Será que o significado de honradez desapareceu do Brasil?

QUERO-UM-BRASIL-HONRADO

Fico me perguntando como recuperar a honradez do brasileiro? Isso é uma questão mais profunda do que o conceito de educação e cultura. É uma questão moral, de aprendizado e burilamento do caráter humano.

Honra é um princípio de comportamento do ser humano que age baseado em valores bondosos, como a honestidade, dignidade, valentia e outras características que são consideradas socialmente dignas de confiança e respeito.

O conceito de honra pode estar relacionado com diversos significados, sendo a associação com o sentimento de orgulho próprio (“honra pessoal”) e o comportamento de consideração ou admiração alheia alguns dos mais utilizados. Exemplo: “Ela concedeu-lhe a honra de sua companhia” ou “O homem manteve a honra como um verdadeiro rei”.

A ideia de “ter honra” também pode significar “ter destaque”, ou seja, alguém que possua privilégios ou distinção entre os demais em determinada ocasião. Além disso, “uma honra” pode ser ofertada para alguém em sentido de homenagem, como uma forma de demonstrar respeito. Normalmente, as pessoas agraciadas com uma honra recebem um símbolo, como um diploma ou medalha de honra.

A expressão “homens de honra”, por exemplo, é utilizada para designar aqueles indivíduos dignos de confiança, que honram suas ações ou promessas.

Quando recebi a notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a inspeção de uma comissão de deputados federais à carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso desde o dia 7 de abril, fiquei estarrecida.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção por vantagem indevida que, no caso, foi um apartamento triplex em Guarujá (SP).

A autorização havia sido negada duas vezes pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba e responsável por supervisionar a execução da pena de 12 anos e um mês de prisão à qual Lula foi condenado. Ela disse não haver “necessidade” da visita, pois uma outra comitiva do Senado (ou seja, do Poder Legislativo) já havia inspecionado o local, em 17 de abril. Essas são as informações da Agência Brasil.

Após a negativa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), entrou no STF com uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), alegando que a juíza violou o princípio de separação de Poderes, pois a Constituição, a lei e o regimento interno da Casa conferem aos deputados o direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público. Pode isso? Violou direito de fiscalização e acesso a qualquer órgão público, inclusive à cela de um presidiário, que já havia sido visitada pelo Poder Legislativo .

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se manifestou contra o pedido, alegando que não poderia ter sido feito via ADPF. Fachin, porém, acolheu os argumentos de Maia e autorizou a visita da comitiva, composta por 12 deputados dos partidos PT, PSB, Psol, PC do B e PDT.

O jeitinho brasileiro continua a existir em qualquer órgão do país. Os deputados sabendo da visita dos senadores, também se sentiram no direito de visitar o preso. Como crianças birrentas, apesar do Poder Legislativo já ter sido recebido pelo preso, recorreram ao STF solicitando que liberasse o pedido.

Parece que a cela carcerária do preso Lula vai virar comitê político. As eleições estão próximas e os políticos começam a correr atrás das orientações do “messias” endeusado por grande parte do povo brasileiro.

Assim, o Ministro achou por bem decidir:

“Determino, para tanto, que o Juízo da 12ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba/PR, em comum acordo com a Coordenação da aludida Comissão, fixe dia, hora e demais condições, inclusive de segurança, que reputar adequadas ao implemento da medida”, escreveu Fachin.

Como fazer do Brasil um país digno de confiança e respeito? Isso entristece o cidadão honesto e íntegro, que paga seus impostos e ainda tem que arcar com o buraco deixado na economia brasileira, pagando cada vez mais alto o combustível, porque é preciso fazer caixa num governo inepto. Isso para falar o menos.

Ryan Lochte pede desculpas após falso relato de assalto

Ryan Lochte pede desculpas após falso relato de assalto

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O medalhista olímpico norte-americano Ryan Lochte divulgou hoje (19) pelas redes sociais um pedido de desculpas “por não ser mais cuidadoso e sincero” ao explicar o que ocorreu no domingo passado (14) após participar dos Jogos Rio 2016.

