A FELICIDADE É UMA ALEGRIA CRÔNICA

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Silvia R. Pellegrino

Raios de sol lavavam calçadas, edifícios, o céu dourava com o sol prestigiando a cidade. Num repente pingos d´água caíam do céu sobre os curitibanos. A cidade estava cheia deles. Transitavam pela Rua Quinze naquele passo apressado sem sequer prestar atenção ao dourado do sol, mas os pingos, tais quais caleidoscópios fizeram todos correrem para debaixo de marquises, comprar guarda-chuvas de vendedores oportunistas. Eu, porém, observava os belos caleidoscópios que ensopavam meus cabelos e refrescavam meu corpo. Andar tranquilo, aproveitei meu momento fortuito. Nos minutos seguintes os curitibanos se viram perdidos, saindo debaixo de marquises e fechando os guarda-chuvas recém comprados. Era uma época em que eu transitava muito pela Rua Quinze. Meu trabalho ficava a quinze quadras do meu apartamento e aquele era meu caminho da roça. Por isso, nunca me espantei com aquelas viradas de tempo tão rápidas e fugazes. Sempre me encantei com o espetáculo, mas não conseguia agir como os curitibanos. Aquilo alimentava minha alma e a lavava de amor. Sempre amei Curitiba e suas viradas de tempo rápidas. O casaco sempre em mãos e, às vezes, uma sombrinha pequenina na bolsa. Na verdade, naquele dia nem a peguei, senti que seria apenas uma lavada de alma e a recebi com alegria. Os curitibanos pareciam ter se tornado tão avessos aquilo, que ficavam tontos e não aproveitavam a beleza de sentir os pingos nos rostos e apreciar suas cores variadas. Cheguei ao trabalho, cabelos já secos e encontrei o alvoroço de sempre, porque Curitiba adorava pregar peças em todo mundo com seu tempo maluco. A alegria me tomou por inteiro e a felicidade me invadiu. Jamais terei raiva de viver numa cidade tão cheia de surpresas. Eu a amo, simplesmente. E, pensar que nem nasci aqui, mas meu coração é curitibano, completamente apaixonado.

Crônica da Alegria

escrever e uma alegria

Sinto-me feliz hoje. O sol veio com toda a sua claridade dourada aquecer nossos corações. O meu está aos pulos. Sinto um vigor da juventude. Não sei por que quando estamos muito felizes nos lembramos da juventude. Creio que porque nossos sonhos eram ideais. Poque sonhávamos poder obter da vida todas as benesses possíveis. E, hoje, o fato do sol nascer brilhante me exultou de felicidade.

Claro que poetas, filósofos, e não sei mais quem dizem que a alegria depende da felicidade que estamos vivendo. Ora, eu estou feliz e alegre por causa do sol.  Pingos os d`água caíram a semana passada, deixando o céu sobre a bela cidade de Curitiba, cinzento. Nada era agradável e estava me deixando feliz. Tudo a minha volta estava bem, mas o cinza e os pingos de chuva incessante e o inverno não me agradavam. Meu humor já não ia bem. E… não era TPM, porque já vai longe a época dessa irritante situação. Estou livre. Exato! A alegria me invade o peito e meus sonhos mais belos parecem realizados. Tudo vai dar certo, até meu livro que está sendo revisado por meu agente literário ficará mais literário. A vida sorri, quando o sol brilha carinhosamente aquecendo meu corpo e me dando inspiração para continuar a escrever o próximo livro. Sei que sou ansiosa. Não lancei este e já estou escrevendo outro. Mas, sabe… eu levo pelo menos um ano escrevendo e, assim, preciso voltar a trabalhar, enquanto aquele que não está em minhas mãos para ficar mudando e melhorando frases para meus leitores fugiu para mãos alheias (do meu agente, claro).

Eureca! Descobri. O fato de ter sol me dá inspiração e cá estou eu teclando freneticamente meu novo livro. As palavras saem pulando do meu cérebro para o papel. Sinto uma alegria inefável. Nada me causa tanto ardor e paixão do que escrever. Estou feliz e alegre ao mesmo tempo. Parece que esta duas palavras se casam com perfeição.

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Será que o significado de honradez desapareceu do Brasil?

QUERO-UM-BRASIL-HONRADO

Fico me perguntando como recuperar a honradez do brasileiro? Isso é uma questão mais profunda do que o conceito de educação e cultura. É uma questão moral, de aprendizado e burilamento do caráter humano.

Honra é um princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores bondosos, como a honestidade, dignidade, valentia e outras características que são consideradas socialmente dignas de confiança e respeito.

