Ser uma boa escritor(a) demanda estudo e persistência

 

escritor-branco

Tenho estuado muito sobre o assunto e sei que ser um escritor é um sonho de muitos para poucos. Em grande parte, porque a maioria desiste no caminho.

Há cada vez mais livros de técnicas literárias. As oficinas literárias de escrita criativa se multiplicam. Sites de dicas de escritores e vídeos sobre o assunto crescem de um jeito incrível e até assustador.

Mas o que você realmente precisa para ser um escritor? Quais são os fatores que determinam se você está indo bem ou não? É possível aprender a ser escritor?

Se você realmente tem este sonho, depende muito mais de você do que do mundo ao seu redor. Isto acontece porque ainda não temos cursos universitários que prepare a pessoa para a literatura brasileira, em especial.

Encontrei 6 dicas rápidas que podem auxiliar a me tornar uma escritora muito melhor em pouco tempo. Claro que milagres não existem, mas a prática e a vontade pode levar à concretização do sonho.

 1 – Primeiro seja escritor, depois seja crítico

Muitas pessoas que querem começar a escrever ficam com certo receio de dar o primeiro passo.

Você deve ter passado por isso. Eu já passei muitas vezes. A página branca. O medo de não escrever algo bom o suficiente. O que as outras pessoas vão achar? Será que o que escrevo é bom mesmo? Então fiquei lendo por dias e nunca “colocava a mão na massa” de fato.

Sim, imagino que você também conhece este estado de coisas. Na verdade é necessário ler e estudar bastante, mas para se profissionalizar, não se pode ficar só na teoria, é preciso começar a praticar. Lembra do ditado?

A prática leva à perfeição.

A página em branco costuma ser quase um pesadelo para alguns iniciantes. Percebi que a dica mais importante é: primeiro escreva e depois faça uma autoavaliação.

Se tiver algo que não está lhe agradando, aí sim é hora de pesquisar e buscar informações para ajudar a melhorar o texto.

 2 – Inicie com textos curtos

Oito em cada dez escritores começaram pensando em fazer uma trilogia.

Mas não adianta querer começar com textos longos, como romances e trilogias de vários capítulos. “O pulo do gato” é iniciar com histórias curtas.  A partir delas vai se percebendo os erros e aprimorando a escrita para escrever textos maiores em breve.

Por mais que se tenha ideias super originais para escrever um longo romance, antes de colocá-las no papel é preciso adquirir habilidades e amadurecer a sua escrita. Os contos são excelentes exercícios para treinar diversos gêneros, formas de escrita, estruturas textuais, linguagens, narrativas e várias outras experiências.

Além disso, os contos nos ajudam a sintetizar informações e evitar um texto muito prolixo. É a partir dos pequenos contos que surgiram os maiores escritores de romances, pois essa é uma forma de você publicar a curto prazo e tornar o seu trabalho conhecido. Busque ler muitos contos de bons escritores.

3 – Busque descobrir o seu estilo com o passar do tempo

Cada escritor é conhecido por ter um estilo próprio e único. Porém, nenhum deles começou sua carreira já com o estilo definido. Eles precisaram escrever muito para corrigir os erros e para testar suas habilidades literárias, até finalmente encontrar o seu estilo.

E com um escritor iniciante não é diferente. É necessário, antes de tudo, desenvolver ideias originais e expressar seus pensamentos de forma clara e coerente.

Não se preocupe se mesmo depois de escrever vários contos você ainda não tiver encontrado seu estilo. Ele irá se desenvolver de forma natural à medida que você praticar.

 4 – Fique atento à linguagem para ser um escritor

É muito importante ter cuidado com a linguagem e com a sequência da narrativa. É preciso escolher as palavras adequadas para cada contexto.

O escritor precisa adequar sua linguagem ao estilo da sua narrativa. Se for um estilo mais informal, pode-se usar uma linguagem com tom mais coloquial, algumas gírias (se for permitido) e regionalismos. Agora se já estiver no estágio de romances históricos e mais densos, a linguagem deve acompanhar esse texto.

Por outro lado, se for um estilo mais formal, como um texto jornalístico, por exemplo, é preciso saber usar um vocabulário mais informativo e com cunho imparcial.

