A mina de ouro fechou

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Fechada a mina, a imprensa esperneia contra um bode expiatório, que lhe dê ibope. Mas, o Brasil segue em frente. Eles falam bobagens e amenidades e esquecem de noticiar ao povo brasileiro o mais importante.

Que tal seria falar do dólar que perdeu seu valor e com ele baixam gasolina, pão, remédios, alimentação e tantos outros. Por que não falar de que houve alta na Bolsa (sem sarcasmos ou sorrisinhos tolos no rosto) que atingiu seu recorde e dá ânimo a nossa combalida economia? Por que não denunciar os 580 mil usuários do Bolsa Família que saíram voluntariamente do programa porque certamente o estavam fraudando? E, claro, nem noticiaram o cancelamento do vergonhoso contrato do Ibama que gastava 30 milhões de reais por mês do nosso dinheiro, só com aluguel de carros?

E muito “sutilmente” esqueceram que a Ministra Damares cancelou um contrato irregular de 45 milhões de reais assinado no Governo passado. E nem falaram que o ministro Chefe da Casa Civil só numa primeira canetada, exonerou mais de 200 servidores nomeados pelo PT e que estavam ocupando cargos comissionados com salários altíssimos no Palácio do Planalto. E o melhor, a imprensa deu só uma notinha e deixou que as redes sociais a amplificasse: Houve revisão ou mesmo corte de 2,5 bilhões de reais em verbas que iam da Caixa Econômica para times de futebol e publicidade na mídia.

Tem mais ainda: finalmente abrem-se as caixas pretas do vergonhoso Sistema S e também as do Banco do Brasil, Caixa e dos bilhões que o BNDES deu para as empreiteiras, favorecendo o Rei O Cara e a Rainha da Mandioca e para as ditaduras dos apaniguados do PT.

Lembrando que o BNDES já devolveu ao Tesouro Nacional 100 bilhões nestes primeiros dias.

E, mais poderia ser noticiado: como o rombo criminoso nos Fundos de Pensão, fatos que ocorreram nos últimos quinze anos.

O Governo Bolsonaro, em seus primeiros dias, mostrou os desmandos dos governos do PT.

Enfim, porque não mostraram o vídeo feito pelo Governador de São Paulo, João Dória, levado a Davos para mostrar ao mundo a pujança do Estado. A fala sucinta do Presidente da República Jair Bolsonaro, que, aliás todos podiam entender, e falando tudo sobre o nosso país e o que se tem feito para melhorar.

Porém, eles se pegam em ressentimentos e inveja e preferem buscar assunto que não está esclarecido, posto que histéricos e carcomidos pela derrota preferem algo que possa detonar o governo que já fez muito nestes primeiros dias de mandato.

Mais livro publicado no LIVRORAMA

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Não deixe de passar por lá, o preço está um “mimo”. É poca natalina (rsd);

Descrição

Sinopse

Natália Castelli tornou-se uma advogada célebre no Brasil, antes de seu estrondoso sucesso ao expor suas telas em Paris. A garota simples, nascida no interior de São Paulo, tem o privilégio de conhecer Pierre, um marchand que a lança nas melhores salas da cidade luz. Num certo momento, desiludida emocionalmente, resolve abandonar Pierre e foge para sua vida cotidiana e sem brilho. Começando com uma perda e sempre em busca de redenção, a trama em que vive Natália é marcada por uma característica incomum: ela descobre que pode reencontrar o amor de sua vida, num mundo de sonhos e mistérios. Ele simplesmente não havia morrido e não faz ideia de qual seja a razão para que isso ocorra. Com uma trama absolutamente instigante, de amor, morte, traição, oportunidades perdidas e esperança, Natália Castelli percebeu, desde quando exercia a advocacia, seu talento inconfundível de exímia artista plástica. Ao retornar para sua arte e ser lançada no Brasil o drama de sua vida dá outra reviravolta.

O lixo que o homem já deixou na Lua

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Antes mesmo dos primeiros seres vivos estarem na Terra, a lua já fazia companhia para nosso planeta no espaço. Assim que a humanidade começou a habitar a Terra e interagir com o ambiente, a lua rapidamente se tornou motivo de admiração.

Ainda hoje, o satélite intriga não só pessoas comuns, mas também especialistas e cientistas que dedicam a vida para pesquisar a lua. Por mais que os estudos avancem, muito ainda há que se entender sobre a lua.

