A raiz de nossos problemas está na falta de amor

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Não o amor que vem dos outros, mas o que falta dentro de nós. Se continuarmos a imputar aos outros a falta de amor e compreensão pelos nossos atos, a consequência será a permanência em seguir um caminho que sempre nos levará a insatisfação. Não podemos delegar aos outros o papel que nos cabe: que é construir um ambiente seguro e feliz para nossas vidas e para aqueles que nos rodeiam, principalmente os mais próximos como pai, mãe, irmão, filhos, tios, avós. Nossas escolhas precisam ser conscientes do nosso papel como indivíduo único e necessário para cumpri com nosso dever de doar nosso amor plenamente. Ah! Mas eu não me sinto amado, você poderá dizer. Pois eu lhe digo: E o que você fez ou ainda faz para mudar essa situação? Como você conquista a confiança, o carinho e a bondade de seu próximo? Querermos algo que não damos, não há como requerer isso de volta. A Lei da Causa e Efeito é uma lei universal. Não há ninguém capaz de mudá-la. A natureza é assim. Ou entendemos a natureza e nos comportamos como verdadeiros seres humanos, ou então receberemos dela o resultado daquilo que plantamos.

Muitas são as pessoas que, em comum, buscam soluções para os mais variados problemas, seja no casamento, na falta de expectativa com a vida, em relação às frustrações e às dificuldades nos relacionamentos de forma geral – com os filhos, a família, os líderes, colegas de trabalho etc. No entanto, jamais olham para dentro de si perguntando se não está falhando como ser humano.

O tema está também em inúmeros livros que leio e que, assim como esta reflexão, buscam minimizar a dor, esclarecer o que está acontecendo e oferecer soluções e saídas. São textos preparados por autores respeitáveis e com um currículo extenso na área de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. No entanto, o que se escreve não parece ser o que as pessoas entendem ou praticam. Inclusive isso irrita o egóico, o egocêntrico, o egoísta, o manipulador. Qual o porquê disso? Porque ele não consegue deixar de olhar para seu umbigo e quer que todos o compreendam, às vezes, até mesmo sem expressar o que pensa. Por que, novamente? Porque ele sabe no seu íntimo que ele não quer doar nada, só quer receber. Não admite estar errado, necessitar fazer mudanças profundas em sua personalidade, despir-se de sua arrogância, orgulho e intolerância. Na cabeça dele ele nasceu assim, e é assim que quer ser tratado, sem qualquer admoestação.

Ao me deparar com indivíduos com essas características tenho certeza de que soluções só poderão advir de um tratamento de choque que a própria Natureza vai aplicar. Ninguém foge a esse destino. Somente fugirá a um revés da vida se a entender e se melhorar como pessoa. É necessário tornar-se um ser humano de verdade. Portanto, em não se refazendo como indivíduo que faz parte de um todo, e assim inculcar em seu espírito o dever de respeitar desde o menor ao maior, em todos os sentidos da vida, nada mudará e ele acabará frustrado em todas as situações as quais esteja envolvido. Ninguém nasceu para ser um ermitão e viver sozinho. Somos seres sociais, com responsabilidades. Nossas responsabilidades abrangem nossos parentes mais próximos, os filhos que colocamos no mundo, nossa profissão, nossos amigos, nossa comunidade, nosso país, nosso planeta.

Você percebe que o desenvolvimento humano, não entrando em detalhes místicos, apenas humanos, nos indica o caminho desde o momento de nosso nascimento até o momento de nosso deixar este corpo carnal virar pó? Talvez você ainda não tenha se apercebido de que a responsabilidade de sua felicidade, alegria, bem viver, depende apenas de como você se comporta em relação ao mundo, ao seu próximo. Esta é a questão primária que você precisa inserir em sua mente e coloca-la em prática

Sei que nós, seres humanos, temos uma necessidade básica: sermos amados! Porém, isso só acontecerá se nos amarmos como seres humanos que compõem um todo. E esse todo precisa ser respeitado por indivíduo e indivíduo. Esse é o verdadeiro amor que temos que ter para conosco mesmos. A partir daí o respeito e o amor ao próximo é um passo bastante pequeno.

