se hoje (6) no sentido de enviar ainda neste mês a proposta, como havia prometido em ocasiões anteriores.

“Nós temos que entender que temos uma base parlamentar que tem posição diferente e está dialogando com o presidente. O segredo agora do presidente Michel é fazer com que a base tenha um consenso mínimo. Ele quer mandar antes [das eleições]”, disse. Segundo Padilha, que não quis estipular uma data para o envio, o “diálogo” para o envio da proposta será feito “assim que tivermos quórum”.

Para o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, a dúvida sobre a data era mais uma questão de estratégia do que eleitoral. Ele informou que teve nesta terça-feira (6) conversas com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, sobre o assunto.

“É uma questão de estratégia parlamentar e não de mérito. O governo já tomou a decisão, acha que não tem condição de manter do jeito que está. A base defende, a reforma é necessária para colocar o Brasil nos trilhos”, disse. Para Geddel Vieira Lima, Temer analisou os “custos e benefícios” e achou melhor “sinalizar claramente” para a necessidade do envio imediato da proposta até por uma questão “simbólica”.

Vieira Lima disse também que os pontos mais polêmicos, como idade mínima aos 65 anos e transição aos 50 anos, estão sendo fechados “provavelmente esta semana” para que sejam encaminhados ao Congresso. “Basicamente não tem discordância, agora é levar à apreciação do presidente da República”.