Nossa visão do mundo atual

 

Não é segredo nenhum que estamos num momento de imensas oportunidades e riscos enormes. Embora tenhamos recursos para criar um verdadeiro Céu na Terra, parecemos apenas estar criando um verdadeiro inferno.

Os números são conhecidos, mas não menos aterradores. Nossa população está explodindo, aliás duplicando-se a cada quarenta anos. Nosso meio ambiente está sendo destruído por lepras químicas emanadas da população urbana, da chuva ácida, da destruição da camada de ozônio, do dióxido de carbono e da população tóxica. Nossas florestas estão desaparecendo e os desertos aumentando.

Perto de vinte milhões de pessoas, a cada ano, morrem devagar, sofrendo dores, e desnecessariamente de fome, e mais de setecentos milhões são subnutridos.

Como se não bastasse, pairando como uma nuvem agourenta acima disso tudo, está a ameaça nuclear, que representa a possível eliminação não de culturas e indivíduos apenas, mas de toda a civilização. As ogivas nucleares atuais podem conter poder explosivo equivalente a 20 bilhões de toneladas de TNT, o que é suficiente para lotar um trem e seus vagões enfileirados por quase 7 milhões de km. Esse trem daria a volta na Terra cento e sessenta vezes ou iria até a lua e voltaria oito vezes.

Mesmo que essas armas continuem inativas, ainda assim causam morte e sofrimentos indizíveis, em razão dos testes feitos. Todos os anos, o mundo gasta mais de US$ 1 trilhão em armamento. Contudo, a Comissão Presidencial Sobre a Fome no Mundo estimou que custaria apenas US$ 6 bilhões por ano para erradicar a fome e a destruição do planeta, numa quantidade equivalente menor do que os gastos com três dias de armamentos. Não é de espantar que o Papa Francisco tenha dito porque escolheu o nome de Francisco, lembrando de Francisco de Assis: “Foi por causa dos pobres que pensei em Francisco. Depois, enquanto o escrutínio prosseguia, pensei nas guerras, e assim surgiu o homem da paz, o homem que ama e protege a criação, com o qual hoje temos uma relação que não é tão boa.” Por isso ele deplora a corrida armamentista que mata, sejam as armas usadas ou não.

Portanto, estamos diante de um momento decisivo da história humana, em que há possibilidades incontáveis de um lado, e sofrimento interminável, de outro. Em nenhum outro ponto da história humana, tivemos maiores oportunidades e riscos.

É também notável em nossa era, além do alcance inacreditável e da urgência absoluta de nossos problemas, que pela primeira vez, em milhões de anos de evolução, todas as grandes ameaças à nossa sobrevivência são causadas pelas pessoas.

Problema de ausência de alimentos, poluição e armas nucleares decorrem diretamente de nosso próprio comportamento e de medos, esperanças, fobias e fantasias, desejos e delírios que dão força a tais comportamentos. O estado do mundo, em outras palavras, reflete o estado de nossas mentes. Os conflitos que nos rodeiam reflete os conflitos que temos dentro de nós; a insanidade que existe ali adiante é um reflexo em espelho da insanidade que existe em nós.
O que isso significa é que as atuais ameaças humanas e ao bem estar dos indivíduos são na realidade sintomas de nosso estado mental coletivo e individual.

Para compreendermos e corrigirmos a condição do mundo, devemos entender melhor a fonte tanto de nossos problemas, como das soluções: nós mesmos. Como disse o senador W.F. ” Só com base num entendimento de nossa conduta é que podemos ter esperança de controlá-la de maneira a assegurar a sobrevivência da raça humana”. Nada disso pretende negar a importância das forças sociais, militares e econômicas. Pelo contrário, pretende salientar raízes psicológicas que a sustentam e que em geral, não são sequer mencionadas.

Um exemplo bastante prosaico e cotidiano é o fato de que toda tragédia noticiada por várias vezes pela mídia atual em busca de índice de audiência traz resultados positivos. A mente humana está doente. Ela tem prazer em escutar e ver o sofrimento do próximo. Isso seria um pequeno passo para a mudança do comportamento humano.

Essas raízes psicológicas estão se tornando cada vez mais compreendidas e está em andamento a realização de um trabalho destinado a criar uma psicologia da sobrevivência humana. Já foram identificados muitos fatores psicológicos e alguns deles relacionam-se diretamente a esse comportamento humano distorcido e à sua visão de mundo. Entre eles, estão nosso relacionamento interpessoal, nossa relação com a Terra e com as formas de vida que nela existem.

