A Terra é azul

Gagarin

Na verdade nem sabia sobre o que falar. Precisava de uma terapia para a alma. Escrever sempre me acalmou. Consegui silenciar o tumulto dos pensamentos escrevendo.

Quando era muito pequena formulava pequenos versos e os espalhava pela casa, onde meu pai ou minha mãe pudessem achá-los. Deram-me livros de Monteiro Lobato para ler. Gostei, porém, não era sobre aquelas histórias que gostaria de falar. Olhava os céus e me imaginava voando pelas estrelas, onde encontrava mundos diferentes. Seres diferentes, com linguagens diferentes, sem lhes captar o significado. Ficava feliz nesses espaços. Era como se fizesse parte do Universo.

Quando li numa revista a viagem de Yuri Gagarin para o espaço, tive um acesso de choro misturado com alegria. Parei sobre as frases pronunciadas por aquele homem: “A Terra é azul” e “Olhei para todos os lados, mas não vi Deus”. Passei a admirar aquele homem durante toda a vida. Minha mãe não entendeu a reação. Por que uma garota de dez anos chora por uma descoberta, apesar de importante para a humanidade, mas distante da realidade em que viviam?

Esta garota aqui passou a viver em transe e procurava tudo que pudesse ser escrito sobre ele e sobre o espaço. Recortou reportagens, fez colagens, escreveu suas emoções e o que pensava sobre a descoberta para o mundo. Seu corpo tremia, como se já tivesse vivido uma experiência semelhante. Pensou em seus devaneios sobre outros mundos e já se imaginava viajando pelo espaço. Era isso que faria quando crescesse.

Agora já mais velha, mas ainda curiosa pelo assunto, talvez venha um dia conseguir um livro de ficção sobre o além do azul da Terra.

 

 

Sou navegante da vida

sou navegante da vida

Distância? Isso não atrapalha! O perto é impermanente. Juntar nossas vidas no tempo volátil é o amor ressuscitando. Que importa a distância, o tempo.  Deixa eu sentir esse seu calor. Vem logo pra mim meu amor. No ar, no sol, na chuva que molha nossos corpos e nas lembranças de cartas trocadas. Mesmo que elas não tenham sido claras, foram ditas, falavam de amor, calor, vida.

Relacionamentos à distância são ingredientes incorpóreos, sim, mas permanentes no coração. O amor pode se realizar no pensamento, como algum poeta já cantou. A distância não é falta de amor, mas falta da relação física. Que importa a distância, o contato, se nosso amor está no ar, no céu, no vento, na vontade. Vontade de encantar a pessoa que está no outro monitor.

Tenho guardado na memória todos nossos momentos, desde quando nos conhecemos até o dia de hoje. Distância é algo extremamente variável. Apenas a força do sentimento é capaz de fazer um relacionamento resistir a um amor à distância.

É realmente inacreditável como podemos amar uma pessoa apenas por conhecer as palavras e as fotos dela. Não é necessária sua presença física ao meu lado, para sentir você presente em tudo. Aqui é apenas um monte de letras juntas, mas cheias de sentimentos, sopradas pelo vento ao seu encontro.

Ninguém disse que seria fácil, ninguém disse que todos iam nos apoiar, ninguém disse que a solidão daria trégua e muito menos a saudade. Mas não importa…nada disso é maior do que o nosso amor e do que vivemos e podemos viver neste mundo mágico só nosso.

O cronista Gabriel Garcia Márquez

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O jornalismo ocupa um espaço de especial importância na obra de Gabriel García Márquez. Funciona como laboratório para sua escrita. Embora tenha produzido um número expressivo de trabalhos literários e jornalísticos, o objetivo desta crônica está centrado na produção das crônicas do autor colombiano.

