Porque lutar pela melhoria da educação no Brasil.

nelson_mandela

A educação de um povo é o alicerce mais importante para o desenvolvimento de uma nação e, portanto, é imprescindível que haja um cuidado todo especial do governo com essa área. Somente através da produção de conhecimentos um país cresce, porque forma profissionais que irão possibilitar o aumento da renda do país e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 O Brasil não consegue avançar nesse campo nas últimas décadas. Em tempos idos a educação pública do Brasil já fazia um aluno de primeiro ano sair lendo e escrevendo corretamente. Falo isso de cátedra, porque além de ter sido aluna de escola pública também ministrei aulas em escola pública. Os alunos precisavam escrever e ler corretamente. As provas não eram elaboradas e aplicadas pelas professoras da sala, mas por outra.

As escolas particulares, vendo o rendimento dos alunos das escolas públicas, entraram numa corrida e melhoraram seus quadros de magistério. Em contra partida a escola pública foi sendo deixada para trás pelos governos que vieram a partir dos anos 60/70. Pouco a pouco o padrão caiu. Vieram reformas, mas nada conseguiu dar ao professor da escola pública condições adequadas para desenvolver seus trabalhos. Isto gerou tantos desajustes, que hoje até alunos que não sabem escrever nem ler vão galgando as séries do ensino fundamental, pois precisam terminar o curso fundamental, mesmo sem adquirir base para tal. Reformas totalmente desajustadas com a realidade mundial. A escola (Ensino Fundamental e Médio) e a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social do ser humano, como há de ser o correto, porém a maioria dos alunos das escolas públicas não acompanham esse compasso.

Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país. Infelizmente essa assertiva está dissociada da fundamental melhoria na qualidade da educação do brasileiro, é o que facilmente percebemos no nosso dia a dia.

Nada é mais importante do que uma reforma educacional que dê ao professor salário digno e condições de desenvolver seus conhecimentos didáticos para melhorar na carreira e que não permita jamais que um aluno saia do primeiro ano sem saber ler e escrever, pois somente assim ele poderá avançar nos estudos e na compreensão dos textos e de todas as matérias que irá enfrentar no futuro.

Não existe queda no índice de analfabetismo no Brasil. Isso é uma balela. Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. Isso também é uma quimera. Não se permitindo repetência, possibilita que alunos despreparados cheguem a uma faculdade não sabendo escrever ou ler corretamente. Isso acaba não permitindo ao Brasil melhorar a formação de seus profissionais, tornando-os despreparados para enfrentar mercados de trabalho, cada vez mais voltados ao conhecimento.

Dica de Escrita Criativa

O artigo não é meu, mas achei interessante repassar a meus leitores. Sempre aprendemos um pouco mais, em especial aqueles que escrevem.

“A pesquisa para a escrita de narrativa longa

Caco Belmonte

Todos podem aprender a ler e a escrever

Existem alguns processos essenciais na produção de uma narrativa longa. Um deles é a pesquisa que antecipa a escrita. Muitos autores não sabem por onde começar, ou de que forma essa pesquisa deve ser feita. Para esclarecer essas dúvidas, Caco Belmonte irá ministrar o curso “A pesquisa para a escrita de narrativa longa” neste sábado (25), às 9h, na Metamorfose Cursos.

Caco é jornalista. Trabalhou em veículos de comunicação e assessoria institucional. Cursou a Oficina de Criação Literária da PUCRS em 1992 e participou de diversas coletâneas. Em 2004 lançou seu irreverente “Contos para ler cagando”, na Festa Literária Internacional de Parati (Flip), e em 2006 lançou “No Orkut dos outros é colírio”. Com a novela Lambuja (2017), estreou em narrativas longas. Atualmente, escreve um romance histórico ambientado em 1820, intitulado “Balázio”, que prevê dois anos de produção textual e consumiu um ano de trabalho em pesquisas. Atua também como ghost-writer.

Na entrevista abaixo, Caco discorre sobre a pesquisa para a narrativa longa, qual sua importância, se tem um tempo determinado de duração, por onde começá-la, além de relacionar a sua formação de jornalista com sua experiência em pesquisas. Confira:

Luísa Tessuto: Todo romance precisa de uma pesquisa prévia? 