O nadador norte-americano Ryan Lochte teria sido assaltado no Rio. Comitê Rio 2016 não confirma

O nadador norte-americano Ryan Lochte pediu desculpas depois de ter relatado falto assalto no Rio de JaneiroReuters/David Gray/Direitos Reservados

Lochte e mais três nadadores da equipe dos Estados Unidos haviam dito que tinham sofrido um assalto no Rio. Porém, ontem (18), a Polícia Civil informou que os atletas não foram assaltados e se envolveram em uma confusão em um posto de gasolina.

“Quero me desculpar por meu comportamento na semana passada – por não ter sido mais cuidadoso e sincero – quando descrevi os acontecimentos daquela manhã cedo [domingo, 14] e por meu papel em levar para longe o foco dos muitos atletas que cumpriam os seus sonhos de participar nos Jogos Olímpicos”, disse Lochte em um comunicado.

“Eu queria compartilhar esses pensamentos até que ficasse confirmada a situação jurídica e que ficasse claro que os meus companheiros de equipe estariam chegando em casa com segurança.”

Em seu pedido de desculpas, Ryan Lochte disse que a experiência foi “traumática”.

Comitê Olímpico dos EUA também pede desculpas pela mentira contada por nadadores.

“É traumática por ter acontecido com os seus amigos em um país estrangeiro – inclusive com a barreira da língua – e por ter acontecido em um ponto estranho com uma arma apontada para você e pela exigência de dinheiro para deixá-lo sair. Mas, independentemente do comportamento de qualquer outra pessoa naquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável e, por isso, lamento por meus companheiros de equipe, por meus fãs, por meus colegas concorrentes, por meus patrocinadores, e pelos anfitriões deste grande evento “, disse ele no comunicado.

Ryan Lochte também reconheceu que “esta foi uma situação que poderia e deveria ter sido evitada”. Ele também falou em sua responsabilidade: “Eu aceito a responsabilidade pelo papel [que exerci] neste incidente e aprendi algumas lições valiosas”.

Falso relato

Ryan Lochte afirmou no domingo (14), quando estava ainda no Rio de Janeiro, que ele e três outros nadadores – Gunnar Bentz, Jack Conger e James Feigen – foram roubados em um táxi de manhã cedo enquanto se dirigiam para a Vila Olímpica, após terem saída de uma festa.

Lochte disse, em entrevista à NBC News, na última quarta-feira (17), que os nadadores tinham usado um banheiro em um posto de gasolina e quando eles voltaram ao seu táxi, o motorista não se mexeu. Então dois homens se aproximaram com armas e distintivos e, segundo Lochte, ordenaram que ele e os demais atletas saíssem do carro.

Mas a história contada por eles foi desmentida ontem (18) pelo delegado brasileiro Fernando Veloso. O delegado declarou, no Rio, que os quatro nadadores dos Estados Unidos não foram roubados. Ao desmentir a história, o delegado disse que um ou mais atletas olímpicos dos Estados Unidos agiram como vândalos no banheiro do posto de gasolina. Os atletas quebraram espelhos e danificaram outros objetos, segundo a polícia.

Os atletas tentaram sair do local, mas os seguranças do posto pediram que eles permanecessem até a chegada da polícia. Outra pessoa que estava no local pediu para interceder em favor de uma tentativa de diálogo entre os atletas e os guardas.

Ryan Lochte e Jame Feigen foram indiciados por falsa comunicação de crime depois que fizeram o registro de ocorrência do roubo que não ocorreu. Feigen teve que pagar R$ 35 mil a uma instituição assistencial para poder deixar o Brasil,  informou hoje (19) a Polícia Civil.

Ontem, Conger e Bentz prestaram depoimento e desmentiram a versão do colega. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos (Usoc, sigla em inglês) pediu desculpas ao Rio de Janeiro e aos brasileiros pelo incidente causado pelos nadadores norte-americanos.