O que é o amor?

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Muitas vezes nos perguntamos o que é amar? Amar de verdade, sem peias ou amarras. Pois eu vejo o amor de verdade como saber, reconhecer e aceitar a pessoa como nós somos. Assim, não há como ver defeitos e virtudes. O importante é que as virtudes são muito importantes para nós e os defeitos não são incomodativos para nossa vida, que os costumes também não incomodem, que nem tudo é cor-de-rosa e que não vivemos em um conto de fadas.

O amor verdadeiro é algo que vai além de amar as coincidências. Um amor sincero e verdadeiro é se apaixonar pelas diferenças com grande intensidade, ser tolerante com os erros e abrir as portas para a confiança. Principalmente a confiança. Seu amor deve ser seu maior amigo e confidente.

Uma pessoa não pode dizer que ama o outro até que não conheça seus demônios, sua raiva, sua chateação e suas contradições. É necessário amar de verdade para compreender que em um relacionamento nem tudo é beleza; também há caos e, junto a ele, dinamite.

Resumindo, o amor não se conceitua, não se define, pois não é algo palpável, concreto, porque o amor é conviver cuidando de pequenos detalhes, armando quebra-cabeças e montando castelos de sonhos e desilusões no ar. Se assumirmos isso, conheceremos o verdadeiro valor da permanência, veremos que há sentimentos que perduram, que não são de usar e jogar fora.

LEI DA ATRAÇÃO – PRIMEIRO

Lei da atracao - pensamentos positivos

Tenho pensado muito sobre a vida nos últimos anos. Sempre acreditei que podia criar o meu destino. Porém, nos últimos tempos acabei aprendendo que nossos pensamentos é que determinam nosso destino. Existem dois tipos de pensamentos os positivos e os negativos. É importante que você foque nos pensamentos positivos. Isto pode ficar em nossas mãos se soubermos controlar nossas mentes inquietas. Eles, os pensamentos, são como pequenas entidades espirituais que nos acompanham e aqui nos colocaram, no lugar onde chegamos. São forças muito acima de nossa imaginação ou de nossa mente estreita e inquieta na busca de fazer nossa história de vida. Eu as denomino seres espirituais, nossos mestres de outra dimensão. São eles a se deleitarem na criação de nossa história, definindo rumos, emoções, sentimentos, momentos mais alegres ou mais tristes. Assim, cabe a cada um de nós domarmos nossos pensamentos. A cada pensamento negativo seja sobreposto um positivo e neste deve ficar nossa vontade.  Repetir várias vezes, imaginar e lembrar situações agradáveis com muita frequência.

Claro que percebi ser preciso  muito controle mental par alcançar esse situação, mas é tentando que se consegue o controle. Assim, tenho controlado todos os dias meus pensamentos e percebi que muita coisa tem mudado em minha vida, inclusive aceitado com tranquilidade as coisas que vem do mundo e respeitado de forma mais amável. A tranquilidade chegou e posso trabalhar meu cérebro para melhorar cada vez mais minha vida. Proponho a você que tente fazer o mesmo. Espero que alcance muitos de seus sonhos.

Sobre a esperança

VOTE-COM-CONSCIENCIA-E-HONESTIDADEEstamos num momento bastante propício para falarmos sobre o assunto. Conforme definição e conceito, esperança é substantivo feminino que indica o ato de esperar alguma coisa, pode ser também um sinônimo de confiança.

Ter esperança é acreditar que algo muito desejado irá acontecer, conforme nosso desejo. A esperança pode ser fundamentada (ou realística) ou baseada em alguma utopia, algo que dificilmente será alcançado.

Em sentido figurado, a palavra esperança pode dizer respeito a alguma pessoa na qual é colocada um elevado grau de expectativa. Ex: A minha escolha para o Presidente da República do Brasil será o homem certo para o lugar certo. Isto é a minha esperança de um futuro melhor para o nosso país. Não vou me basear em pesquisaras, mas na minha consciência de que estou escolhendo um homem probo, honesto, íntegro, e capacitado para conduzir o Brasil a um futuro melhor.