A visão predominante, no Ocidente, tem sustentado – pelo menos uma perspectiva sutil – que o mundo e tudo o que nele existe serve para nos beneficiar. A Terra em geral tem sido considerada um imóvel inanimado disponível para nossas iniciativas de espoliação.

Quanto às formas de vida existentes, presume-se, normalmente, que como diz o Gênesis “temos domínio sobre os peixes do mar, os pássaros do ar e todas as outras coisas vivas que se movem na superfície da Terra”. Em resumo, vemo-nos como seres separados e superiores a tudo o que está dentro e fora da Terra, e temos abusado dessa perspectiva para justificar a destruição de tudo o que se interpuser em nosso caminho.

Consideramo-nos também seres separados uns dos outros. Embora possamos nos comunicar com todos, relacionarmos, e até mesmo, amarmos, em última instância vivemos e morremos sós. Salientamos a nossa distância em relação aos outros mais do que o nosso elo de ligação com eles, nossa independência mais do que nossa interdependência.

Esta visão de vida coloca poucos obstáculos à nossa agressividade. Apesar disso, através de toda a história, muitas pessoas consideraram que essa sensação de separação é a causa do medo e do sofrimento humanos. “Onde quer que existe o outro, existe o medo” proferiu o antigo texto Upanixades indiano, enquanto em nosso próprio tempo o existencialista J.P. Sartre resumiu uma visão semelhante dizendo “o inferno é o outro”.

Como é diferente desse quadro a visão humanista do mundo. Para o Ser Humano (com letra maiúscula, sim) tudo é Sagrado e vivo, tudo está ligado a tudo e depende de tudo o mais, numa rede de interdependências, em que todas as criaturas fazem parte da grande teia da vida que mantém a harmonia entre todas as coisas. Para a verdadeira visão humanista: “todas as coisas estão unidas como o sangue que une uma família”. Essa visão de Mundo é sagrada e holística, sim, porém somente nesse caminho conseguiremos modificar o que aí está.

É preciso ter consciência de que:

“As experiências que decorrem da verdadeira visão humanista tendem a incentivar um grande respeito pelo Universo, baseado numa sensação de união, de integração, com todas as formas de vida. Ao entrar em harmonia, a pessoa tem muito mais poder disponível para ajudar os outros, porque a harmonia com o Universo é de onde vem o verdadeiro poder. Então, a pessoa terá muita chance de levar uma vida que privilegie o amor em lugar do ódio, e que promova a compreensão e o otimismo”.

A ciência da literatura

Livros- ciencia da literatura

Da mesma forma que o foco de análise da física é o universo e o foco de análise da biologia é a vida, o foco de análise da literatura consiste nos textos que foram escritos pelos seres humanos desde os tempos dos símbolos atribuídos a significados claros moldados por antigos artistas em paredes de cavernas. A escrita cuneiforme é tida como a primeira forma de escrita surgida verdadeiramente no mundo, e estima-se datar por volta de 3000 AC. De lá pra cá a civilização ocidental vem acumulando cada vez mais um repertório de símbolos que predispostos em pedras, papéis ou mídias eletrônicas têm contado a história de nossa civilização e das vidas de seres humanos vivendo aqui e ali ao longo dos tempos. A escrita é sem dúvida o principal método de transmissão cultural e de valores de nossa sociedade e a própria Bíblia é um dos principais textos estudados em literatura, justamente por guardar em si um conjunto de valores morais que vêm sendo (bem ou mal) aplicados em nossa sociedade ao longo dos últimos 2 milênios. Textos da Grécia antiga e os dramas de Shakespeare também estão entre as obras mais estudadas pelos literatos.

Da mesma forma, portanto, que o físico está interessado no universo e que o biólogo se interessa pela vida, o literato interessa-se pelos escritos. Da mesma forma que o físico procura regularidades que possam ser observadas no universo, o biólogo procura regularidades presentes na vida e o literato procura regularidades em textos históricos. O objeto de estudo das três ciências é diferente, assim como são as metodologias de trabalho. Também a literatura, como a biologia, é um sistema complexo derivado diretamente da forma como os seres humanos com seus cérebros humanos conseguem conceitualizar o mundo e o representar em forma de símbolos encadeados em busca de significado. A ciência da literatura, entretanto, não pode e não deve se separar de outras ciências que a rodeiam, como a linguística, a filosofia e até mesmo a psicologia. O literato utiliza regularidades observadas por outros artífices das ciências humanas e emprega tais regularidades pré-dispostas à análise textual.