Mas existe uma regra válida para todas as formas de escrita: a linguagem utilizada precisa explorar todos os recursos da língua e gerar emoções no íntimo do leitor, sejam positivas ou negativas.

 5 – Saiba ouvir críticas

Para se tornar um escritor de sucesso é preciso saber ouvir as opiniões dos seus primeiros leitores. E nem sempre essas opiniões serão positivas. Mas isso faz parte do seu aprendizado.

O feedback dos leitores é de extrema importância para você aperfeiçoar sua escrita e suas técnicas. Não peça opinião apenas dos seus amigos e familiares, pois eles podem falar que suas histórias estão ótimas só para lhe agradar.

Busque feedbacks de pessoas que realmente possam ajudar a melhorar sua escrita e dar conselhor sobre os pontos fortes e fracos dos seus textos, como: professores, escritores experientes que você tenha contato ou pessoas que possuem o hábito da leitura, mas que não fazem parte do seu círculo de amizades.

Além de colocar em prática essas técnicas, também é importante que um bom escritor faça sua criatividade fluir e não imponha limites a sua imaginação. Mesmo nos pequenos contos, a sua história precisa ser criativa a ponto de prender a atenção do leitor e fazer com que ele continue querendo ler outras obras suas.

6 – Entenda sobre o mercado de literatura nacional

Essas técnicas, se aplicadas corretamente, com certeza ajudarão nos ajudarão a ser um escritor de sucesso. Porém, tenha em mente que esse processo não é fácil e não acontece do dia para noite.

Como todo profissional bem-sucedido, independente da área de atuação, é necessário ter dedicação, paciência e trabalhar muito.

Publicar um livro no Brasil é uma tarefa bem difícil, uma vez que o mercado da literatura brasileira é pequeno (infelizmente) e as editoras não costumam dar muitas oportunidades para os escritores iniciantes. As prestadoras de serviços (que não são escritoras verdadeiramente) querem cobrar para publicar, divulgar e distribuir seus livros. Nesse caso o melhor caminho é ser autor independente, porém é um caminho bem árduo.

Entretanto, se você quer se destacar no universo da literatura invista nesse sonho e dê o melhor de si. Não fique com receio de publicar suas primeiras obras por medo da falta de aceitação do público.

A arte da confeitaria

a arte da confeitaria

Quem nunca ao ver todos aqueles bolos em uma festa de casamento ou um aniversário pensou “nossa que lindo, como será que foi feito esse bolo”? A curiosidade e  a admiração muitas vezes fala mais alto do que a própria vontade de experimentar um  pedaço, não é mesmo?

Atualmente, o mercado voltado a essa área está cada vez mais em expansão, pois deixou de ser uma especialidade apenas de nossas avós que faziam bolo toda tarde para acompanhar com o chá. Agora existem cursos que auxiliam pessoas que querem desde aprender novas técnicas até aqueles que querem tocar o próprio negócio.

Existem no Brasil inúmeros profissionais que atuam nesta área de sucesso. Você pode assistir nos canais de televisão ou na internet, professores de cursos de bolos decorados, que  busca reproduzir os confeitos feitos a pedido de clientes dos mais diversos gostos. Em seu antigo trabalho apenas a dedicação e o carinho eram fundamentais. Agora, além de muita criatividade para quem quer aprender mais sobre essa área tão saborosa, ainda, os cursos são fundamentais para quem tem vontade de fazer parte deste universo tão saboroso e criativo.

A decoração de bolos para diversas ocasiões, desde festas infantis, até bolos de casamentos virou uma arte: a arte da confeitaria . O trabalho desses profissionais começou com os Romanos, responsáveis pela criação das primeiras receitas de massas, a partir do séculos XVII, os bolos decorados foram virando símbolo de riqueza sendo adquirido apenas pelos mais nobres.

Dizer que vivemos na crise e o Brasil não oferece empregos, não adianta. Não fique parado. Corra atrás de novas oportunidades. Cave seu espaço e aproveite para crescer e profissionalizar-se.

Por isso, se você quer aprender a fazer desde um bolo simples, como a massa de pão de Ló até a decoração de um bolo mais requintado usando pasta americana, estude e aperfeiçoe-se nos vários cursos hoje existentes, não só com presença obrigatória, mas fique ligado nas aulas ao vivo e de graça que você assiste nos canais fechados da televisão ou em vários sites de aulas na internet. E… boa sorte nessa nova arte e profissão.

