Porque lutar pela melhoria da educação no Brasil.

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A educação de um povo é o alicerce mais importante para o desenvolvimento de uma nação e, portanto, é imprescindível que haja um cuidado todo especial do governo com essa área. Somente através da produção de conhecimentos um país cresce, porque forma profissionais que irão possibilitar o aumento da renda do país e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 O Brasil não consegue avançar nesse campo nas últimas décadas. Em tempos idos a educação pública do Brasil já fazia um aluno de primeiro ano sair lendo e escrevendo corretamente. Falo isso de cátedra, porque além de ter sido aluna de escola pública também ministrei aulas em escola pública. Os alunos precisavam escrever e ler corretamente. As provas não eram elaboradas e aplicadas pelas professoras da sala, mas por outra.

As escolas particulares, vendo o rendimento dos alunos das escolas públicas, entraram numa corrida e melhoraram seus quadros de magistério. Em contra partida a escola pública foi sendo deixada para trás pelos governos que vieram a partir dos anos 60/70. Pouco a pouco o padrão caiu. Vieram reformas, mas nada conseguiu dar ao professor da escola pública condições adequadas para desenvolver seus trabalhos. Isto gerou tantos desajustes, que hoje até alunos que não sabem escrever nem ler vão galgando as séries do ensino fundamental, pois precisam terminar o curso fundamental, mesmo sem adquirir base para tal. Reformas totalmente desajustadas com a realidade mundial. A escola (Ensino Fundamental e Médio) e a universidade tornaram-se locais de grande importância para a ascensão social do ser humano, como há de ser o correto, porém a maioria dos alunos das escolas públicas não acompanham esse compasso.

Pesquisas na área educacional apontam que um terço dos brasileiros frequentam diariamente a escola (professores e alunos). São mais de 2,5 milhões de professores e 57 milhões de estudantes matriculados em todos os níveis de ensino. Estes números apontam um crescimento no nível de escolaridade do povo brasileiro, fator considerado importante para a melhoria do nível de desenvolvimento de nosso país. Infelizmente essa assertiva está dissociada da fundamental melhoria na qualidade da educação do brasileiro, é o que facilmente percebemos no nosso dia a dia.

Nada é mais importante do que uma reforma educacional que dê ao professor salário digno e condições de desenvolver seus conhecimentos didáticos para melhorar na carreira e que não permita jamais que um aluno saia do primeiro ano sem saber ler e escrever, pois somente assim ele poderá avançar nos estudos e na compreensão dos textos e de todas as matérias que irá enfrentar no futuro.

Não existe queda no índice de analfabetismo no Brasil. Isso é uma balela. Outro dado importante é a queda no índice de repetência escolar, que tem diminuído nos últimos anos. Isso também é uma quimera. Não se permitindo repetência, possibilita que alunos despreparados cheguem a uma faculdade não sabendo escrever ou ler corretamente. Isso acaba não permitindo ao Brasil melhorar a formação de seus profissionais, tornando-os despreparados para enfrentar mercados de trabalho, cada vez mais voltados ao conhecimento.

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O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getúlio Vargas subiu 1,1 ponto em agosto ante julho, atingindo 90,2 pontos. O índice alcançou o maior patamar desde maio de 2011, quando estava em 90,4 pontos, informou a instituição nesta terça-feira, 6.

Segundo a FGV, a sexta alta consecutiva no IAEmp corrobora a manutenção da tendência de arrefecimento no ritmo de queda do pessoal ocupado na economia brasileira nos próximos meses.

Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 1,0 ponto em agosto ante julho, para 95,8 pontos. Apesar do resultado favorável, a FGV ressalta que esse indicador apresenta ainda uma tendência incerta ao longo de 2016.

“Os dados de agosto reforçam a perspectiva de geração de emprego no futuro com base no crescimento do IAEmp que atingiu níveis próximos aos de 2011. No entanto, o otimismo futuro quanto à geração de postos de trabalho não se reflete no ICD, que ilustra a situação atual do mercado de trabalho, e mostra recuperação mais lenta”, afirmou Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Barbosa Filho explica que o patamar elevado ainda do ICD indica que os consumidores não percebem uma melhora imediata do mercado de trabalho. “Com isso, os índices continuam apresentando tendência de elevação da taxa de desemprego no curto prazo e retomada da criação de emprego no médio e longo prazo”, avaliou o pesquisador.

O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

O IAEmp, por sua vez, é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País.

Melhora previsão para PIB brasileiro em 2016 e 2017

Melhora previsão para PIB brasileiro em 2016 e 2017

FMI melhora crescimento Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ao ver um cenário mais favorável para a retomada do crescimento do Brasil divulgou um documento nesta terça-feira (19), revisando as projeções para a economia em 2016 e em 2017.

Depois de cinco quedas consecutivas nas projeções para o Brasil para este ano, o FMI fez o primeiro movimento de alta. Antes, a expectativa era de que registrasse uma recessão de 3,8%; agora, essa perspectiva passou para uma queda de 3,3%.

Para o próximo ano, a expectativa também melhorou. Até então, o fundo acreditava que não haveria crescimento, ou seja, a taxa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) seria de zero. Agora, a previsão é de alta de 0,5%.

A avaliação do FMI é de que a confiança do consumidor e de empresas “parece ter batido no fundo” e que agora começa a se recuperar. A contração do PIB no primeiro trimestre, observa o relatório do fundo, também foi mais branda que o antecipado.

O FMI também melhorou a previsão para o PIB da América Latina e do Caribe. Tanto para 2016 quanto para 2017, a estimativa de desempenho da economia foi ampliada em 0,1 ponto percentual (abaixo, portanto, da revisão feita para o Brasil este ano, de 0,5 ponto.

Para a região, o FMI prevê retração de 0,4% em 2016 e alta do PIB de 1,6%, no ano seguinte. Já a expansão da economia global será de 3,1% este ano e de 3,4% em 2017.

Volta do crescimento

Para o Brasil, o cenário ainda é de desaceleração, embora em intensidade menor do que prevista anteriormente. Um dos motivos para essa melhora na avaliação do País, indicou o FMI, é o humor dos consumidores e empresários, que após recuar nos primeiros meses, inverteu a tendência de queda e passou a operar no azul desde junho.

 “Consequentemente, a estimativa para a recessão de 2016 está um pouco menos severa, com um retorno ao crescimento em 2017”, ponderou o organismo internacional.

No cenário global, o Brasil está entre um “pequeno número de mercados emergentes” cujos cenários foram revisados para o próximo ano.

Essa melhora da percepção não está restrita apenas ao exterior. No Brasil, o mercado financeiro começa a desenhar números melhores para 2016 e 2017.

Expectativas do mercado

O Boletim Focus do Banco Central, publicação semanal com expectativas de economistas, tem trazido avanço nas perspectivas.

Na última previsão divulgada, os economistas passaram a esperar um crescimento de 1,10% para o PIB de 2017. A projeção anterior era menor, de 1,0%.

O País, no entanto, pode crescer além dessas projeções. Os analistas mais otimistas ouvidos para o Focus projetam um crescimento de 2,84% para o próximo ano.