Os seres humanos, desde o surgimento dos alfabetos, têm escrito de forma livre, ou da forma que lhes parecesse mais natural. Com o tempo surgiram esses curiosos por regularidades dos textos escritos, cientistas cuja curiosidade não está na natureza ou no universo, porém no homem e em suas representações simbólicas. Estes curiosos quiseram então estudar como as pessoas escreviam e têm escrito ao longo dos séculos, desde que a escrita foi inventada, eles tentaram e conseguiram descobrir alguns padrões conservados em textos que vão desde o aparecimento do alfabeto até os dias de hoje. Esses padrões se repetem e podem ser caracterizados se estudados com detalhes e dedicação. O estudo de tais padrões existentes em textos é normalmente chamado de “crítica literária,” mas acredito que deva ser preferencialmente chamado de ciência literária, tal como o estudo das leis no universo é chamado de ciência exata e o estudo da vida na Terra é chamado de ciência biológica. A metodologia de grande parte dos literatos é sim científica, mas como já argumentado o objeto de estudo é diferente e exige, portanto, métodos diversos de análise. E da mesma forma que a biologia se dividiu em genética, bioquímica, ecologia, zoologia, botânica… também a crítica literária se dividiu em modernista, pós-modernista, estruturalista, crítica feminina, marxista gay, pós-colonial, psicanalítica, etc. Vários escritos clássicos e modernos de nossa história literária podem ser caracterizados e relidos tendo tais regularidades como fio condutor, esses padrões regulares observados nos textos permitem aos cientistas classificá-los e entendê-los de forma genérica e tão precisa quanto possível.

A crítica literária é tão ciência quanto ela pode ser: ela é curiosa e séria, ela busca, estuda, encontra padrões e os descreve com precisão e rigor.

Além disso, os mesmos programas de computador que são hoje utilizados nos estudos de biologia podem também ser aplicados ao estudo da literatura, sendo ambas ciências onde a complexidade é eminente e jamais pode ser descartada. Programas de inteligência artificial têm sido produzidos e podem ser treinados para reconhecer padrões em textos de determinados autores. Tais padrões podem ser utilizados, por exemplo, para verificar se um determinado texto não assinado deve ser mesmo de um autor clássico que se imagine.

Toda a história cultural do homem pode ser hoje reconstruída através da ciência literária, tentando também fazer viajar o leitor no tempo e compreender as situações da forma como as pessoas da época as entendiam.

A importância da leitura em nossa vida

silvia biobrafia

Ler para compreender.

Vivemos na era em que para nos inserir no mundo profissional devemos portar de boa formação e informação. Nada melhor para obtê-las do que sendo leitor assíduo, quem pratica a leitura está fazendo o mesmo com a consciência, o raciocínio e a visão crítica.

A leitura tem a capacidade de influenciar nosso modo de agir, pensar e falar.

Com a sua prática frequente, tudo isso é expresso de forma clara e objetiva.

Pessoas que não possuem esse hábito ficam presas a gestos e formas rudimentares de comunicação, deixam-se ludibriar com facilidade.

Isso tudo é comprovado por meio de pesquisas as quais revelam que, na maioria dos casos, pessoas com ativa participação no mundo das palavras possuem um bom acervo léxico e, por isso, entram mais fácil no mercado de trabalho ocupando cargos de diretoria, além de exercitar sua mente para ver o que parece obscuro.

Porém, conter um bom vocabulário não se torna o único meio de “vencer na vida”. É preciso ler e compreender para poder opinar, criticar e modificar situações.

Diante de tudo isso, sabe-se que o mundo da leitura pode transformar,  enriquecer cultural e socialmente o ser humano e, consequentemente uma nação. Não podemos compreender e sermos compreendidos sem sabermos utilizar a comunicação de forma correta e, portanto, torna-se indispensável a intimidade com a leitura. A leitura abre horizontes na mente insone dos não leitores.

Ler para compreender.

Para Monteiro Lobato um país se faz de homens e livros, para os governantes diferente não poderia ser. O papel da leitura na formação de um indivíduo é de notória importância. Basta-nos observar a relevância da escrita até mesmo na marcação histórica do homem, que destaca, por tal motivo, a pré-história.

Em uma esfera mais prática, pode-se perceber que nenhum grande pensador fez-se uma exceção e não deixou seu legado através da escrita, dos seus livros, das anotações. Exemplos não são escassos: de Aristóteles a Nietzsche, de Newton a Ohm, sejam pergaminhos fossilizados ou produções da imprensa de Gutemberg, muito devemos a esses escritos. Desta forma, iniciarmos o nosso processo de transformação adquirindo tamanha produção intelectual que nos é disponibilizada.

A aquisição de idéias pelo ser humano apresenta um grande efeito colateral: a reflexão. A leitura é capaz de nos oferecer o poder de questionar, sendo a mesma frequente em nossas vidas. Outrossim, é impossível que a nossa visão do mundo ao redor não se modifique com essa capacidade adquirida.