No âmbito da  Bíblia, a esperança é uma das três virtudes teologais, conforme é possível comprovar em 1 Coríntios 13:13: “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.”.

Durante muito tempo a esperança foi debatida por pensadores, filósofos, poetas, políticos e tantos outros que veem nesta, ora uma virtude, ora um subterfúgio, para a fuga da realidade.

Albert Camus, por exemplo, sempre pessimista, disse que “toda a infelicidade dos homens nasce da esperança”. O grande mestre romano da política, Sêneca, foi peremptório: “deixarás de temer quando deixares de ter esperança”. Mas, o mesmo Sêneca afirma que “os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças”. Isto é muito importante para nossas decisões.

Quando falamos de esperança, tratamos, indiscutivelmente, de valores que, para muitos, são essenciais. Na medida certa é através destes sentimentos que encontramos sentido para a realização de sonhos, de desejos, de utopias. A esperança, portanto, é um ponto de partida, uma busca por algo que acreditamos ser possível alcançar, e quando isto deixa de existir, morrem-se os sonhos e, consequentemente, surge a infelicidade.

Neste sentido, não há contradição nas assertivas de Camus e de Sêneca. Se existe medo de algo ruim, é porque existe a expectativa de algo bom. Logo, o fim da esperança, é o fim do medo, mas ao mesmo tempo pode significar o fim do desejo de lutar. E é evidente que o fim das esperanças traz infelicidades, pois estas são uma consequência da não realização das expectativas quanto à determinado fato ou situação. Em nosso caso, o homem certo no lugar certo.

Desta forma, a esperança, no caso atual, só depende da capacidade dos brasileiros de votarem com consciência,.  no candidato mais apropriado para o futuro do Brasil.

Esse será o elemento que impulsionará nosso país para a frente. A nossa vontade construtora é uma arma poderosa para enfrentar as dificuldades, e um caminho para chegar ao fim determinado: o homem certo no lugar certo.

É possível que as esperanças sejam exageradas, absurdas? Talvez, mas como disse certa vez Albert Einstein, “se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela”. Logo ele, o mestre do impossível, o homem que relativizou a própria matemática…

Aristóteles, um dos pais da filosofia, disse ser a esperança “um sonho feito de despertares”. E aqui chegamos a um outro ponto de reflexão importante! Se é um sonho que nasce no momento em que despertamos de um determinado fato ou realidade, a esperança também pode ser a fonte para um devir, para uma ação consciente destinada à transformação do Brasil, conforme desejamos. Assim, se deixamos de ter esperança, passamos a não mais acreditar e a aceitar pacificamente a realidade que nos é imposta, deixando de sonhar para vivenciar uma vida estática, sem movimentação, quem sabe um pesadelo…

É exatamente neste sentido que o nosso dever deve ter caráter transformador. Somos aqueles que, apesar, de todas as vezes que alguém vai atacar uma ação transformadora apela para o fato de sermos realistas. Assim, apesar do desânimo, não podemos deixar de ter esperanças mais amplas. Para isso é necessário que não nos subjuquemos por formalidades que estabeleçam dominação sobre a vontade maior do povo brasileiro e que possam vir destruir nosso mais caros nossos sonhos. Limitá-los à uma realidade que não pode ser rompida. Devemos, para isso derrubar barreiras, redomas, paredes. Pois o fim da esperança é o início do sucesso de medidas de restrição. O fim da esperança é a mola propulsora das ditaduras.

Ora, se o fim da esperança também é o fim dos sonhos, dos desejos, das utopias ou, até mesmo, do medo de que as coisas não ocorram da melhor forma, então a esperança é essencial.

É por isto, que quando pensamos na construção de um futuro para o Brasil, onde as pessoas sejam mais felizes, nós devemos assumir a nossa radicalidade, a nossa responsabilidade e sair por aí, permanentemente, semeando a esperança onde esta se fizer necessária.

