O que é o amor?

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Muitas vezes nos perguntamos o que é amar? Amar de verdade, sem peias ou amarras. Pois eu vejo o amor de verdade como saber, reconhecer e aceitar a pessoa como nós somos. Assim, não há como ver defeitos e virtudes. O importante é que as virtudes são muito importantes para nós e os defeitos não são incomodativos para nossa vida, que os costumes também não incomodem, que nem tudo é cor-de-rosa e que não vivemos em um conto de fadas.

O amor verdadeiro é algo que vai além de amar as coincidências. Um amor sincero e verdadeiro é se apaixonar pelas diferenças com grande intensidade, ser tolerante com os erros e abrir as portas para a confiança. Principalmente a confiança. Seu amor deve ser seu maior amigo e confidente.

Uma pessoa não pode dizer que ama o outro até que não conheça seus demônios, sua raiva, sua chateação e suas contradições. É necessário amar de verdade para compreender que em um relacionamento nem tudo é beleza; também há caos e, junto a ele, dinamite.

Resumindo, o amor não se conceitua, não se define, pois não é algo palpável, concreto, porque o amor é conviver cuidando de pequenos detalhes, armando quebra-cabeças e montando castelos de sonhos e desilusões no ar. Se assumirmos isso, conheceremos o verdadeiro valor da permanência, veremos que há sentimentos que perduram, que não são de usar e jogar fora.

Será que o significado de honradez desapareceu do Brasil?

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Fico me perguntando como recuperar a honradez do brasileiro? Isso é uma questão mais profunda do que o conceito de educação e cultura. É uma questão moral, de aprendizado e burilamento do caráter humano.

Honra é um princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores bondosos, como a honestidade, dignidade, valentia e outras características que são consideradas socialmente dignas de confiança e respeito.

O conceito de honra pode estar relacionado com diversos significados, sendo a associação com o sentimento de orgulho próprio (“honra pessoal”) e o comportamento de consideração ou admiração alheia alguns dos mais utilizados. Exemplo: “Ela concedeu-lhe a honra de sua companhia” ou “O homem manteve a honra como um verdadeiro rei”.

A ideia de “ter honra” também pode significar “ter destaque”, ou seja, alguém que possua privilégios ou distinção entre os demais em determinada ocasião. Além disso, “uma honra” pode ser ofertada para alguém em sentido de homenagem, como uma forma de demonstrar respeito. Normalmente, as pessoas agraciadas com uma honra recebem um símbolo, como um diploma ou medalha de honra.

A expressão “homens de honra”, por exemplo, é utilizada para designar aqueles indivíduos dignos de confiança, que honram suas ações ou promessas.

Quando recebi a notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inspeção de uma comissão de deputados federais à carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o dia 7 de abril, fiquei estarrecida.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção por vantagem indevida que, no caso, foi um apartamento triplex em Guarujá (SP).

A autorização havia sido negada duas vezes pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba e responsável por supervisionar a execução da pena de 12 anos e um mês de prisão à qual Lula foi condenado. Ela disse não haver “necessidade” da visita, pois uma outra comitiva do Senado (ou seja, do Poder Legislativo) já havia inspecionado o local, em 17 de abril. Essas são as informações da Agência Brasil.

Após a negativa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou no STF com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), alegando que a juíza violou o princípio de separação de Poderes, pois a Constituição, a lei e o regimento interno da Casa conferem aos deputados o direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público. Pode isso? Violou direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público, inclusive à cela de um presidiário, que já havia sido visitada pelo Poder Legislativo .

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou contra o pedido, alegando que não poderia ter sido feito via ADPF. Fachin, porém, acolheu os argumentos de Maia e autorizou a visita da comitiva, composta por 12 deputados dos partidos PT, PSB, Psol, PC do B e PDT.

O jeitinho brasileiro continua a existir em qualquer órgão do país. Os deputados sabendo da visita dos senadores, também se sentiram no direito de visitar o preso. Como crianças birrentas, apesar do Poder Legislativo já ter sido recebido pelo preso, recorreram ao STF solicitando que liberasse o pedido.

Parece que a cela carcerária do preso Lula vai virar comitê político. As eleições estão próximas e os políticos começam a correr atrás das orientações do “messias” endeusado por grande parte do povo brasileiro.