Embora a questão e a dúvida sejam de extrema importância a um ser pensante, precisam ter um curto prazo de validade. A necessidade de resposta nos é intrínseca e gera novas idéias, fechando, assim, um círculo vicioso, o qual nos integra e nunca terminamos de transformar e sermos transformados.

A leitura é a base para o desenvolvimento e a integração na sociedade e na vida, porquanto viver não é apenas respirar. Se Descartes estiver certo, é preciso pensar. Pensando, poderemos mudar o quadro negro do país e construir o Brasil de Monteiro Lobato. Um país de homens com idéias excepcionais o bastante para consertar o desconserto que vem a passos largos retirando riquezas de nosso país. O Brasil bem administrado, por homens cultos e letrados será o país do agora, o país rico, posto que retira de seu campo de ação a desonestidade que vem açambarcando nossas riquezas desde tempos além. A inteligência desenvolvida pela leitura dará a população compreensão do quanto podemos estar perdendo riquezas. Quanto aos homens públicos saberão eles como dizimar tais escapes sob os olhos da ingenuidade que espraia a todos que não tiveram a disponibilidade de se capacitar através da leitura e abrir seus horizontes mentais para tais pilhagem em todas as áreas. Não necessitaremos de uma Lava Jato para descobrir o mínimo, mas de consciência e cidadania para enxergar o real e o máximo que o Brasil tem da desnecessidade de ter pobreza em seu território. Somente a leitura capacitará o brasileiro para fazer de seu país uma nação forte e destemida, usando o que seu solo disponibiliza e impedindo a pilhagem de terceiros sob olhos ingênuos da maioria ou desonestos de muitos .

Tutela de amor àqueles que necessitam de nós

ajudar-ao-proximo

Agora que o Brasil já está voltando ao seu estado normal de empatia entre uns e outros é importante quanto ter esse nobre sentimento desenvolvido, fazer escolhas certas e ter atitudes adequadas, que realmente gerem impacto na vida nas pessoas necessitadas que cruzem o nosso caminho. Inclusive modificar dissensões que ainda possam existir naqueles que se acharam perdedores. Para ajudar nisso, listamos 5 atitudes que você pode adotar para transformar a vida neste país maravilhoso onde vivemos.

1 – Tenha atitude humanitária!

É natural que as lições cristãs nos tornam mais preparados para estender a mão a quem mais precisa. Mas na rotina corrida, muitas vezes, acabamos não dando a real atenção para as oportunidades ímpares de adotar uma postura humanitária. É por isso que listamos essa como sendo a primeira dica. Para que você compreenda o que representa isso na prática, listamos alguns hábitos saudáveis que vale a pena cultivar para atingir esse propósito:

    • Seja gentil com todos que cruzarem o seu caminho: às vezes, não fazemos ideia do que se passa na vida de cada um. Um sorriso, seguido de um bom dia ou de uma atitude gentil pode representar muito para aqueles que estão à nossa volta, falam conosco pelas redes sociais e tentam ainda manter o estado belicoso. Não aceite. Revide com sorrisos e boas palavras.
    • Respeite vagas de estacionamento e dê preferências em passagens: os locais destinados a idosos, deficientes e gestantes precisam ser dedicados àqueles que precisam. Faça valer esse direito! Se ver alguém que não tenha percebido isso, seja educado e comente com a pessoa também.
    • Valorize a paz dentro do lar: muitas vezes temos a maior paciência com os amigos de trabalho ou do nosso grupo das redes sociais, mas nem sempre com quem está em casa. Seja um promotor da paz dentro da sua residência. Isso é também ter uma atitude humanitária.

2 – Que tal ser voluntário?

Na recomendação acima, falamos de atitudes que devemos ter durante as 24 horas do dia. Mas, já pensou em dedicar uma hora por semana ou um período maior por mês para ser voluntário em iniciativas transformadoras? Pois bem: há inúmeras formas de fazer isso: desde vínculos regulares (em projetos sociais que demandam envolvimento frequente) até a atuações esporádicas (em mutirões e ações em datas comemorativas, por exemplo).

E se (falta de) tempo for o seu problema, também pode optar pelo voluntariado digital. Nele, você pode distribuir conteúdos pelas redes sociais que divulguem iniciativas inspiradoras, para engajar voluntários ou mesmo doadores. É um trabalho também valoroso e que pode ser feito em vários momentos do dia (até mesmo de madrugada ou no final de semana).

3 – Compartilhe o que faz bem!