A atividade de García Márquez como cronista inicia simultaneamente à sua caminhada jornalística. A consagração desse pendor literário do escritor acontece a partir de 1980. É o momento que assinala seu retorno às páginas do jornal El Espectador, de Bogotá, o periódico que ele havia deixado 20 anos atrás, quando publicou o último texto da série Jirafas. Sua coluna diária foi mantida por mais de um ano sob o pseudônimo de Septimus, nome inspirado no personagem de Virginia Woolf. Inúmeros pseudônimos, aliás, era uma constante na vida de Garcia Márquez.

Afastado das redações, posto que assoberbado entre suas atividades com compromissos políticos, reportagens de campo e a produção de seus romances, retoma o ritmo da escrita jornalística, e assume a tarefa em outubro de 1980, voltando a escrever uma crônica por semana. Como ele próprio afirma “com a mesma alegria, a mesma vontade, a mesma consciência, a mesma alegria e muitas vezes com a mesma inspiração que teria para escrever uma obra maior”.

Nos primeiros quatro anos da década de 80 o escritor produziu 167 crônicas, que foram publicadas também em outros importantes veículos da imprensa internacional como os jornais The New York Times, La Nación, El País e El Tiempo e, as revistas: Cambio, Time e Vogue. A razão de escolher falar sobre suas crônicas é mostrar como se comporta o cronista García Márquez desde o ponto de vista de suas posições ideológicas de esquerda. O mesmo vale para conhecer suas reações quando o tema diz respeito ao universo dos escritores.

A partir desse entremeio foi possível chegar às relações que o Jornalismo mantém estreita relação com a Literatura. É a época do advento do novo jornalismo. Passaram a se ajustar ainda mais pois foi à Literatura que a imprensa recorreu para conferir às crônicas e reportagens um novo olhar sobre a notícia. De lá para cá, depois de Truman Capote, Gay Talese, Tom Wolfe, entre outros, os limites entre o fazer literário e o fazer jornalístico deixaram as fronteiras e se aportaram nas crônicas.

Dessa hibridez, os textos ficam na ambiguidade entre a ficção e o jornalismo. Agregam características marcantes como a ambivalência, a fragmentação e a subjetividade. Esse caminho permite ao escritor colombiano recuperar sua boa forma no escrever e sua impulsão ao eleger temas pertinazes ao complexo momento político e social enfrentado pelo mundo no início da década de 80. Mas, da mesma maneira permite que García Márquez perambule entre a ficção e o cotidiano, usando de seu refinado e perspicaz humor para tratar de assuntos triviais também eleitos por consagrados outros escritores. Tudo isso acomodado nas várias camadas que a arquitetura do texto supõe. O que desvela um cronista erudito, entranhado à sua dedicação visceral com as palavras e à tessitura da narrativa. Não, com isso, o afasta de seu compromisso com o jornalismo, o de informar.

Crença em meus sonhos

contos

Acredito que vou ser uma escritora cada dia melhor. É o que amo fazer.  Isso mantém meu lado emocional tranquilo e sadio. Mas, não descuido do aprendizado. Leio muito, converso com outros escritores, aceito conselhos e assim vou burilando minha escrita.

A cada dúvida se sou boa o suficiente, o pensamento fixa-se em meus sonhos. Pretendo ter leitores que amem o que escrevo. Essa é a maior satisfação do escritor.  Às vezes, uma pequena voz fala comigo, dizendo que estou persistindo demais. Que meus sonhos não são razoáveis. Mas, logo depois ouço meu coração dizer que estudar, persistir e nunca deixar de tentar é o verdadeiro caminho daquele que ama o que faz.  Essa voz fala mais alto do que qualquer outra coisa.

Quando você se apaixona tudo gira em torno do objeto da paixão. Assim para mim é a escrita. Por vezes ela fica abafada pelas circunstâncias do cotidiano, dos resmungos daqueles que desejam mais atenção. Nesses momentos o pessimismo toma conta. Enfio-me num poço escuro e perco o elã da vida.

Somente o esforço hercúleo para não ouvir essas vozes e o pessimismo interno levanta meu ânimo e volto ao verdadeiro caminho da minha missão de vida.