Paixão adolescente

jovens-apaixonados

Apaixonei-me por George naquela primavera inesquecível, lavada de sol e cheia de sonhos. Tinha dezesseis anos, e ele vinte e dois.  Nunca havia me apaixonado antes, o que me tornara extremamente perceptiva. Objetos anteriormente desapercebidos tornavam-se belos; folhas e árvores, flores, tudo tinha brilho especial – era tudo pura magia da novidade, como se eu nunca tivesse conhecido nenhuma dessas coisas no dia a dia.

Tudo começou com nossas idas para o trabalho. O papa-filas parava e lá estava ele me aguardando com o lugar marcado. Depois vieram os piqueniques no Clube. Apenas ele e eu. As idas para o lago nadar, inúmeras partidas de vôlei de mesa, mas o melhor eram os momentos de tranquilidade, o conhecer casual um do outro. Deitar no gramado do Clube, sem se preocupar com olhos curiosos. Ficávamos horas olhando alguém lançar o anzol com um pedaço de minhoca enrolada, como isca tradicional. Ou andar pelo campo ao entardecer para apanhar os últimos resquícios de sol, após o trabalho diário.

No final tivemos nosso feriado, A Sra. Alzira, proprietária na pensão onde ele se hospedava organizou uma pequena festa. Tiramos os móveis da antiga salas de visitas, levamos vitrola e discos de Elvis Presley, Bob Dylan, Chico Buarque, Elis Regina, Erasmo Carlos, Fran Sinatra e tantos outros.  George não se deu por vencido ao saber que eu não sabia dançar. Passou a mão pela minha cintura e começou a ensinar-me os passos de cada tipo de música. Rodava comigo até o momento em que perdi o fôlego. Foi no final daquela noite que ele me beijou, mas não me senti feliz, pois ele teria que voltar para Curitiba, ao término de seu estágio como engenheiro na fábrica e seria na manhã seguinte, e eu nunca tive certeza se aquele beijo foi de afeto ou de despedida.

Logo depois de George partir eu vivi um mundo de fantasias, esperando receber cartas e telefonemas dele dizendo-me que não poderia viver sem mim. Mas tudo o que aconteceu foi ele começar a trabalhar em Curitiba, na firma do pai, e, depois disso, não mais voltara a Harmonia para a programada Páscoa. Se conseguia alguns dias livres, a Sra. Alzira contava que ele tinha ido esquiar, e eu imaginava garotas ricas e elegantes, e ficava doente de ciúme.

Certa vez roubei uma foto de George de um álbum que encontrei na biblioteca da Sra. Alzira. Soltar-se da página, portanto não fora propriamente um roubo. Coloquei-a no bolso e, depois, entre as páginas de meu diário. Sempre a mantive guardada, embora não tenha voltado mais a ver George. E desde que comecei a namorar para valer, aos dezoito anos, soube notícias dele.

E, agora, a Sra. Alzira mencionara seu nome, trazendo-me à memória o jovem George, com seus olhos azuis e a pele queimada de nossos passeios pelo clube.

— O que ele faz na América? — perguntei.

— Oh, ele trabalha em Nova York. O pai dele faleceu e ele agora se dedica exclusivamente a cuidar dos negócios e da fortuna da família.

—Ele deve estar casado e estar com filhos.

— Não, George nunca se casou e imagino que não o faça nunca. Esta casado com seus negócios.

Poema da esperança

um rosto de mulher

Viajo na esperança

Vejo almas que jazem, longo tempo
Na cor e no toque da doce esperança
No flutuar incansáveis da espera
Não permanecem submersas, mas densas.

Nessas vibrações permanecem inertes
Vou viajando nessas lembranças
Nas imagens tristes ou felizes aparentes
Movimentam seus retalhos de esperança.

Perco-me nos dramas alheios e os sinto
No fluir incessante desse meu sonho
Busco no recanto do coração um impulso
Até no aperto do coração quero a alegria.

O tempo ignora o impulso de suas paixões
A inteligência vive entre as provocações

Delirantes da saudade que as apavora
Entristecendo o meu querer de auxílio.