Caco Belmonte: Em literatura não existe verdade absoluta. Ouvi isso de um autor consagrado, numa das inúmeras vezes em que recorri à experiência alheia, buscando orientações sobre o fazer literário, seus labirintos e armadilhas. Érico Veríssimo era um “engenheiro” nos bastidores da criação. O Tempo e o Vento, a saga, foi totalmente planejada antes dele iniciar o trabalho “braçal” de construção e desenvolvimento dos volumes. Ao escrever, portanto, sabia de antemão tudo o que aconteceria durante a narrativa. Chegara, inclusive, à minudência de reproduzir em papel o mapa mental que traçara da “cidade cenográfica” de Santa Fé. Tintim por tintim.

Luísa: Existe um tempo determinado para que uma pesquisa seja eficiente para a produção de uma narrativa longa? Ou não existe pesquisa pequena/grande demais? 

Caco: O tempo de duração da pesquisa é subjetivo e pressupõe o que fora estipulado durante o planejamento, no esboço de rascunho, síntese ou anteprojeto, se houver maior preocupação com a excelência do trabalho. Escrever. Apagar. Editar. Tarefas cujo processo foi agilizado pelo desenvolvimento tecnológico. O horizonte é o mesmo para todos, cores e perspectivas variam por motivos individuais. Escritor habilidoso é um sniper da vida alheia, acostumado a ampliar os detalhes à distância. Não existe ficcionista mais capaz, em termos de criatividade, do que as circunstâncias e situações oferecidas pelo cotidiano. Tudo passa pela habilidade de reproduzir esses conteúdos de forma literária. Desconheço autor bem-sucedido que não seja um paciente observador. Ao prestar atenção nas coisas, já estás pesquisando.

Luísa: Depois de ter a ideia, por onde começo a minha pesquisa? 

Caco: Isso nós vamos esmiuçar durante o encontro, eleger as prioridades cabe ao escritor. A construção das personagens também exige pesquisa. Pode ser um ponto de partida relevante. As mães reconhecem e sentem os filhos mesmo antes do nascimento, ainda no ventre materno. O autor também precisa conhecer a seus filhos como uma mãe, porque somente ela tem a capacidade de capturar a essência da alma dos rebentos desde a barriga.

Luísa: Qualquer pessoa tem capacidade para fazer uma pesquisa de boa qualidade para a produção de uma narrativa longa? 

Caco: Sim. Contudo, ao ampliar os horizontes e responder a essa pergunta objetiva, também avanço pelo campo da subjetividade. A resposta não é tão fácil como parece. Numa obra hipotética, por exemplo, um tomo 500 páginas que serão lidas em algumas horas, distribuídas ao longo dos dias, talvez durante alguns meses, conforme o ritmo de cada leitor, com certeza houve planejamento e trabalho braçal em pesquisas de toda ordem. É disso que vamos tratar no encontro, as possibilidades do “historiador” literato.

Luísa: Como jornalista, acredita que a sua formação profissional ajude na realização das pesquisas? Se sim, em que sentido? 

Caco: Certamente que sim. O cacoete do jornalista agrega valor ao ofício. O baque da perspectiva. Ando pelas ruas em busca do detalhe que escapa por ordinário. Comumente desprezado, embora inserido à paisagem urbana. A cidade é uma aula de história a céu aberto. Laboratório de percepções. Garimpo invisível à maioria, ocupada em administrar a azáfama que se impõe rotineira. Para mim, esse olhar vagabundo é oxigênio na ficção. O estranhamento é quem nos açula (sem conflito, não existe literatura possível). Sempre escrevi, desde muito cedo. Aos vinte anos já tinha feito a Oficina de Criação Literária da PUCRS. Ainda na faculdade, no início dos anos 90, fiz a grande opção profissional da minha vida: consolidar uma carreira no jornalismo e fazer dela um suporte à literatura.

Luísa: No seu trabalho como ghost-writer você utiliza as mesmas técnicas de pesquisa dos seus livros autorais? 