Reflexiono sobre as necessidades de meu próximo, dou amor, mas volto à minha paixão. Ela me enriquece como ser humano e me faz ser melhor companheira daqueles que me acompanham na vida. A razão de outros por vezes me incomoda. “Tem que ser assim ou assado”. Não isto não dá certo. Qualquer escritor entenderá o que digo. É preciso perseguir seus sonhos. Somente persistindo nessa caminhada você conseguirá respirar o ar que veio receber nesta Terra.

Quando escrevo me transporto ao paraíso, sinto o pulsar do meu coração, meu corpo todo se aquece de amor e felicidade.

Eu tenho que escrever.

É difícil, às vezes. Quero dizer, há tantos escritores lá fora, e aqui dentro de sua vida tantos nãos, que o esforço se arrefece, a dor entristece. E a escrita não é uma opção fácil. É preciso pesquisa e dedicação. O importante é seguir em frente, desenvolvendo  as minhas habilidades e técnica. Sei que os obstáculos acirra a vontade e, mais, para mim  contribui com a criatividade, desta forma fico mais corajosa e obstinada.

Eu só sei que eu sou uma artista. Minha alma canta, dança e exulta com a arte de viver e meus escritos denunciam esse estado de ser.  O único desafio é encontrar meu tempo de solidão para desenhar meus escritos e contar minhas histórias.

Abrir uma estrada para o futuro

o voo da aguia

Sempre achei que todo povo pode e deve trabalhar visando um futuro melhor para seu país.  Podemos nos lançar numa aventura incrível de transformação do Brasil. Ficarmos inertes e omissos diante da situação caótica da política brasileira não resolverá qualquer problema. A revolução de ideias é o melhor caminho. A sociedade precisa se engajar em pequenos grupos para auxiliar os que necessitam aprender a ler e escrever. Enquanto se preleciona a língua portuguesa, paulatinamente irá sendo inculcado no cérebro do povo simples que somente um governo honesto, educado, culto e com gestão correta poderá retirar o país do lamaçal a que foi submetido.

A par dos escândalos é preciso educar nossos filhos e netos que eles podem auxiliar com trabalhos voluntários, aclarando a mente dos menos favorecidos pela sorte. Uma sociedade consciente pode fazer sua revolução que trará inúmeros benefícios na aplicação dos votos de eleitores menos preparados e esclarecidos.

As principais mudanças dizem respeito à maneira como as pessoas devem comunicar-se entre si. Unir forças é preciso. Uma ideia de progresso sem máculas pode tornar-se realidade com esse trabalho de esperança e não de dissensões.

Essa revolução consciente trará benefícios e problemas muito maiores do que os construídos e pregados por políticos com ideias obsoletas serão solucionados.

Óbvio que não existem mapas confiáveis nesses territórios inexplorados, mas podemos aprender lições importantes com o processo de criação e desenvolvimento de uma nova geração de cidadãos, que movimentará o Brasil daqui por diante.

Decididamente não estamos na crista da onda. Porém, esquecendo os problemas e olhando para as soluções, que a cada mente criativa do brasileiro saberá trazer para essa revolução de ideias poderemos, sim, mudar nosso país.

Alguns esperam, outros temem opinar e muitos se omitem completamente. A revolução da comunicação está só no começo. Uma pequena ideia que pode germinar e ramificar por muitas outras formas de mudanças da consciência do brasileiro desavisado. Todos temos que tomar decisões cruciais, e é preciso um círculo cada vez maior de cidadãos de bem para que os benefícios sejam auferidos. Não podemos deixar o debate apenas nas mãos de políticos que somente visam seu interesse pessoal, nem podemos deixar apenas nas mãos da Justiça uma mudança radical. O povo é responsável pelo seu país

Se isso puder ser feito a formação política de todos os brasileiros servirá de mola mestra para a mudança radical da consciência que a desonestidade não tem mais espaço no nosso Brasil. Com esse caminho alçaremos voo para a ordem e progresso.