Pare de culpar a vida ou as pessoas sobre a sua infância. Aquilo que aprendemos a chamar de amor em nossas casas, desde a infância, será aquilo que vamos dar e receber como forma de amor. Agora, se achamos que não tivemos o amor que queríamos na infância, é porque nossos pais também não tiveram. Por que continuar esse círculo vicioso? Não seria muito mais digno você criar um círculo virtuoso, impedindo a geração da insatisfação e nos abastecendo de pensamentos positivos e doando a nossos pais e avós um carinho que a eles foi negado? Você será o impulsionador da mudança e receberá os aplausos da Vida.

Amor, amor, amor e amor. Artigo raro? Não. Trata-se de um sentimento acessível apenas a quem se conhece e sabe que o fluxo constante e ininterrupto de amor de que nós, humanos, tanto precisamos já está dentro de nós.

Em nossa infância, recorremos à figura dos nossos pais e dos adultos que nos rodeavam para aprender a ser “gente”. E, lembre-se, esse aprendizado se deu por afeto, por amor. Ficamos tão preocupados em copiá-los – afinal, isso nos daria a sobrevivência – que não tivemos tempo ou, ainda, oportunidade para aprender que a saída está dentro de nós mesmos e não fora. Na verdade, na infância não tínhamos essa competência; é na vida adulta que vamos reconhecer e melhor discernir para levar mudança ao nosso comportamento.

Bem, isso se chama maturidade. Mas será que você não cresceu por que não quis? Não! Você está onde está porque foi tudo o que deu para fazer, era tudo o que você sabia e podia fazer. Evidentemente, quando somos ignorantes, cometemos erros. Você já reparou quantos erros existem ao seu redor? Alguns chamam isso de maldade. Eu digo que esses comportamentos negativos vêm de uma profunda ignorância de si mesmo.

Procure o autoconhecimento. Ele é o caminho para se conquistar o amor-próprio em primeiro lugar e, consequentemente, o amor pelos outros. No entanto, ninguém aprende por decreto. Aprendemos por afeto e temos uma única saída, que é amar.

O seu entorno está confuso? Desagradável? Triste? Solitário? Ofereça amor… Você tem muito para dar! Surpreenda-se com o resultado.

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O Governo da Noruega achou uma solução para as estradas que cortam o país atravessarem seus enormes fiordes (formações rochosas inundadas pelo mar), umas principais características da península escandinava.

Em vez de fazer extensas pontes ou túneis submersos, o país almeja construir túneis submersos flutuantes – uma complexa obra de engenharia jamais feita até hoje.

O projeto ambicioso faria parte da rodovia E39, que parte de Kristiansand, no sul da Noruega, e vai até ao norte, na cidade de Trondheim.

Com um pouco mais de 1 mil quilômetros de distância, essa rodovia tem sete interrupções por conta dos fiordes, obrigando os motoristas a pegar balsas para ir de um lado ao outro. Atualmente, esse percurso de Kristiansand a Trondheim é feito em 21 horas.

Os túneis seriam basicamente um par de tubos gigantes, sendo cada um responsável por uma mão de direção. Eles seriam suspensos por estruturas flutuantes, com algumas podendo ser ancoradas em formações rochosas para o túnel não se movimentar em situações climáticas adversas.

Submerso a até 30 metros da superfície da água, eles contariam com um sistema de renovação de ar feita por meio de tubulações com saídas nas estruturas flutuantes.

Segundo a empresa Vegvesen – empresa responsável pela proposta, o percurso de Kristiansand a Trondheim seria reduzido de 21 para 10 horas.

A construção dos túneis flutuantes seria mais viável do que pontes ou túneis convencionais, construídos no fundo de rios e canais.

Um dos impedimentos seria a profundidade / altura em alguns pontos dos fiordes, que podem passar de mil metros e deixariam a obra complexa e cara demais.

Outro fator que pesa contra é a distância existente entre os fiordes, o que impossibilitaria a construção de pontes.

Estimado em US$ 25 bilhões (R$ 82,3 bilhões em conversão direta), o projeto dos túneis submersos flutuantes não sairá do papel antes de 2035 por conta do seu grau de complexidade.