Amor Infinito

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Hoje, ao levantar, pensei: O que escreverei hoje aos meus leitores? – Terá que ser algo que chegue ao coração de cada um , algo que saia diretamente do meu. Só acredito na escrita que seja verdadeira. Aquela que acreditamos e que possa auxiliar nosso próximo em alguma coisa. Escrever mazelas é simplesmente se entristecer novamente e mortificar quem lê. Melhor ficar quieta, porque a vida não é isso. Ela é bela na essência, basta olhar para o sol que envereda pela minha janela e clareia meu espaço de escrita. As flores que plantei nas floreiras de meu jardim e que agora sabem que é primavera. Apenas isso já alegra meu dia e tenho certeza você também imaginará ou terá o seu sol e suas flores colorindo seu dia.

Meu olhar interior já divisa mais adiante as belezas que virão do lançamento de um próximo livro de romance. Fico feliz e decido contar a vocês um pouco do que virá pela frente. Será um romance diferente daqueles que escrevo normalmente. Este terá muita doçura porque fala de um amor que atravessa vidas e mais vidas. São dois seres que se desencontraram em vidas anteriores e agora lhes foi dado o dom de ficarem juntos, porque não machucaram parceiros com quem viveram em vidas passadas. Acho que esse deve ser o prêmio daqueles que souberam aprender com lições por vezes não tão felizes e nem tão fáceis, mas que lhes deram força para acreditar no futuro. É isso que pretendo passar a cada um que for ler meu livro. O  título? Ainda não decidi, mas imagino que deva ser algo como Amor Infinito, não sei ainda. Quem sabe vocês possam me ajudar? Vou esperar algum auxílio de cada um. Cabeças pensam melhor

Sonhos de escritor

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Calma e quietude. Solidão diante da máquina. A inspiração demora. Nada escrito. Olhos que se voltam de um lado para outro em busca da continuidade. O livro parece adormecer. Os pensamentos pairam no ar. Através dos pensamentos parece que a mente está vazia, mas o poder fantástico da imaginação conduz os dedos no teclado. Viaja a uma aventura quase delirante.

Imagens pululam. O escrever é inevitável. Alguma recordação ainda que breve chega ao cérebro. Teclar é preciso. Deixa a personagem acordar e ficar presente. O momento prestes a se perder retorna ao ponto da exaustão. Reflexão sobre a infância, tão familiares que se introduzem nos acontecimentos da trama. Situações marcantes da vida, de decepções e de frustrações recentes, de arrependimentos dentre uma imensidão de reflexões, emergem como numa enxurrada avassaladora e tomam conta do ser. Os planos e projetos futuros com suas incertezas e possibilidades num momento otimista também fazem parte do turbilhão de pensamentos. A obra se impõe.

Até que não mais se apercebe nitidamente. Apenas os dedos teclam num ritmo alucinante. Seu senso de alerta é engolfado pela personagem deslizando para a tela do computador. A história se recobra. Com ela os intrigantes sonhos são registrados, horizontes descobertos. A personalidade traz algumas de suas manifestações sombrias e enigmáticas.

Em meio a essa loucura um alcançar. O sonho gera inspiração, se torna obsessão, o despertar, para quem prefere ser escritor, é um alívio. Se não houvesse sequer recordação de momentos, então o despertar é estranho: tudo pode voltar ao começo. A dificuldade invade novamente e a cena se desconstrói. Ou não: apenas um breve momento até chegar ao ponto. Pode durar somente o instante de olhar a hora e voltar ao estado vesano.

Geralmente nesse estágio, as horas se tornam criança. O tempo se esvai sem pios, enquanto avança no drama. Se houver sucesso, então o aprazível descanso restaurador e salutar agracia o autor a espera de um novo momento extasiado de dor e amor.