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O que faz a diferença de educação entre dois países

Não vou gastar palavras sobre o assunto, porque J.R Guzzo foi brilhante em seu artigo na Veja edição 2592, ano 51 de nº 30. Peço apenas que você leia a reportagem brilhante desse articulista. Sei que muitos não têm acesso à Veja e assim resolvi fazer uma cópia da página e colocar aqui, para que cada vez mais brasileiros vejam e constatem a diferença do Brasil com países desenvolvidos, que sabem com seriedade separar a vida privada da pública.  Na verdade a diferença entre duas maneiras de ver o papel da pessoa pública. Acredito que somente com total transformação na educação brasileira, poderemos sonhar com belos exemplos como o aqui demonstrado.

Veja reportagem016 - Copia

Por favor, repassem. Precisamos repetir ao máximo bons exemplos.  Fiz a minha parte. Ajude. Faça a sua.

ANVISA libera suplemento de Moringa Oleífera no Brasil.

Moringa

O suplemento de Moringa Oleífera Max Moringa está liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pelo o Art. 26, Decreto 79.094/77 – Lei 6.360/76. É isento de registro de acordo com a resolução nº 23 de 15/03/2000, garantia de que o produto é seguro e não faz mal para a saúde.

Lembrando que a Anvisa é uma agência reguladora vinculada ao Ministério da Saúde e trabalha no controle sanitário de os produtos e serviços comercializados no Brasil passivos de regulamentação de acordo a legislação vigente no país.

A liberação da Anvisa é obrigatória para preservar a segurança da população e todos os produtos vendidos em território nacional precisam passar pelo aval rigoroso da Agência.

O que é este suplemento?

É composto com Moringa Oleífera usado com sucesso em países como Canadá, Japão e Índia para o tratamento de doenças crônicas.

Já está disponível no Brasil uma nova fórmula que devolve a qualidade de vida para pessoas que sofrem com açúcar alto no sangue.

Sem efeitos colaterais, o suplemento inédito no país já faz sucesso em vários países no mundo, como Canadá e Japão.

Trata-se de uma fórmula desenvolvida com a Moringa Oleífera, conhecida também como Árvore da Vida.

A Moringa é uma planta tropical de origem indiana e africana que por muito tempo foi estudada por cientistas e biólogos que a consideraram um “Milagre da Natureza”! Suas propriedades são incríveis e seus efeitos contra mais de 300 tipos de doenças foram testados e comprovados.

Além disso, essa planta é rica em sais minerais e vitaminas essenciais à saúde humana.

Infelizmente, essa planta não é encontrada facilmente em qualquer lugar… E mesmo quando encontrada, é necessário saber a quantidade e a forma ideal de se ingerir para aproveitar todos os seus benefícios.

Foi pensando nisso, que estudiosos, químicos, cientistas e médicos se reuniram e desenvolveram uma forma de tornar esse “Milagre da Natureza” acessível a todos, concentrando todas essas propriedades no suplemento Max Moringa, em forma de cápsulas.

O princípio da segurança jurídica no direito contemporâneo

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Diante da situação de surto epidêmico de corrupção em que vive o Brasil no momento, falar sobre o princípio constitucional da segurança jurídica no direito contemporâneo, é algo que deve ser repetido, repetido e repetido, até que todos os que não o enxergam ou contém o vírus possam divisar melhor esse princípio na Constituição de 1988.

O constituinte originário, de maneira magistral, destaca o princípio da segurança jurídica no preâmbulo da Magna Carta brasileira de 1988, exteriorizando as origens, os sentimentos, os desejos e as esperanças que trilharam o ato constituinte originário, de forma: “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”.

A não bastar, a constituinte espalhou o aludido princípio em todo o texto constitucional com objetivo de vê-lo efetivado, já que de nada valeria vermos escrita a garantia de direitos sociais (considerados como direitos fundamentais de segunda dimensão pelo jurista tcheco-francês Karel Vasak, em 1979, em uma conferência do Instituto Internacional de Direitos Humanos em Estrasburgo) sem a marcante presença de mecanismos para viabilizá-los.

Apesar de pouco explorado pela doutrina, o estudo da segurança jurídica é de forte importância para a função estatal, sem o qual o Estado não tem como cumprir sua função de promover a segurança aos seus cidadãos, principalmente no que concerne ao processo tanto civil, como penal.

Os aplicadores do Direito, em qualquer instância, deve se comprometer a seguir esse princípio para não comprometer a  segurança de uma sociedade justa, sem quaisquer óbices ou exceções.