Assim, o Ministro achou por bem decidir:

“Determino, para tanto, que o Juízo da 12ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR, em comum acordo com a Coordenação da aludida Comissão, fixe dia, hora e demais condições, inclusive de segurança, que reputar adequadas ao implemento da medida”, escreveu Fachin.

Como fazer do Brasil um país digno de confiança e respeito? Isso entristece o cidadão honesto e íntegro, que paga seus impostos e ainda tem que arcar com o buraco deixado na economia brasileira, pagando cada vez mais alto o combustível, porque é preciso fazer caixa num governo inepto. Isso para falar o menos.

Finalmente o Juiz Sérgio Moro começa a ouvir testemunhas de acusação contra Lula

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na denominada República de Curitiba, começa a ouvir as primeiras testemunhas de acusação do processo que tramita na Justiça Federal do Paraná contra Lula. A ação envolve o caso da compra e reforma do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

As testemunhas a serem ouvidas são: o empresário Augusto Mendonça; os ex-dirigentes da Camargo Correa Dalton Avancini e Eduardo Leite e o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS). O juiz aceitou o pedido da defesa de Lula, que é réu nesta ação, e o dispensou de participar das audiências.

Todo brasileiro de bem esperava que isso acontecesse. Lula não podia escapar impune, depois de anos fazendo da coisa pública, coisa pessoal, privada. Responder por corrupção passiva e lavagem de dinheiro são o mínimo.

A defesa de Lula questionou, esperneou, condenou o Juiz Sérgio Moro.  Na ideia errônea da defesa a decisão não surpreende, diante do histórico de violações às garantias fundamentais já ocorridas e praticadas por esse juiz de Curitiba. Palavras que saíram da boca de Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, em Nova York, onde participou de evento da Confederação Sindical Internacional.

No despacho em que anunciou as datas das audiências, Moro se manifestou sobre os diversos pedidos e alegações de Lula na defesa prévia. Em resumo, ele negou a possibilidade de suspender ou cancelar o processo. O juiz se negou ainda a analisar as afirmações de Lula sobre o mérito da ação, dizendo que isso será esclarecido ao longo do processo.

“Quanto às alegações de que as acusações seriam frívolas, fictícias, político-partidária, fundamentalistas ou que haveria ‘lawfare’ contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outras, trata-se igualmente de questões de mérito revestidas de excesso retórico. Não cabe, reitere-se, análise de mérito nessa fase”, disse Moro.

A República de Curitiba se faz ouvir novamente, trazendo à luz o que estava “oculto”. Nada há mais transparente para a nação do que o comportamento impatriótico do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ninguém está acima da lei.

É preciso se reeducar os políticos que ainda pensam desta forma, além de se fazer uma verdadeira reforma política, inclusive cortando gastos que vão muito, mas muito acima do teto salarial.

Todos os penduricalhos deveriam ser cortados e repensar a aposentadoria desses senhores da Casa Grande, posto que política não é profissão e, sim deve ser entendida como a sua definição: Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.

Se formos conceituar político podemos perfeitamente buscar na Wikipédia, onde se tem: “Um político (do grego politikós, através do termo latino politicu) ou estadista é quem se ocupa da política. Segundo Sócrates, é um homem público que lida com a chamada “coisa pública”. Segundo Platão, é filiado a um partido ou “ideologia filosófica de conduta”. Se incorporado a um Estado pela vontade do povo, pode ser formalmente reconhecido como membro ativo de um governo. É uma pessoa que influencia a maneira como a sociedade é governada. Essa definição inclui pessoas que estão em cargos de decisão no governo e pessoas que almejam a esses cargos tanto por eleição, quanto por indicação”.

A vista dessa definição, fica claro que ser político é servir seu povo, é lidar com a “coisa pública”. Não há definição alguma em que política seja profissão. Portanto, é necessário se rever essa posição colocada pelos nossos representantes no Poder Legislativo. Ninguém deveria legislar em causa própria. Qual a moralidade desse ato? Há que se pensar em mudanças nessa ordem de coisas, para que o Brasil seja verdadeiramente um país com “Ordem e Progresso”. O Princípio da Moralidade está inserto na Carta Magna Brasileira. É basilar que os homens públicos o respeitem.