O conceito de honra pode estar relacionado com diversos significados, sendo a associação com o sentimento de orgulho próprio (“honra pessoal”) e o comportamento de consideração ou admiração alheia alguns dos mais utilizados. Exemplo: “Ela concedeu-lhe a honra de sua companhia” ou “O homem manteve a honra como um verdadeiro rei”.

A ideia de “ter honra” também pode significar “ter destaque”, ou seja, alguém que possua privilégios ou distinção entre os demais em determinada ocasião. Além disso, “uma honra” pode ser ofertada para alguém em sentido de homenagem, como uma forma de demonstrar respeito. Normalmente, as pessoas agraciadas com uma honra recebem um símbolo, como um diploma ou medalha de honra.

A expressão “homens de honra”, por exemplo, é utilizada para designar aqueles indivíduos dignos de confiança, que honram suas ações ou promessas.

Quando recebi a notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inspeção de uma comissão de deputados federais à carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o dia 7 de abril, fiquei estarrecida.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção por vantagem indevida que, no caso, foi um apartamento triplex em Guarujá (SP).

A autorização havia sido negada duas vezes pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba e responsável por supervisionar a execução da pena de 12 anos e um mês de prisão à qual Lula foi condenado. Ela disse não haver “necessidade” da visita, pois uma outra comitiva do Senado (ou seja, do Poder Legislativo) já havia inspecionado o local, em 17 de abril. Essas são as informações da Agência Brasil.

Após a negativa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou no STF com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), alegando que a juíza violou o princípio de separação de Poderes, pois a Constituição, a lei e o regimento interno da Casa conferem aos deputados o direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público. Pode isso? Violou direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público, inclusive à cela de um presidiário, que já havia sido visitada pelo Poder Legislativo .

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou contra o pedido, alegando que não poderia ter sido feito via ADPF. Fachin, porém, acolheu os argumentos de Maia e autorizou a visita da comitiva, composta por 12 deputados dos partidos PT, PSB, Psol, PC do B e PDT.

O jeitinho brasileiro continua a existir em qualquer órgão do país. Os deputados sabendo da visita dos senadores, também se sentiram no direito de visitar o preso. Como crianças birrentas, apesar do Poder Legislativo já ter sido recebido pelo preso, recorreram ao STF solicitando que liberasse o pedido.

Parece que a cela carcerária do preso Lula vai virar comitê político. As eleições estão próximas e os políticos começam a correr atrás das orientações do “messias” endeusado por grande parte do povo brasileiro.

Assim, o Ministro achou por bem decidir:

“Determino, para tanto, que o Juízo da 12ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR, em comum acordo com a Coordenação da aludida Comissão, fixe dia, hora e demais condições, inclusive de segurança, que reputar adequadas ao implemento da medida”, escreveu Fachin.

Como fazer do Brasil um país digno de confiança e respeito? Isso entristece o cidadão honesto e íntegro, que paga seus impostos e ainda tem que arcar com o buraco deixado na economia brasileira, pagando cada vez mais alto o combustível, porque é preciso fazer caixa num governo inepto. Isso para falar o menos.

 

 

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Ele chegou à cidade. Buscava atividade empresarial. Era enigmático, frio, racional. Não pretendia passar muito tempo ali.

Foi à empresa, não encontrou o proprietário. Devia ter ligado. Parece que não gostam de trabalhar por aqui _ pensou.

Seguiu para o hotel. Somente amanhã _ dissera a secretária. O senhor não ligou _ complementou profissional.

Sua estratégia da surpresa caíra por terra. Queria cobrar aquele título. Seu cliente o abonaria se o intento tivesse êxito.

Saiu amuado. Voltou para o hotel.

Sentiu falta de companhia. Ligou a TV. O som encheu o quarto.

A televisão continuava a passar o jornal. Já estava cansado daquele marasmo. Cidade provinciana ¾ resmungou. Como não encontrar um empresário em pleno horário comercial?

Precisava tomar ar. Procurar o que fazer. Se é que haveria o que fazer.

Saiu para a rua. Não agüentava o hotel.

Crepúsculo. Noitinha chegando lentamente. Naquela hora que nem é noite nem é dia. No lusco-fusco que invade, mudando o cenário, como numa troca de roupa. Curitiba começa a se vestir de negro, tal qual mulher sensual, que escolhe suas jóias e brilha. No brilho das estrelas surge, orgulhosa. Esconde no escuro o seio de tantos segredos e enche-se de burburinho do ir e vir de automóveis. São seus amantes, perdidos na noite.