Assim, no “caput do art. 5º, a Constituição garante a inviolabilidade à segurança jurídica. Cuida-se, sem dúvida, de outra garantia fundamental dos regimes democráticos, que consagra a proteção da confiança e a segurança de estabilidade das relações jurídicas constituídas”, ao contrário das Constituições anteriores, nossa Constituição Federal de 1988 alçou aos primeiros títulos direitos e garantias fundamentais, necessário diante da massacrante história de domínio do homem pelo homem. O constituinte de forma professoral ditou esse princípio em todo o diploma Constitucional, para evitar houvesse dúvidas do princípio de que todos são iguais perante a lei.

O autoritarismo e as diferenças entre os homens, ditados pela ordem mundial na história passada impôs as mais diversas transformações econômicas, sociais e normativas que alteraram o quadro gestado inicialmente pelos doutos da época, porquanto surgiram a partir da Revolução Industrial grandes aglomerados fabris e humanos modificando a relações sociais, necessitando, assim, da presença do Estado para estabelecer princípios fundamentais da pessoa humana, aí incluído, o da segurança jurídica.

No século XX o Estado liberal perde o seu primado. Inúmeras transformações foram inseridas nas estruturas políticas e econômica da sociedade, que sem devido controle por via de qualquer regulamentação, os fortes oprimiam os fracos.  Ora, esta foi a visão primordial do constituinte em 1988. Não haveria opressão, nem diferenças abissais, como vem ocorrendo no Brasil de hoje. Portanto, cabe aos Poderes Judiciário, em especial, Executivo e Legislativo evitar tais diferenças.

Ocorre que isso não acontece. Pelo contrário, esses poderes, constituídos para servir o povo, posto que formados por servidores públicos, criaram uma miopia quanto a igualdade entre os homens, e ao princípio fundamental para a segurança jurídica dos cidadãos de nossa sociedade.

Posto assim, a segurança jurídica pode ser direcionada tanto para a relação estabelecida entre o poder público  fundamental quanto àquela firmada entre particulares. Dirige-se para o público porquanto exerce o papel de agente segurador da vida das pessoas e instituições e, para os particulares, o dever de manter a estabilidade em toda e qualquer relação jurídica idealizada.

A segurança jurídica é um valor fundamental e, ainda, em posição precípua para o Estado de Direito e determina a certeza jurídica e a segurança do cidadão diante de arbitragens estatais decorrentes dos agentes governamentais, investidos do poder-dever de proporcionar condições ao cidadão a possibilidade de se autodeterminar e viver em circunstâncias de mútua confiança, nessa sociedade.

Em seu artigo, o professor Dr. Ingo Wolfgang Sarlet afirma que o direito à segurança jurídica (e isto vale mesmo limitando-nos à segurança jurídica) é marcado pela multifuncionalidade e complexidade inerente aos direitos fundamentais de um modo geral, assume feições de obviedade. No entanto, são justamente estas características, somadas aos inúmeros problemas e perplexidades registrados no âmbito doutrinário e jurisprudencial, por sua vez retroalimentados pelas grandes dificuldades e repercussões na esfera da aplicação aos casos concretos, que seguem imprimindo permanente atualidade e relevância ao tema.

Neste passo, tenta-se responder a seguinte indagação: qual a real abrangência do princípio da segurança jurídica? Quais são as suas dimensões? Qual seu conteúdo? Como um estado democrático de direito pode atribuir a eficácia e efetividade ao princípio da segurança jurídica no contexto atual?

É o que iremos ver e determinar se há miopia do STF em respeito a esse princípio que alicerça os demais , tendo como norte o que prescreve o “caput do art. 5º, a Constituição de 1988 garante a inviolabilidade à segurança jurídica. Cuida-se, sem dúvida, de outra garantia fundamental dos regimes democráticos, que consagra a proteção da confiança e a segurança de estabilidade das relações jurídicas constituídas”. Assim, especificamente, a Constituição arrola, expressamente, entre os direitos fundamentais, o direito à segurança jurídica. Já julgada em instâncias competentes e criada jurisprudência sobre os casos concretos anteriores, não há falar-se em discutir fatos, provas e mérito, muito menos a mudança da jurisprudência assentada, sob pena de se ferir de morte o princípio da segurança jurídica do Estado Brasileiro. Afinal é o princípio que alicerça os pilares de toda a doutrina e legislação do Brasil, de conformidade com a Carta Magna de 1988.