Vender livros muito barato

Vendo livros muito barato

Vender livros que alcance o primeiro lugar nos resultados do Google é o desejo de qualquer pessoa que se propõe a vender livros ao público brasileiro. Veja minhas dicas.

Como regra, a oferta de um anúncio de venda de livro vem em forma de algumas palavras acompanhadas de imagens demonstrativas e pronto.

Entretanto, devido a proporção gigantesca de anunciantes com suas ofertas diversas e que ocupam a maioria dos meios de anúncios, concorrer com tantas opções torna até difícil anunciar com sucesso. E lograr êxito em vender livros nesse ambiente concorrido, tanto pior.

Isso, com tantos meios para anunciar como; sites de livrarias on line, sites de classificados, as redes sociais e seus serviços de publicidade, grupos de amigos, whatsapp, Google Adwords, Bing Ads, etc e etc…

Por isso, não é de admirar que criar um anúncio de venda de livros que seja perfeito em todos os aspectos, seja muito difícil. E escrever um anúncio de venda de livros que chegue a primeira página do Google, mais difícil ainda.

Logo, vender ou apenas atingir o público alvo do anúncio, exige uma boa dose de paciência e também algumas táticas comprovadas para conseguir o sucesso almejado.

Mas, é importante lembrar a todos que gostam de ler que, além de barato, os livros vendidos por esta autora são e-books e estão na Amazon.com.br em seu nome Silvia R. Pellegrino, com preços tão irrisórios, que o leitor deveria fazer uma tentativa de conhecer meu trabalho e dar um feedback para esta autora.

Obrigada

Nossa necessidade de pertencimento

um homem e uma mulher

Hoje eu gostaria de conversar com você sobre uma necessidade aparentemente muito simples do ser humano, a necessidade afetiva. Talvez você já tenha ouvido alguém falar sobre isso, ou até mesmo já tenham dito que você é uma pessoa carente. Só para deixar claro, tanto a famosa carência como a necessidade afetiva são a mesma coisa. Tudo bem até aqui? Então vamos lá.

Mas afinal o que seria a necessidade afetiva?

A necessidade afetiva ou de afeto, é a necessidade que temos de dar e receber o amor, de receber o carinho e a atenção das outras pessoas. Simples assim… precisamos sempre receber e dar esses sentimentos ao próximo.

Na nossa história evolutiva, nós podemos notar que o homem nem sempre deu atenção a essa necessidade. Claro, com tanta coisa ainda para ser suprida o homem não se preocupava muito com os sentimentos. Na verdade, a maior preocupação era mesmo em existir e garantir a existência da espécie.

Mas o homem foi mudando. O homem conquistou muito para garantir a sua existência. Porém, chegamos a um novo paradigma.

O que precisamos agora?

O homem já havia criado meios para garantir a existência, a sua segurança e procriação, então o que mais nos faltaria?

É aí que a coisa complica.

O homem começou a sentir novas necessidades. Necessidades que as vezes não sabemos muito bem definir. Mas no fundo sentimos que ainda falta algo.

O ser humano passou a sentir falta de ser feliz. Sentiu falta de viver uma alguma coisa a mais. Experimentar sensações novas e prazerosas. E o que seria mais prazeroso que viver o amor, viver uma paixão e sentir o carinho de alguém que nos queira bem?

Nem precisa me dizer que isso é subjetivo.

Cada pessoa tem a sua necessidade de oferecer e viver o afeto das pessoas que a rodeiam. Umas mais, outras menos, mas todas necessitam.

Mas às vezes sinto que a cada dia as pessoas têm mais dificuldades em expressar o que sentem. Chega a parecer que estamos perdendo as nossas habilidades em dizer ao próximo o que sentimos por eles. É possível observar que isso tem tomado uma proporção que nos faz sentir “estranhos” por expressarmos o que sentimos.

Pare e pense um pouco. Se é tão necessário para o homem viver o amor, por que às vezes as pessoas ficam sem jeito em presentear a pessoa amada com um buquê de flores? E por que isso é algo que está ficando raro?

Se precisamos do afeto, por que nós mesmos temos cada vez mais dificuldades em dizer ao outro o quanto ele é importante para nós?

Inclusive, quando foi a última vez que você disse a alguém o quanto essa pessoa é importante para você?