O tempo não tem volta

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Interessante como temos uma visão equivocada sobre a vida e nosso papel dentro desse espaço físico que é o viver. Anos passam e somente com a maturidade aprendemos coisas que nos seriam de grande valia para evitar erros. Muitos de nós gostaríamos de voltar no tempo e poder aplicar os ensinamentos recebidos. Ocorre que o tempo não para, ele segue indiferente às nossas emoções, nossas decepções conosco e com outras pessoas.

Para mim, os dias agora têm grande valor. Desde o levantar me comprometo a ser melhor do que ontem.

Quando estou doente, com alguma dor, agradeço a Deus porque estou viva e ainda tenho tempo para modificar situações nas quais possa interferir. Quando foge ao meu alcance a solução de algum problema, deixo nas mãos do Divino.

Anteriormente, na época em que era mais nova, tinha muito medo da vida, tinha medo de não vivê-la, de errar muito e não conseguir consertar.

Com a maturidade percebi que o céu apresenta tempestades, os caminhos são recheados de percalços, porém a solução vem.

Então conclui que só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo. É necessário ter sabedoria para usar lágrimas e irrigar o solo ressequido pela incompreensão de muitos, principalmente os mais próximos. A dignidade da sabedoria é transformar isso em aprendizado.

Somente os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência. Para tanto aprendi a usá-la melhor. A inteligência emocional é a força motriz para uma vida mais pacífica e de esperança.

Tornei-me uma sonhadora, mas de sonhos com disciplina, pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas. Descobri que podemos entender as situações mais complicadas se houver esperança e amor dentro do coração.

Resolvi aceitar o que não posso modificar e lutar pelos meus princípios e pelo que amo. Não aceito mais imposições de conceitos que violentem minhas emoções.

Luto pelo que amo, respeitando sempre o espaço do outro. A vida ficou mais leve, o coração mais cheio de esperança e aprendi a caminhar sem tropeçar tanto.

Tenha a coragem maior que o medo

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A vida é como uma câmera. Foque no que é importante, capture bons momentos, desenvolva a vida a partir dos dados negativos. E, se as coisas não derem certo, não desista, tire outra foto.

Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por omitir.

Que a coragem seja maior que o medo e que a força seja tão grande quanto a fé.

Lembre-se sempre: no ontem você era inteligente, queria mudar o mundo. No hoje aprendeu a ser sábio, mudando a si mesmo.

A máxima ser feliz é ter uma vida perfeita é uma falácia. Mas deixar de ser vítima dos problemas transforma qualquer um no autor da própria história.

A vida é curta. Quebre as regras, perdoe rapidamente, beba lentamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca se arrependa de nada que o faça sorrir!

Um dia você ainda vai olhar pra trás e ver que os problemas eram, na verdade, os degraus que o levaram à vitória.

Dificuldades preparam pessoas comuns para destinos extraordinários. Que não falte fé, esperança, coragem e disposição para correr atrás de seus objetivos.

O azar morre de medo de pessoas determinadas. Quando faltar sorte, faça sobrar atitude…

Quando pensar que já chegou ao limite, descubra que é aí que os vitoriosos dobram forças para ir além. No final, sempre dê risada. Não largue pelo caminho a estranha mania de ter fé na vida. Sorria para vida e ela sorrirá para você.

Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender.

Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a você decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar, porque no caminho incerto da vida o mais importante é o decidir.

Se você seguir em frente espalhando coisas boas por onde passar, a vida se encarrega de trazer outras melhores ainda.

Tente uma, duas, três vezes e se possível tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeiras tentativas, a persistência é amiga da conquista. Se você quer chegar aonde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz.

Não desista de nada só porque é difícil. Pois o que é difícil de se conquistar, também é difícil de se perder!

Sempre tenha em mente que pode ainda não ter chegado onde queria, mas está mais perto do que ontem.

Se for pra desistir, desista de ser fraco.