Princípio da Segurança Jurídica

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As leis são elaboradas com a intenção de gerar estabilidade na sociedade. Ora, se a lei diz como aquele assunto deve ser tratado e o ato jurídico foi estabelecido sobre aquele parâmetro, logo temos o direito adquirido. Principalmente se for regra constitucional, que é nossa Lei Máxima brasileira.

Assim, o direito do indivíduo conta com dois mecanismos para explicar a necessidade dessa estabilidade decorrente do Princípio da Segurança Jurídica, que possui conexão direta com os direitos fundamentais e ligação com determinados princípios que dão funcionalidade ao ordenamento jurídico brasileiro, tais como, a irretroatividade da lei, o devido processo legal, o direito adquirido, a coisa julgada entre outros.

Falando sobre a coisa julgada explicitamos que a possibilidade de recorrer à justiça para contestar algo que chegou ao fim é incabível. Quando ouvimos falar que algo “transitou em julgado” isso significa que o assunto foi julgado e já não há mais a possibilidade de recurso, seja porque quem queira recorrer deixou transcorrer o tempo sem se manifestar ou apresentou o recurso fora do tempo aprazado. Assim está encerrado tanto o feito, quanto a possibilidade de a pessoa apresentar novos recursos, além dos que já apresentou. Com a coisa julgada, a Justiça está dizendo à sociedade e às partes do processo qual é a sua decisão final.

Outro mecanismo que faz parte do Princípio da Segurança Jurídica é o direito adquirido. Todos os dias nossos legisladores estão aprovando novas leis. Mas muitas dessas novas normas dizem respeito a assuntos que já são regulados por outras normas. Logo, as novas normas estão modificando antigas normas. Porém, questione se amanhã o legislativo aprovar uma lei que modifique a lei que concedeu um benefício a você. Aquela nova lei criaria instabilidade para as pessoas que já tinham ou usufruíam o direito que a lei antiga estabeleceu. E isso geraria instabilidade na sociedade, pois ninguém poderia planejar sua vida já que estaríamos todos sob o terror de que futuras leis que poderiam ser aprovadas nos colocariam em situações difíceis ou até impossíveis de serem administradas.

É por isso que existe o instituto do direito adquirido. Esse instituto diz que os direitos já adquiridos por uma pessoa não podem ser prejudicados por novas leis. É o caso de uma aposentadoria, por exemplo. Uma reforma previdenciária não pode modificar a aposentadoria de quem já estava aposentado ou de quem já tinha o direito de se aposentar pelas normas antigas quando a reforma foi aprovada, isto porque aqueles aposentados já tinham o seu “direito adquirido”. A reforma apenas vai afetar quem ainda não tinha o direito de se aposentar quando a nova norma foi aprovada, pois essas pessoas não tinham direito adquirido, mas apenas “expectativa de direito”.

Ora, mas como é que então, no caso da Lei 8.112/99, que se refere ao Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos existe a possibilidade de cassação da aposentadoria? Isso não vai contra o que acabamos de aferir pelo estudo constitucional? Aí está, portanto a flagrante norma inconstitucional, no artigo pertinente a este assunto. Nenhuma lei pode ir contra a nossa Constituição Federal.

Toda norma que vai contra nossa Constituição é chamada de inconstitucional, e normas inconstitucionais não podem gerar direito adquirido porque elas nunca foram autorizadas pela Constituição (que é a norma máxima no Brasil). Elas são como penetras em uma festa: não importa que elas tenham invadido a festa, tão logo detectadas são retiradas e os efeitos (direitos e obrigações) que tenham gerado são desfeitos, pois são considerados aberrações jurídicas. Por isso é necessário que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie o mais rapidamente possível sobre esta norma, para retirá-la do ordenamento jurídico, já que é flagrantemente uma teratologia jurídica.