Além de pegadas, bandeiras e a marca histórica de pisar na lua, o homem deixou algumas coisas a mais nas vezes em que visitou o nosso satélite. Estima-se que mais de 180 toneladas de lixo tenham sido deixadas no local por astronautas, robôs e sondas espaciais. Parte do lixo é realmente de produtos descartáveis, mas ele também é composto dos dejetos orgânicos liberados por astronautas e experimentos que ainda estão em funcionamento.

A maior parte, é claro, são peças de sondas, enviadas ao longo de quase 60 anos de missões espaciais. São 70 veículos, de acordo com o último levantamento da Nasa.

Mas há também outros tipos de entulho e lixo orgânico (os astronautas que caminharam na Lua deixaram 96 sacos de urina, fezes e vômito). Bolinhas de golfe, bandeiras dos EUA, pares de botas, câmeras, revistas e mochilas também fazem parte das tralhas largadas em nosso satélite natural.

Parece que o homem não tem e nem terá respeito pelo espaço que lhe é dado pelo Universo. Será que algum dia isso mudará?

Vento de Agosto

Tardinha. O sol desaparecia de mansinho. Resquícios dourados pintavam o céu. Joana apoiou-se no gradil da sacada. Os pensamentos voavam à busca de lembranças.

Era como se ouvisse o vento assobiar novamente. Fora uma longa caminhada até o campo de golfe, naquele dia. Sentia-se agradavelmente envolvida por aquele sentimento, que imaginara não mais tomar conhecimento. O restaurante apareceu às suas vistas, protegido ao norte por imensas árvores, já envelhecidas e frondosas. Elas já estavam lá desde antes de construírem o condomínio.

A luz do sol naquela tarde cintilava por dentre as folhagens. Pensou no encontro que tivera com ele, ali mesmo alguns dias atrás. Ainda estava envolta em suas doces lembranças, quando o céu tomou uma cor cinza e tudo escureceu. O vento começou a enfurecer-se, de uma hora para outra. O redemoinho começou a se formar lá pelo lado sul e veio se avolumando, enquanto corria lambendo e levantando casas como se fossem brinquedos.

Viu-se dentro do restaurante. Pessoas em pânico corriam e gritavam para que se jogasse no chão. Sentiu a mão, que mais parecia uma tenaz, arrastá-la para dentro do banheiro. Lá já havia algumas pessoas. Os rostos demonstravam o pavor. O som aumentou ensurdecedor e eles imaginaram o rugido de um animal pré-histórico.

Aqueles minutos que permaneceram dentro do banheiro do restaurante pareceram séculos.

Quando tudo cessou, sentiu seus membros relaxarem e a dor contida tomou conta de seu ser. Saíram lentamente, um a um. A paisagem que viram em seguida foi desoladora. Havia um rastro deixado por onde passara o tufão. Casas inteiras ao lado de destroços, ferragens retorcidas e cimento, espalhando poeira pelo ar. A sensação é de que havia ocorrido uma guerra.

As pessoas saíam de suas casas num movimento letárgico, quase em câmara lenta, após o terror de, talvez, cinco minutos apenas.

Quando a realidade se fez presente em cada um, foram à busca de entes queridos, que podiam estar sob escombros.

Muitos perderam pessoas amadas. Pedaços de edificações foram encontrados longe.

― Ainda pensando naquilo, Joana?

Assustou-se com a pergunta. Estava tão abstraída em seus pensamentos que não percebera a chegada dele.

―Vez ou outra, ainda. ¾ Disse, à guisa de resposta.

―Os Gomes nos convidaram para uma reunião, hoje à noite.

Ela sorriu de maneira abstrata. ¾ Sim, sim, eu me lembro. Por volta das oito, não?

― Muito gentil da parte deles, você não concorda?

― Sabe se é alguma celebração?

― Ao que me consta vão recepcionar uma amiga vinda da Europa. Parece ser uma artista plástica. Não sei ao certo.

Estava pouco entusiasmada. Franco franziu as sobrancelhas.

― Oh, querida, você deveria se animar. Afinal estamos enfim nos relacionando com as pessoas.

― Sinceramente? Eu não tenho a mínima vontade de ir, porém você está coberto de razão. Precisamos nos relacionar. Quero esquecer…

― Você vai esquecer!