Posso notar que muitas pessoas acreditam que outras pessoas gostam delas, apenas pela forma a qual agem e não por já terem expressado isso. E é algo tão simples dizer: “você é legal, eu gosto de você!”.

Necessidade de afeto tem remédio.

Ainda bem que o remédio é algo muito gostoso e agradável de se tomar, cuja composição é o amor, o carinho e atenção…

Não espere que seu estoque de afeto termine para que você o preencha. Sugiro que corra e demonstre o que você sente pelas pessoas. Desde que você saiba aonde pisa, é claro.

Para não se frustrar, não espere muito o que as pessoas vão lhe responder. Contente-se apenas em ter tido a oportunidade de dizer o que sente por elas. Quem sabe a sua demonstração de afeto incentive a outra pessoa a expressar o que ela sente. Gosto de pensar que as pessoas que mais oferecem são as que mais recebem.

Você já se questionou sobre nossa necessidade de amor? Por que vivemos na busca de encontrar alguém que preencha nossas vidas? Dessa necessidade de ter alguém que nos complete? A vontade da segurança e proteção faz parte de todas as pessoas, até mesmo aquelas que negam tal fato. Sentir falta dessa ligação com o outro é de nossa essência. Como dizia Aristóteles “O homem é um animal social”.

É da natureza humana essa carência de ter ao seu lado alguém especial.

A necessidade de ser amado pelo outro vem da necessidade de se amar. Como as vezes não fazemos bem esse papel, o transferimos para uma outra pessoa.

Aristóteles fundamenta a tese que “o homem é um animal social” dizendo que a união entre os homens é natural, porque o homem é um ser naturalmente carente, que necessita de coisas e de outras pessoas para alcançar a sua plenitude. Aristóteles afirma:

“As primeiras uniões entre pessoas, oriundas de uma necessidade natural, são aquelas entre seres incapazes de existir um sem o outro, ou seja, a união da mulher e do homem para perpetuação da espécie (isto não é resultado de uma escolha, mas nas criaturas humanas, tal como nos outros animais e nas plantas, há um impulso natural no sentido de querer deixar depois de individuo um outro ser da mesma espécie).” (Política, I, 1252a e 1252b, 13-4). Essa é a opinião de Aristóteles.

Milhões de palavras foram gastas, ao longo dos séculos, para descrever os mistérios da paixão. Do matemático Blaise Pascal (“o coração tem razões que a própria razão desconhece”) ao físico Albert Einstein (“como a ciência poderia explicar um fenômeno tão importante como o amor?”), todas as maiores mentes da humanidade se declararam impotentes frente aos mistérios e caprichos da paixão. Elas estavam erradas. A ciência está começando a descobrir que existe, sim, lógica no amor. E, quem sabe, até uma fórmula. Matemáticos da Universidade de Genebra estudaram 1074 casamentos, analisando diversas características dos cônjuges, e chegaram a uma fórmula do que seria o par ideal – com maior taxa de felicidade e menor risco de separação. A mulher deve ser 5 anos mais jovem e 27% mais inteligente do que o homem (o ideal é que ela tenha um diploma universitário, e ele não). E é preciso experimentar bastante antes de decidir: uma análise feita pelos estatísticos John Gilbert e Frederick Mosteller, da Universidade Harvard, apontou que, se você se relacionar com 100 pessoas durante a vida, suas chances de encontrar o par ideal só chegam ao auge na 38ª relação. Faça tudo isso e você será premiado com 57% mais chance de ser feliz. Mas, se você achou essas condições meio sem sentido, ou no mínimo difíceis de seguir, acertou. As conclusões são puramente estatísticas, ou seja, projetam um cenário ideal e não levam em conta as decisões que as pessoas realmente tomam: praticamente todos os casais estudados pelos cientistas suíços (para ser mais exata, 99,81%) não viviam seguindo à risca a fórmula. Afinal, as pessoas não são equações. São uma pilha de neurotransmissores, hormônios – e experiências.

