O que é o amor?

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Muitas vezes nos perguntamos o que é amar? Amar de verdade, sem peias ou amarras. Pois eu vejo o amor de verdade como saber, reconhecer e aceitar a pessoa como nós somos. Assim, não há como ver defeitos e virtudes. O importante é que as virtudes são muito importantes para nós e os defeitos não são incomodativos para nossa vida, que os costumes também não incomodem, que nem tudo é cor-de-rosa e que não vivemos em um conto de fadas.

O amor verdadeiro é algo que vai além de amar as coincidências. Um amor sincero e verdadeiro é se apaixonar pelas diferenças com grande intensidade, ser tolerante com os erros e abrir as portas para a confiança. Principalmente a confiança. Seu amor deve ser seu maior amigo e confidente.

Uma pessoa não pode dizer que ama o outro até que não conheça seus demônios, sua raiva, sua chateação e suas contradições. É necessário amar de verdade para compreender que em um relacionamento nem tudo é beleza; também há caos e, junto a ele, dinamite.

Resumindo, o amor não se conceitua, não se define, pois não é algo palpável, concreto, porque o amor é conviver cuidando de pequenos detalhes, armando quebra-cabeças e montando castelos de sonhos e desilusões no ar. Se assumirmos isso, conheceremos o verdadeiro valor da permanência, veremos que há sentimentos que perduram, que não são de usar e jogar fora.

A raiz de nossos problemas está na falta de amor

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Não o amor que vem dos outros, mas o que falta dentro de nós. Se continuarmos a imputar aos outros a falta de amor e compreensão pelos nossos atos, a consequência será a permanência de respostas negativas e falta de melhorias em nossas vidas. Não podemos delegar aos outros o papel que nos cabe: que é construir um ambiente seguro e feliz para nossas vidas e para aqueles que nos rodeiam, principalmente os mais próximos como pai, mãe, irmão, filhos, tios, avós. Nossas escolhas precisam ser conscientes do nosso papel como indivíduo único e necessário para cumprir com nosso dever de doar nosso amor plenamente. Ah! Mas eu não me sinto amado, você poderá dizer. Pois eu lhe digo: E o que você fez ou ainda faz para mudar essa situação. Como você conquista a confiança, o carinho e a bondade de seu próximo? Querermos algo que não damos, não há como requerer isso de volta. A Lei da Causa e Efeito é uma lei universal. Não há ninguém capaz de muda-la. A natureza é assim. Ou entendemos a natureza e nos comportamos como verdadeiros seres humanos, ou então receberemos dela o resultado daquilo que plantamos.
Muitas são as pessoas que, em comum, buscam soluções para os mais variados problemas, seja nos casamentos, na falta de expectativa com a vida, em relação às frustrações e às dificuldades nos relacionamentos de forma geral – com os filhos, a família, os líderes, colegas de trabalho etc. No entanto, jamais olham para dentro de si para perguntar se não está falhando como ser humano.
O tema está também em inúmeros livros que leio e que, assim como esta reflexão, buscam minimizar a dor, esclarecer o que está acontecendo e oferecer soluções e saídas. São textos preparados por autores respeitáveis e com um currículo extenso na área de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. No entanto, o que se escreve não parece ser o que as pessoas entendem ou praticam. Inclusive isso irrita o egóico, o egocêntrico, o egoísta, o manipulador. Qual o por quê? Porque ele não consegue deixar de olhar para seu umbigo e quer que todos o compreendam, às vezes, até mesmo sem expressar o que pensa. Por que, novamente? Porque ele sabe no seu íntimo que ele não quer doar nada, só quer receber. Não admite estar errado, necessitar fazer mudanças profundas em sua personalidade, despir-se de sua arrogância, orgulho e intolerância. Na cabeça dele ele nasceu assim, e é assim que quer ser tratado, sem qualquer admoestação.
Ao me deparar com indivíduos com essas características tenho certeza de que soluções só poderão advir de um tratamento de choque que a própria Natureza vai aplicar. Ninguém foge a esse destino. Somente fugirá a um revés da vida se  entender essa lição e se melhorar como pessoa. É necessário tornar-se um ser humano de verdade. Portanto, em não se refazendo como indivíduo que faz parte de um todo, e assim inculcar em seu espírito o dever de respeitar desde o menor ao maior, em todos os sentidos da vida, nada mudará e ele acabará frustrado em todas as situações nas quais esteja envolvido. Ninguém nasceu para ser um ermitão e viver sozinho. Somos seres sociais, com responsabilidades. Nossas responsabilidades abrangem nossos parentes mais próximos, os filhos que colocamos no mundo, nossa profissão, nossos amigos, nossa comunidade, nosso país, nosso planeta.
Você percebe que o desenvolvimento humano, não entrando em detalhes místicos, apenas humanos, nos indica o caminho desde o momento de nosso nascimento até o momento de nosso deixar este corpo carnal e virar pó? Talvez você ainda não tenha se apercebido de que a responsabilidade de sua felicidade, alegria, bem viver, depende apenas de como você se comporta em relação ao mundo, ao seu próximo. Esta é a questão primária que você precisa inculcar em sua mente e coloca-la em prática
Sei que nós, seres humanos, temos uma necessidade básica: sermos amados! Porém, isso só acontecerá se nos amarmos como seres humanos que compõem um todo. E esse todo precisa ser respeitado por indivíduo e indivíduo. Esse é o verdadeiro amor que temos que ter para conosco mesmos. A partir daí o respeito e o amor ao próximo é um passo bastante pequeno.
Pare de culpar a vida ou as pessoas sobre a sua infância. Aquilo que aprendemos a chamar de amor em nossas casas, desde a infância, será aquilo que vamos dar e receber como forma de amor. Agora, se achamos que não tivemos o amor que queríamos na infância, é porque nossos pais também não tiveram. Por que continuar esse círculo vicioso? Não seria muito mais digno você criar um círculo virtuoso, impedindo a geração da insatisfação e se abastecer de pensamentos positivos para doar aos pais e avós um carinho que a eles foi negado? Você será o impulsionador da mudança e receberá os aplausos da Vida.
Amor, amor, amor e amor. Artigo raro? Não. Trata-se de um sentimento acessível apenas a quem se conhece e sabe que o fluxo constante e ininterrupto de amor de que nós, humanos, tanto precisamos já está dentro de nós.
Em nossa infância, recorremos à figura dos nossos pais e dos adultos que nos rodeavam para aprender a ser “gente”. E, lembre-se, esse aprendizado se deu por afeto, por amor. Ficamos tão preocupados em copiá-los – afinal, isso nos daria a sobrevivência – que não tivemos tempo ou, ainda, oportunidade para aprender que a saída está dentro de nós mesmos e não fora. Na verdade, na infância não tínhamos essa competência; é na vida adulta que vamos reconhecer, melhorar e discernir como devemos nos comportar para levar mudança às nossas relações.
Bem, isso se chama maturidade. Mas será que você não cresceu por que não quis? Não! Você está onde está porque foi tudo o que deu para fazer, era tudo o que você sabia e podia fazer. Evidentemente, quando somos ignorantes, cometemos erros. Você já reparou quantos erros cometeu no decorrer de sua vida? Alguns chamam isso de maldade. Eu digo que esses comportamentos negativos vêm de uma profunda ignorância de si mesmo.
Procure o autoconhecimento. Ele é o caminho para se conquistar o amor-próprio em primeiro lugar e, consequentemente, o amor pelos outros. No entanto, ninguém aprende por decreto. Aprendemos por afeto e temos uma única saída, que é amar.
O seu entorno está confuso? Desagradável? Triste? Solitário? Ofereça amor… Você tem muito para dar! Surpreenda-se com o resultado.