― Você já esqueceu?

― Perdi a filha… e a mulher…Mesmo estando para nos separar, não desejava isso à Elizabete. E Amanda… não vou esquecer nunca! Mas, precisamos continuar a viver, minha querida, e ser convidado para uma recepção nesta cidade é um fato a comemorar. Depois há a firma. Tenho que conviver com as pessoas, criar vínculos que me levem ao relacionamento comercial.

― Tem razão, querido. Vou me preparar.

*

De meias, entrou na cozinha, sentindo o odor delicioso do pernil assado, com um toque sutil de pimenta rosa.

Enquanto ele umedecia o assado, ela o observava, divertida.

Ele sempre gostara de cozinhar. Desde que se casaram, seis meses após o sucedido no condomínio. O que a divertia era que ele se paramentava todo para entrar na cozinha. Era o próprio chef du cuisine, como diriam os franceses. O chapéu enorme estava sempre extremamente engomado, como exigia de Rose, sua secretária doméstica.

― Hum, delicioso!

― Extremamente gentil de sua parte, mas precisa experimentar primeiro.

Ela sorriu e saiu da cozinha de forma espevitada.

Tinha, na verdade, vinte e dois anos. Uma moça alta, magra, com os cabelos negros lustrosos que escorriam até o meio das costas. A pele era clara, herdada da mãe e os olhos azuis do pai. Quando o sorriso aparecia na boca bem formada e expressiva, o rosto todo se iluminava, mas quando ficava deprimida e triste, seus olhos denunciavam os sentimentos interiores que a machucavam.

― … foi ótima a conversa com Otávio Gomes de Cerqueira, ontem ― dizia, Franco, enquanto colocava o pernil sobre a mesa. ― Creio que conseguirei um sócio para a exportadora ¾ continuou a falar. Ele virou-se para Joana que se aboletara à mesa e já estava, como uma criança, espetando a carne com o garfo.

― Psst! Modos!

Ela deu uma risada cristalina e os ombros subiram e desceram duas vezes.

― Quem era ao telefone? ― Perguntou Franco.

― Ah, Adelaide nos chamando para um jantar na sexta. Eu já confirmei, importa-se?

― Absolutamente… ― E a olhou admirado, mas feliz. A nuvem escura havia passado.

Após o almoço, com todos os pratos lavados e a cozinha arrumada, os dois seguiram para suas atividades. Franco deu-lhe um beijo no rosto e pegou as raquetes de tênis. Pretendia jogar com Otávio e terminar os acertos sobre a empresa e a futura sociedade. Joana vestiu o agasalho de ginástica e seguiu para o clube. Ia encontrar Adelaide, mulher de Otávio, para um jogo de vôlei. Pegou tênis, meias, shorts, camiseta e colocou-os na sacola.

Quando Joana chegou ao clube sentiu o vento. As folhas secas rodopiavam sobre o calçamento. Sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Empertigou-se e seguiu em frente. Adelaide a esperava.

Alguns metros do lago, sob a sombra de uma árvore, sentou-se próximo ao bistrô do Parque Barigui, ouvindo o silêncio da tarde. Na verdade o silêncio era o murmúrio de pequenos sons da natureza. Um peixe que pulava dentro do lago, o zumbido de uma abelha, tentando pousar sobre seus cabelos, que se esvoaçavam, ao longe um guincho de um ganso, o marulhar lento das águas mexidas pelo vento.

Olhou emocionada o papel nas mãos. Já havia lido inúmeras vezes, mas continuava a não acreditar.

As lembranças voltaram vivazes à sua mente. O irmão era seis anos mais velho que ela. As moças de Itu o cobiçavam. Era um dos partidos mais desejados da cidade. Bonito, alto, cabelos alourados do pai, olhos verdes, a pele sempre bronzeada do sol, jogava golfe como ninguém e ainda havia assumido as empresas de indústria de embalagens, após a morte do pai. A mãe era uma doce criatura que a mimava extremamente. Aquele tufão destruíra sua casa e as duas pessoas a quem mais amava, naquela época. Alguns dias antes havia encontrado Franco, que estava se separando da mulher e se envolvera com ele. Assim que ficou viúvo, também por culpa daquele tufão, casaram-se. E agora… Passou a mão sobre a barriga e uma lágrima rolou suave pela face. Agora uma vida se formava dentro dela. O passado devia enterrar seus mortos e o futuro esperar a vida.