Imagine que você está numa festa. Muita gente interessante, troca de olhares, paquera. Na dança do acasalamento humano, os homens dão mais valor à beleza e à juventude – e as mulheres estão mais preocupadas com o nível socioeconômico do parceiro (sim, isso inclui dinheiro). Você provavelmente já sabe disso. É universal. “Num levantamento que fizemos com 10 mil pessoas, em 37 países, essas diferenças sempre se mantiveram – independentemente de local, habitat, sistema cultural ou tipo de casamento”, afirma o psicólogo evolutivo David Buss, da Universidade do Texas, em seu livro A Evolução do Desejo. O que você não sabe é que essa diferença não é um clichê sexista – tem uma explicação cerebral. Quando o homem olha uma foto de sua mulher ou namorada, sua atividade cerebral se concentra nas áreas de processamento visual – como a área fusiforme, que processa as imagens de rostos. Já quando a mulher vê o homem, aciona circuitos relacionados a memória, atenção, motivação e inteligência. Conclusão: para as mulheres, a beleza realmente não é o principal.

Ela é importante. Mas não é um objetivo em si; é um instrumento que a mulher usa para descobrir mais sobre o homem. Um estudo da Universidade de Michigan comprovou que, quando estão cogitando ficar ou ter um caso passageiro, as mulheres costumam preferir homens de traços bem marcados, masculinos. Mas, na hora de pensar numa relação séria, optam pelos que têm traços mais delicados. Isso acontece porque os homens de traços duros costumam ser saudáveis e passar genes de boa qualidade para os descendentes – e por isso são considerados instintivamente atraentes pela mulher. Mas eles também geralmente têm mais testosterona – hormônio que aumenta a propensão à violência e à infidelidade.

Pode parecer estranho, mas a primeira pergunta que gostaria de fazer e ouvir a resposta seria: Por que você precisa de alguém? Podemos ter respostas como: necessidade de carinho, necessidade de atenção e de ser ouvido, necessidade de mostrar aos outros (ou um determinado outro) que sou capaz disso, necessidade de ajuda, necessidade de segurança, necessidade de alguém para passar o tempo.

Imagine quanta demanda temos em ter alguém para nos dar carinho, atenção, ajuda, apoio, tempo e ainda possamos mostrar ao mundo tudo isso. Não seria muita expectativa para uma outra pessoa nos bastar?

Não vou falar nada muito diferente que os outros — acredito só com outra abordagem. Basicamente todos nós queremos de alguma forma ser amados e isso vem da nossa miopia coletiva de não percebemos o que realmente é o amor. Temos essa necessidade de buscar algo, que na verdade está dentro de nós a todo momento.

Do sonho à realização dos objetivos

somo feitos da mesma matéria de nossos sonhos

Defina o que deseja concretizar e aprenda a fazer um plano de ação.

Milhões de pessoas oram todos os dias pedindo que lhes seja mostrado o caminho, que tenham forças e fiquem livres dos perigos. Entretanto, poucas pessoas se perguntam para onde estão indo, o que querem realmente da vida, o que vão verdadeiramente ganhar ou perder quando chegarem lá. Mas como, se nem sabem para onde querem ir?

Antes de procurar o caminho devemos especificar nossos objetivos. Estes devem estar alinhados com os nossos valores, nossos princípios orientadores, dos quais não queremos e não podemos nos afastar. É como diz o escritor norte-americano John Schaar: “O futuro não é o resultado de escolhas entre caminhos alternativos oferecidos pelo presente, e sim um lugar criado. Criado antes na mente e na vontade, criado depois na ação. O futuro não é um lugar para onde estamos indo, mas um lugar que estamos criando. Os caminhos não são para ser encontrados e, sim, feitos. E a ação de fazê-los muda ambos, o fazedor e o destino.”

O futuro não é o resultado de escolhas entre caminhos alternativos oferecidos pelo presente, e sim um lugar criado.

Objetivos respondem a pergunta “O que eu quero alcançar? “Liste seus objetivos por escrito. Não importa quais tipos de objetivos você tenha em mente. Eles devem ser escritos. O que não merece ser escrito, não merece ser realizado.

Depois escrever, parta para seu plano de ação, que se resume em como alcançar meus objetivos, quais os recurso já tenho e de quais vou precisar, quem pode me ajudar? Esses objetivos dependem somente de mim ou dependem também de outras pessoas?

Estabeleça uma data específica para concretizar esse objetivo.