Por sobre o tapete escuro do asfalto ele caminha, como em êxtase. Não imaginava aquela transformação. Lembrou-se do amigo. Acho Curitiba a cidade mais feminina do Brasil. Havia rido do comentário. De dia não percebera, nem lembrara daquilo, mas agora…

O ar se encheu de perfume. Perfume de todos os tipos. Das outras – mulheres também – a busca de um gozo. Um gozo de amor efêmero talvez, ou em busca da fantasia do amor eterno. Que importava? Importava que a noite chegara e com ela a volúpia da cidade em viver seus amores, nos cantos, nos bares.

Caminhou errante à busca de nada e de tudo.

Rodopiava a bela cidade, soprando seu hálito aqui e ali. Ora encantava com seu sorriso faceiro, ora desencantava com seu desprezo altivo. Era ela a dona. Quem decidia a quem queria amar, a quem queria entregar suas carícias, seus dengos.

Sentiu-se amado, aconchegado. Esqueceu o compromisso. Caminhou lento, inspirando o ar da noite. Sentindo o abraço da cidade.

Qual gata acariciava sua pele como se fosse ele seu dono. Sentiu a brisa e o perfume envolvê-lo, num encantamento.

Lembrou outras palavras daquele outro apaixonado. Seus visitantes caem de amores por sua altivez. Sua descendência de europeus, carregada de conservadorismo, a destaca. Caminha nobre por seus recantos antigos, levando seus enamorados ao delírio do passado.

Observou seus casarões, suas tradições expostos numa luz de palidez amarela e deixou-se embalar por histórias de cavaleiros andantes, capas e espadas.

Lufada de ar. Resolveu esfriar. O vento soprou o frio do escárnio, como a desprezar aquele que não sabia estender-lhe tapete e oferecer lareira, vinho e paixão.

Ele sentiu e se encolheu. Entrou no restaurante. Primeiro avançou, conquistando o espaço da sala. Sentou no bar. Ambiente aquecido, música suave. Odores de perfumes, tapete, lareira. Sentiu-se aquecido novamente. Passeou seu olhar pelo ambiente. Encontrou-a.

Ela o olhava insistentemente. Ouviu, como num sussurro: Sou eu.

Os olhos escuros o encararam sérios, depois suavizaram como a contar-lhe um segredo.

Sentiu sobre os seus os dedos longos e acetinados. Era uma sensação estranha, de espectador e ator.

A mulher continuava a olhá-lo. Loura, esguia, os olhos escuros perscrutadores e indecifráveis. O vestido negro delineando o corpo. O longo pescoço branco rodeado pelo colar de pérolas.

Sentiu-se engolido por uma golfada de ansiedade. Quis fugir dali. Ela sorriu e envolveu sua nuca, num gesto de posse. Ficou quieto e deixou-se beijar. O hálito quente e sensual invadiu sua boca. Sentiu seu cheiro. Cheiro conhecido, impregnado em sua memória. Lembrou sua saída do hotel. Perdeu-se nas sensações daquelas mãos e do desejo daquele corpo, encostado ao seu.

Para o hotel? Não, para o hotel não ¾ pensou. Levou-a para um motel. Comprou flores, bombons.

Quarto de motel. Ela subiu na cama e o olhava, com aquele olhar onde bailava um meio sorriso. O vestido escorreu-lhe pelo corpo nu. Ficou mesmerizado diante daquela beleza alva. Sua fantasia adquirira carne e osso.

Ele começou a tocá-la. Os dedos acariciavam aquele corpo de pele acetinada e curvas moldadas.

A volúpia tomou conta de ambos. Amaram-se. Ouviu-a arfar sobre ele, depois sentiu-na deslizar satisfeita e ir deitar ao seu lado. Minutos depois ela levantou e escorregou pela banheira, chamando-o com o olhar. A água quente acariciou seu corpo e ele sentiu-na colar nele.

Novamente o queria e o ardor voltou a tomar conta de ambos. Penetrou-a, como louco várias vezes, até cair extenuado. Deitaram lado a lado sem nada dizer. Ficaram assim pela noite adentro. Dormiu satisfeito e feliz com aquela deusa em seus braços.

Acordou ainda na madrugada e não mais a encontrou. Saiu do motel sem entender. Buscou-a pelas esquinas e cantos da cidade.

Curitiba flutuava. Às vezes diáfana por dentre suas neblinas, envolvendo-o em seus véus e abraçando-o em suas sedas escorregadias. Noutras brincava com sua angústia, molhando o rosto dele com leves e finas gotas de orvalho e parecia rir de sua dor.