Caco: Sim, a única diferença são as metas finais de resultado. Conforme o objetivo, encontro os caminhos possíveis para os alicerces na engenharia da criação. Assimilo material bruto e o processo, reviro e futrico. Do mexe-remexe, emerge um novo contexto. Essas modulações de tom exigidas à adaptação emprestam a verossimilhança perseguida pelo “demiurgo” que, eventualmente, transmite confiança ao leitor, ou espectador, que responde com empatia à mensagem. A mesma sequência, captada sem o viés literário do escritor, ou longe da imagética dos roteiristas e diretores de cinema, seria um quadro fugaz na imensidão da individualidade coletiva. O paradoxo do deserto povoado. Até onde a vista alcança, tempestades de areia. Pretensioso, soprar em direção contrária.”

Alquimia Final é um livro para você

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Você vai conhecer a história envolvente de Natália. A surpreendente verdade que nunca contaram a você sobre uma caminhada profissional. Você vai encontrar no enredo momentos hipnotizantes. A trama se inicia quando Natália formar-se em Direito e foge dos irmãos a quem ajudava sustentar e foi para a capital do Paraná. Torna-se uma grande advogada.
Apaixona-se profundamente por um colega de escritório, mais jovem do que ela. Com Murilo ela se tornou mulher, conheceu pai Joaquim e uma visão de vida totalmente diversa da sua.
Quando teve sua dor insana, somente pai Joaquim soube consolá-la e levá-la para o centro espírita e repassar-lhe ensinamentos sobre a religião dos negros que vieram para o Brasil.
Voltou a envolver-se com Carlos Eduardo, que se transformou em seu marido. O casamento com Carlos Eduardo foi caindo na rotina, já que Natália se deixara transformar numa simples dona de casa. Isto despertou nela insegurança e solidão. Reencontrou Murilo e voltou a sentir aquela paixão forte que a embriagara antigamente.
Nessa época tentou fazer com que sua arte, a pintura, se tornasse reconhecida na França, através de Jacques, um marchand. Também Murilo se envolveu com a pintura, através de Pierre, um amigo e conhecedor de artes. Foi com Pierre que Murilo aprendeu muito sobre arte e pôde apreciar as pinturas de Natália e ajudá-la a se desenvolver.
Natália viveu essa vida dupla até o momento em que decidiu abandonar seu grande amor e dedicar-se exclusivamente ao seu casamento e à sua família. Sua consciência não mais a deixava em paz. Também Murilo concordou com a ideia e desapareceu completamente da vida dela.
Profundamente desiludida com tudo, Natália deixou sua pintura e nunca mais procurou Jacques, que respeitou essa sua decisão. Retornou Natália para sua vida e sua realidade, deixando que o rio de Oxum seguisse seu rumo, como sempre lhe aconselhava pai Joaquim, permitindo assim que o processo alquímico da vida se completasse.

Se o resumo instigou você vá em busca do livro na AGBOOK.

PARCERIAS

REGRAS PARA PARCERIAS

Baseada em outros blogs que sigo e indico no meu, achei perfeito criar minhas regras para cada parceiro que se dispuser se inscrever no meu blog e falar sobre meus livros.

Sobre as parcerias

É minha intenção dar um briefing sobre o blog parceiro, fazer resenhas de livros enviados para mim, trocar livros meus com o de outros escritores. Quero dividir com os leitores  minhas impressões sobre o blog parceiro, minhas emoções diante de uma história lida, o nível de envolvimento que tive com o enredo. Não sou crítica literária. Sou apenas uma escritora neste mar imenso da literatura  e não pretendo, de forma alguma criticar a qualidade e habilidade do autor, deixo essa tarefa aos críticos literários. Tudo se baseará no fato de eu gostar ou não do livro, dando sempre minha visão pessoal.

Livros que gosto de ler

Sou extremamente eclética. Gosto de conhecer a escrita de cada um daqueles que se arriscam a criar. Como sempre digo: “O escritor é um desbravador de horizontes”. Assim, apesar de algumas preferências, não vou impor estilo. Longe de mim tal absurdo. Quem tiver interesse em conhecer meu gosto literário, basta entrar no Skoob, no Orelha do Livro, no Goodreads e acessar minha estante.