Claro, que todo objetivo depende de estratégias. É hora de pensar nelas. Como conseguir os recursos? Como convencer outras pessoas a me ajudarem? Quantas horas por dia, por semana, devo me dedicar a cada projeto? A palavra estratégia, significa “arte do general”, do francês stratégie; “ofício ou comando do general”, do grego strategia. Como a etimologia evidencia, estratégia tem a ver com a preparação detalhada e cuidadosa para a batalha. O general que for para a batalha sem se preparar está condenando o seu exército a sangrar, o seu país à derrota no campo de batalha.

Estabeleça as evidências sensoriais orientadoras. Evidências são os sinais, os indicadores de que estamos no caminho certo. Se um dos meus objetivos é fazer um curso em outro país, visitar o site da universidade é um indicador. Escrever um e-mail pedindo informações e a resposta desse e-mail é outro indicador. As pessoas em geral não valorizam nem prestam atenção às pequenas coisas que fazem nem ao que acontece diariamente. Depois ficam frustradas quando não conseguem ou se surpreendem quando seus objetivos são alcançados meio “ao acaso”. A construção de um edifício é resultado de uma infinidade de pequenas ações continuadas e ininterruptas. Milhares de tijolos são assentados um a um. Porém o edifício só fica pronto depois de um último detalhe final, como a instalação da última tomada elétrica, que sozinha representa muito pouco, diante de tudo que foi feito.

Não fique somente no sonho. Parta para a ação. Lembra da música de Milton Nascimento? “Longe se vai sonhando demais, mas onde se chega assim?” As pessoas bem-sucedidas são muito focadas. Trabalham muito para conseguirem o que querem.

Esteja atento aos seus pensamentos e estado emocional. Pensamentos são como pequenas pessoas falando dentro de nós. Essas conversas ocultas determinam o que vamos fazer, que caminho vamos seguir. Nossos pensamentos mudam o tempo todo, e nunca sabemos qual será o nosso próximo pensamento até que ele apareça. Não posso controlar meu próximo pensamento, mas posso controlar o meu pensamento atual. Por isso, escute atentamente o que está falando para você mesmo.

Jamais diga que eles são grandes demais. Se você os objetivou é porque é capaz de alcança-los. Outra tolice é achar que sonhos são bobagens de tolos que jamais alcançam suas metas. E, muito importante, não diga não posso. Você pode, sim.

O ser humano é capaz de realizar qualquer coisa, desde que acredite e se comprometa. Há uma fase famosa de Henry Ford sobre isso: “Se você disser que pode, você está certo. Se disser que não pode, você também está certo.”

Não estamos falando aqui de coisas absurdas, como mergulhar e explorar as profundezas do oceano sem treino e sem equipamento. Estamos falando de objetivos reais, como concluir um mestrado, comprar a casa dos seus sonhos, conseguir formar seus filhos na faculdade, conquistar um novo emprego ou ser promovido no seu emprego atual.

Nossos pensamentos orientam nossas ações e nossos estados emocionais.

Quando pensamos o quanto somos abençoados, o quanto a vida é bela, e o quanto somos privilegiados, entramos num estado de graça emocional. Temos mais disposição, nos tornamos mais alegres, mais fortes e mais felizes. Mas quando dizemos que a vida é dura, que as coisas estão difíceis, e quando vemos os desafios como grandes problemas, como barreiras difíceis de superar, ficamos tristes, enfraquecidos, nos vitimizando, pobres criaturas, abandonadas à própria sorte, sem controle do nosso destino.

Crie o hábito. Condicione fazer pelo menos uma ação diária em direção dos seus objetivos. Nosso corpo, nosso cérebro e nossa mente são condicionados pelos nossos pensamentos e nossas ações. O condicionamento é uma coisa incrível, quando nos condicionamos a fazer tudo que precisa ser feito. É, porém, um inimigo implacável, quando nos deixamos levar pela correnteza da vida, quando cantamos a música do Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar, vida leva eu”.

Portanto, não fique aí parado. Estabelecido o objetivo, faça o seu plano de ação e comece a agir imediatamente, acredite em você mesmo, acredite na vida e nas pessoas, parta para a ação, seja persistente. Observe o curso do caminho e vá fazendo os ajustes de percurso quando estiver se afastando do destino. Você se surpreenderá com os resultados.