utopia

Enquanto aflora no território nacional a expectativa de um novo rumo na governabilidade do País, que tem como meta principal anunciada combater a corrupção, exigir segurança, educação, saúde, e a afamada reforma política, dentre tantas outras requisições, chamadas de difusas pelos donos do poder, mas que sabem exatamente o que precisam fazer e não fazem. Porém, que não brinquem com a sociedade irmanada e empenhada nessa realização, seja o cidadão um político ou não, muitos colocam a ideia no arquivo da utopia. Claro que o princípio basilar é belo, porém há que se ressaltar pode resvalar realmente para a utopia. Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário ficaram balançados, já não há o poderio impenetrável. O povo resolveu lembrar que é brasileiro e que o Brasil somos nós. Esta luta vai limitar as mazelas do povo brasileiro. Será árdua é bem verdade, e talvez por vezes arrefeça a força da unidade, mas tenho certeza de que o gigante levantou e disse basta!

A unidade da sociedade no direcionamento do bem comum e sua contribuição sistemática poderão ser o caminho para a extinção desse cancro denominado corrupção. Mas quem fará a Assembleia Constituinte? Partirá o movimento do governo? Quem se engajará na política em favor dessa unidade? Creio que chegou o momento de reformar princípios e ideias assentados de há muito nesse país, por gente que só encontra soluções para problemas pessoais e se esquece das múltiplas dificuldades nacionais. Diante da premissa inicial é que se deve partir para a “guerra” contra a corrupção, a falta de segurança, a melhoria na educação, o cuidado com a saúde, e tantos outros melancólicos legados de desonestidade e incúria que permeiam nossa sociedade.

Ora, da obra deverão ser evitados os sentimentalismos e partidarismos exagerados e inúteis, as neutralidades muito perigosas. É preciso ajudar a ideia, fazendo da inteligência, da ordem, da medida e da parcimônia amigos diletos e constantes.

O Brasil não é apenas composto de políticos, mas somos todos nós. Se quisermos continuar a falar em transformação da sociedade brasileira, temos que nos ater também ao engajamento social e não em razões eleitoreiras, posto que então continuaremos a insistir nas velhas e empoeiradas dissensões partidárias que tão somente despertam polêmicas inúteis e efêmeras. Os velhos estilos ruminadores que têm por hábito fazer nascer morta a melhor das ideias devem sim deixar de existir, para dar espaço ao novo, responsável e realmente intelectual político brasileiro. Aquele que irá tomar a si a missão que se propôs ao candidatar-se ao Executivo ou ao Legislativo, respondendo com eficácia aos anseios do povo.

Por outro lado, a sociedade para conseguir concretizar a sonhada utopia, deverá transformá-la de sonho a plano e seguir com gestos audazes, feitos por vezes de renúncias generosas de aspirações inapropriadas para o momento, como também fazer exercer cada um o seu papel de cidadão, permanecendo envolvido em iniciativas que levem ao bem comum. Somente assim, será verdadeira e possível a exterminação paulatina desse câncer, denominado corrupção e o Brasil poderá irromper num caminho de sucesso e seguranças financeira, educacional, sanitária e econômica.

Não se espere um passe de mágica. Os tempos dos salvadores da pátria eram outros. Parece-me que no Brasil não nos damos conta do quanto necessitamos ser ousados e não voltemos mais a ser alienados ou paternizados. O entusiasmo das manifestações não pode arrefecer, deve ser uma contínua, para que se possa conseguir concretizar, com a necessária energia, os sonhos idealizados. E, mais, é preciso lembrar que somos donos de um poder inalienável: o nosso voto. O caminho está apenas começando. As ideias deixam de ser utópicas quando lançamos nossos corações e nossos gestos na direção delas.

Diretor do WhatsApp diz que novo bloqueio do serviço é chocante

Diretor do WhatsApp diz que novo bloqueio do serviço é chocante

diretor executivo do WhatsApp, Jan Koum

O diretor executivo do WhatsApp, Jan Koum, disse hoje (19), em seu perfil no Facebook, que a empresa está trabalhando para restabelecer o serviço no Brasil. Ele reclamou da decisão judicial que tirou o aplicativo do ar no início da tarde de hoje.

“É chocante que menos de dois meses depois que o povo brasileiro e legisladores rejeitaram o bloqueio dos serviços como WhatsApp, a história se repete. Como antes, milhões de pessoas são desconectadas de amigos, entes queridos, clientes e colegas hoje, simplesmente porque estamos sendo questionados por informações que não temos”, disse.

Em nota, o WhatsApp disse que considera a determinação judicial uma ameaça à capacidade das pessoas de se comunicarem e diz que espera ver o bloqueio suspenso tão logo seja possível.

O bloqueio do WhatsApp foi determinado hoje (19) pela Justiça do Rio de Janeiro, por meio de uma decisão da juíza Daniella Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias. De acordo com a Justiça, o WhatsApp descumpriu decisão judicial de interceptar mensagens trocadas pelo aplicativo em uma investigação criminal. Essa é a terceira vez que o WhatsApp é suspenso no país.

O bloqueio do Whatsapp também está repercutindo entre os usuários de outras redes sociais. No Twitter, o assunto é o mais comentado no momento no país, com mais de 490 mil tweets. A maioria dos internautas reclama do bloqueio e alguns até fazem piada com a situação. “Vou aproveitar o bloqueio do WhatsApp para visitar minha família que mora na mesma casa que eu”, disse um usuário. “Um país que tem WhatsApp bloqueado todo mês tá mesmo preparado pra sediar uma Olimpíada?”, questionou outra internauta.

Nas redes sociais os internautas também discutem alternativas para a falta do Whatsapp, como o uso de outros aplicativos ou do VPN, uma ferramenta que permite o tráfego de dados por um caminho privativo na web.

A Proteste Associação de Consumidores diz que a suspensão do WhatsApp traz prejuízos inestimáveis ao impedir milhões de brasileiros de utilizar o aplicativo, que hoje desempenha um papel fundamental na comunicação da sociedade. “Trata-se de uma decisão desproporcional, tendo em vista os objetivos do processo penal do qual se originou a ordem do bloqueio”, diz a entidade. A Proteste mantém uma campanha chamada “Não Calem o WhatApp”, que tem 141 mil adesões.