Manhãzinha, o sol ainda não havia despontado. Ele continuava a caminhar errante, em busca da amada.

A cidade agora dormia tranquila, como a trazer no regaço o cheiro daquele que a encantara em seu caminho sensual, noite adentro.

PremioLiterarte2016Entre os dias 5 e 7 de Agosto a Capital Paranaense irá respirar e celebrar a cultura, em um dos grandes Prêmio Promovidos pela Associação Internacional de Escritores e Artistas que promete mais uma vez, seguindo o sucesso dos anos anteriores, emocionar e trazer a público os nomes que se destacaram em Literatura, Artes Plásticas, Música e Jornalismo.

Programação: 

Sexta- Feira: 

O Evento terá seu ponto de Partida no dia 5 de Agosto no Palacete Wolf, com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, onde estaremos promovendo um Café Literário de Boas-Vindas, juntamente com um pequeno Sarau, das 15h às 17:30h .

Neste momento serão lançados os livros Solos Inéditos de Alguns escritores como Solange Figueiredo, Neyd Montingelli, Roberto Ferrari, Lilian Fernandes, Marilina Baccarat de Almeida Leão , Renata Silva de Barcellos , Maria Lopes e Maria Luiza Vargas Ramos.
A Abertura terá uma apresentação sobre o Projeto idealizado pela Escritora Dinorah Couto Cançado “Brasília Capital da Leitura”.

Em seguida, às 20:30h,  o Grupo irá ser recepcionado no Restaurante Madalosso, O Maior restaurante da América Latina, onde teremos um jantar Italiano no Salão reservado Gênova

e a Entrega da Medalha Fernando Pessoa de Honra ao Mérito, a noite será em homenagem ao grande Poeta Português, que deixou um legado com a sua poesia, além do Lançamento das Coletâneas Palavras sem Fronteiras V e do Livro do Festival Internacional de Contos Lusófonos, além de um Sorteio de Brindes e nosso tradicional Sarau de Boas Vindas com a Música de Maurício Paranaguá,

que promete embalar os Artistas e seus convidados com um repertório envolvente  que inclui as músicas ” Como é grande o meu amor por você , Lo Che amo solo te, The End of Rainbow entre outros sucessos, além de Participações Especiais de nossos também Multi-artistas Luiz Poeta, João Bosco e Italo Anderson.

Sábado: 

Começaremos o dia com o City Tour Guiado pelos principais pontos turísticos de Curitiba, a equipe do Programa Vamos que Vamos por aí, volta a gravar a Segunda Temporada em Curitiba e as gravações seguirão com o grupo. Iremos visitar o Centro Histórico, Ópera de Arame, Memorial Ucraniano entre outros pontos interessantes, retornaremos ao Hotel às 13h, quando o grupo terá uma pausa até às 17:30 de Descanso.

Sairemos do Hotel às 18:00 para o Memorial de Curitiba,

onde daremos início aos trabalhos às 18:30 com uma Palestra com a Escritora Lúcia Helena Issa , correspondente da Folha de SP, sobre a realidade vivida pelas mulheres na Palestina,

e em seguida teremos a abertura da   Cerimônia de sábado às 19h, impreterivelmente, e a grande noite de Homenagens e Entrega do Troféu Melhores do Ano Literarte 2016.

Teremos apresentação de Claudia Mury, e a Música do Célebre Marcos Assumpção.

http://www.marcosassumpcao.com.br/

Após a Entrega, teremos um Cocktail no próprio espaço, para celebramos e confraternizarmos com todos os artistas e seus convidados.

Domingo: 

Sairemos do Hotel às 9:30 para a Feira do Poeta, a Literarte preparou centenas de Camisetas para distribuição com obras de nossos artistas plásticos e Frases de nossos escritores  e nesse momento teremos apresentação de Livros já lançados, onde serão colocados para venda e de Brinde com a compra, o Leitor Ganha 1 camiseta.

Em seguida iremos para o almoço na Churrascaria Nova Estrela, onde nos despediremos certamente com saudades de nosso final de Semana.

Agradecemos a Fundação Cultural de Curitiba por todo apoio dado a Estruturação desse Evento, e ao Coordenador da feira do Poeta por todo carinho para com a Literarte.

Mas não se esqueçam…

Quem Aparece, passa por aqui! Vamos que vamos! 

Equipe Literarte e Programa Vamos que Vamos por aí Presente: 


                                                                Homenageados 2016