A Sorte

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          Volúvel e inconstante é esse enigma que desafia o homem. Através dos tempos vem o filho de Deus tentando conquistar essa mulher caprichosa que é a Sorte.

          Para muitos ela não passa de superstição. Para outros tantos, porém, ela é quase uma personificação, beneficiando aqueles que nela acreditam e que fazem o possível para atraí-la e seduzi-la, manipulando, por vezes, energias poderosas com o intuito único de alcançá-la e aprisioná-la.

          A todos, no entanto, ela caprichosamente induz apenas à sua vontade.

          Muitos argumentam que caminham pelas sendas do bem e da justiça na vã esperança de que ela os beneficie com seu condão.

          Quando os percalços da vida resolvem invadir os menos privilegiados, estes protestam e choram pela ausência da inconstante.

          Dir-se-ia que uma atitude positiva, amparada por decisões firmes e constantes, abriria espaço para a chegada dela, mudando radicalmente o destino do otimista.

          Outros afiançam que se proteger e ter cautela são as atitudes mais corretas diante de sua ausência.

          De qualquer forma é sempre uma chance nova de mudar radicalmente a vida, passando a gozar todos os sonhos almejados, confiar na existência dessa dengosa.

          No momento em que se acredita, experimenta-se o êxito de senti-la.

          Porém é necessário ter em conta que existe na moeda a outra face.

          Caso se perca o lado da moeda é preciso imediatamente resgatá-la e defendê-la, pois a contrário há de se encontrar o outro lado que é o seu algoz: o azar.

 

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