Levantou-se lentamente do banco, pegou o carro e voltou para casa.

O vento assobiava por entre as frestas das portas envidraçadas da sacada.

― É o vento de agosto, Joana. Muita gente não gosta, mas eu gosto. Sinto saudades do tempo em que morava no campo com meu pai e minha mãe. Minha infância, enquanto corria solta e em liberdade. Agora ficamos todos presos, morando uns sobre os outros. ¾ Falou, Rose.

―Em segurança, Rose, em segurança…― Seguiu para a sala e sentou ao piano, lembrando da época em que a mãe sentava e tocava Chopin, para ela ouvir.

Os acordes tomaram conta da sala e ela sorriu feliz, imaginando uma garotinha sentada à sua frente, ouvindo-a tocar.

NOTA: Escute a música no vídeo acima. Você vai amar! Meu presente de Natal para você.

Crônica do Ano Novo

Boas-Festas

Ano novo, vida nova, assim é, como todos falamos. O mundo fala pela televisão, pela internet, em suas redes sociais, o mundo todo fala na melhoria da vida, dos fatos. São nossos sonhos, nossas expectativas para um novo melhor momento que começa a nascer devagar, enquanto outro vai morrendo entre fogos, espumantes, festas e até muita bebedeira, porque não dizer.

As pessoas escolhem cores para entrar com o pé direito no novo ano nascente. Os pudores desaparecem, a criança vem à tona, a confiança num Ser Maior explode dentro de cada um , a seu jeito de ser e de entender a vida.

Inúmeros lotam praias, jogam flores para Iemanjá, a rainha do mar, mesmo sem nunca ter pisado num terreiro antes. Entram no mar passando por todo tipo de perigo, ondas altas, ondas baixas mas com correntes até traiçoeiras, o importante é levar o seu presente.  Mais muitos mais, assistem as belas queimas de fogos. É o ano novo que arrebenta as correntes e se destrava o velho ano e seus desprazeres de nossos pés, as dores se esvaem pelas pontas dos dedos. O espírito do ser humano canta com histeria e loucura coletiva as músicas natalinas desde novembro. É uma loucura boa, como quem tira a roupa velha colada no corpo e que trouxe tantas decepções e agora veste a roupa nova e branca, e sem qualquer mancha, do ano que vai escrever uma nova história.

Comemorar a virada do ano com a ideia de que, já em janeiro, a beleza da vida vai explodir em beleza, sonhos e canções de amor aquele ano novinho em folha. É o ano da vitória nos dias que se seguirão pela vida, jogando por terra todo problema que existiu no ano anterior, enterrando dores e cantando louvores ao Divino, na espera de uma vida nova, pois na verdade estamos virando uma página e ela está totalmente branca a espera de escrevermos novos fatos.

Que importa aqueles que dizem ser um ano exatamente igual ao anterior, importa sim, acreditar na felicidade no desvendar mágico e nas resoluções infindáveis e belas de um novo desabrochar, como desabrocha a rosa branca levada para Iemanjá.

É nessa mesma época que fazemos planos, resoluções e desejos para o novo ano, em que planejamos tudo. Não importa se a gente acaba muita das vezes esquecendo nossos planos anteriores. Agora é hora de novos planos, novas resoluções e no recôndito do coração acreditarmos piamente que conseguiremos construir um futuro melhor.

Não tem a menor importância se acabamos com mais um ano sem metas cumpridas. Jogamos fora aqueles planos tolos e fazemos outros mais brilhantes e azuis da cor do céu. criando mais um ciclo maravilhoso de alegria que nos impulsiona a mudar e sair dessa grande redoma que fez o ano velho impossível de realizar nossos mais caros desejos.

Claro que às vezes as melhores coisas da vida são aquelas que não planejamos ou que não desejamos, ou o que desejamos tanto, e acabamos conseguindo nos momentos que nem mesmo percebemos ou até mesmo quando pensamos em desistir, e a vida acaba de nos devolver. O importante é acreditar no melhor e festejar o entusiasmo novo para criar com alegria momentos de felicidade. Essa é a força motriz da verdadeira melhoria do ano que explode em festa.