Não curto biografias, poesia e livros de memórias. Então vocês não vão encontrar esses estilos de livros por  lá e por aqui.

Tempo de leitura

Normalmente levo de 4 a 7 dias para ler um livro, levando em consideração o número de páginas e meu tempo  disponível para os meus próprios horário de criação. Então é possível que vocês encontrem uma resenha nova a cada semana por aqui.

SOBRE LEITORES E EDITORAS

Brindes.

Pretendo a cada mês brindar meus leitores com uma leitura gratuita: de um livro online. Mas, também quero criar meu catálogo de leitores no Brasil todo. Para isso , gostaria do auxílio daqueles que leram o livro online: o envio de seu e-mail e de seus amigos, a quem recomendaram a leitura de meus livros. Aquele que indicar mais amigos, enviando nome, e e-mail, será o vencedor do mês e receberá gratuitamente um livro impresso, de minha autoria, sem nenhum gasto, nem mesmo o frete. O contato é livrariahqz@gmail.com.

Com autores e editoras

Estou disponível para parcerias com autores nacionais e editoras levando em consideração as informações contidas nas Regras para Parcerias. O contato é o mesmo: livrariahqz@gmail.com.

Se o livro que você desejar seja resenhado  e pertencer a uma série, é necessário que eu receba os livros anteriores (caso eu ainda não os tenha) para conhecer a série inteira e assim poder avaliar corretamente a obra.

 

leitora

As palavras bailam no cérebro, permeando o intelecto e integrando o imaginário. Somente colocadas no papel, ou agora na internet, com as minhas escusas a Johann Gutemberg, elas se transformam em realidade palpável, permitindo ao leitor se deleitar com o pensamento do escritor.

Sartre sugere em What is Literature? seja ela irritante, provocativa do leitor, para que ele próprio imagine seu término. Acredito, antes, deva ser ela instigante, para que o leitor venha a perseguir seu final e intuí-lo de variadas formas, recriando-o a seu bel prazer até que o autor o leve pela mão ao fecho que entende plausível.

Um livro que li outro dia afiançava que somente um leitor contumaz será capaz de descortinar a ciência, os mais altos saberes, as mais sólidas filosofias e religiões. Mas, a meu entender não basta apenas leitura. Há que se pensar sobre o que se lê. A consciência crítica do ser humano deve ser exercitada durante uma leitura. Seja o texto de reconhecido autor ou daquele que vive no obscurantismo.

Não vejo a leitura como exercício de antropofagismo, como o quer nosso poeta mineiro Murilo Mendes em seu dizer textual: “Quando eu não era antropófago – quando eu não devorava livros – … porque os livros não são feitos com a carne e o sangue daqueles que escrevem?”, filosofando Nietzche, que dizia só amar o que era escrito com sangue.

Também nessa linha temos nosso filósofo e pensador Rubem Alves, dizendo: “De modo que minha leitura é assim: vou devorando os meus autores e na medida em que isso acontece, eles são incorporados a mim. Chega um momento em que quando cito um escritor já não o estou citando, mas a mim mesmo!”

Não vejo dessa forma, com máxima vênia a esses gênios da literatura e filosofia.

Lendo com consciência crítica, as palavras de mestres e doutores virarão frases de amigos, como se todas as insondáveis vivências guardadas nas mentes e realizadas no papel se transformassem em confidências e conversas de velhos companheiros, capazes de despertar silêncios e reflexões, ou estimular análises contrárias, que clarearão verdades insondáveis.

A leitura deve fazer pensar, e o pensar deve levar ao exercício crítico. Somente esse caminho desaguará na melhor formação de um intelecto e o capacitará a decidir. Ainda aqui cito Nietzche, que dizia ser condição fundamental para a criatividade a riqueza em contradições internas. Ora, se o filósofo entende necessário o caos interior, para que o ser humano possa fazer conexões intelectuais insólitas, como aceitar submissamente as verdades de outras consciências, sem antes questioná-las?