Ainda nessa onda das redes, é importante exteriorizarmos (colocar para fora mesmo) aquilo que de melhor o nosso coração carrega. E isso significa dizer palavras construtivas, que levem ânimo e esperança. Nos dias de hoje, com tanta coisa desagradável acontecendo, não podemos nos colocar no papel de incentivar o desânimo, soltando frases por aí como: “ah, não tem mais jeito”. Ou então: “está tudo perdido”.

Quem tem amor ao próximo, dá valor às palavras e evidentemente sabe empregá-las com todos aqueles que cruzam o seu caminho. E isso vale também para o ambiente virtual. Afinal de contas, uma postagem nossa pode chegar onde nem imaginamos. Por isso: transborde essa atitude humanitária, de incentivo e de positividade também nas redes sociais. Há um pensamento bem legal de Alziro Zarur, um radialista brasileiro, que diz: “Uma palavra, pode salvar uma vida. Uma palavra pode perder uma vida”. Pense nisso!

4 – Exerça o consumo consciente

Em um planeta tão interligado quanto o nosso, você já pensou que toda ação nossa tem uma reação? E isso não é diferente na relação de consumo. Basta uma ida descontrolada ao supermercado, que podemos disparar um processo de desperdício (o que é um crime em um planeta com tanta gente passando fome). Por isso, incentive o consumo consciente: compre só o que for necessário!

Isso também significa dar atenção aos itens que temos: não é porque saiu um celular novo, que precisamos deixar de lado aquele que está em bom funcionamento. Caso deseje trocar, doe o aparelho anterior. Com as peças de roupas, mesma coisa: ao comprar um item novo, doe um que esteja parado no seu guarda-roupa. Assim, damos utilidade para o que não usamos mais!

5 – Apoie projetos sociais sérios!

Outra maneira de fazer valer o sentimento de amor ao próximo é incentivar projetos sociais sérios e que sejam realmente transformadores. Priorize associações civis que tenham atuação consolidada, experiente e realmente realizam atividades que gerem impacto social. O Médicos sem Fronteiras, por exemplo. Ajude MSF a Continuar Levando Cuidados de Saúde pelo Mundo. Acesse e Colabore! Colabore com MSF. Prêmio Nobel da Paz 1999. Fundada em 1971. Faça uma Doação Online. Ajude a Salvar Vidas. Tipos: Doação Mensal, Doação Única, Doação Empresarial, Iniciativas Solidárias. Isso demonstra bem o que representa uma atuação de qualidade: que é realizar o trabalho de salvar vidas que estão esquecidas por todos, que vivem em situação de vulnerabilidade social.

Ao assumir um compromisso financeiro que cabe no seu bolso, você investirá no futuro melhor de famílias que sequer sabem o que será o dia de amanhã. São várias as histórias transformadas, como conta o ebook gratuito e especial, que breve escreverei e ficará gratuitamente a disposição dos leitores que se interessarem e escreverem para mim. Conheça esse trabalho e veja como realmente ele transforma a vida de milhares de brasileiros que sonham com um futuro mais digno!

E a sexta dica é você que dará! Que tal compartilhar nos comentários abaixo o que tem feito para exemplificar o amor ao próximo? Fique à vontade para trazer seus exemplos, que podem ajudar a inspirar outras pessoas também.

Escrever um romance é trabalho duro!  Nós apenas facilitamos.  Muito mais fácil.

Como escrever um romance usando o método do floco de neve

Randy IngermansonEste é Randy Ingermanson,  conhecido em todo o mundo como “o Snowflake Guy” em homenagem ao seu “Método Snowflake” para projetar e analisar romances. Ele escreveu seis romances premiados. Antes disso, havia escrito alguns que nunca foram publicados. Cada história foi difícil de escrever. Mas os romances posteriores foram muito mais fáceis do que os anteriores.

Por quê? Porque um dia percebeu  que era mais simples projetar suas histórias e criar meus personagens ANTES DE escrever seus romances. Dessa forma, ele foi capaz de gastar mais do seu tempo escrevendo sendo criativo e menos do seu tempo escrevendo para que tudo se encaixasse em um design coeso.

Anos atrás, juntou sias idéias  em uma ferramenta organizacional que chamou de  “método do floco de neve” . Isso se tornou a página mais popular do seu site e foi visto mais de seis milhões de vezes. O método Snowflake é usado por romancistas de todo o mundo.

Se você quer saber o  que as pessoas dizem sobre o método Snowflake,  procure no  Google “Snowflake method”. Você descobrirá que algumas pessoas adoram e outras não. Isso porque as pessoas são diferentes. O que não incomoda o autor. O ponto importante é que zilhões de pessoas em todo o mundo usam o método Snowflake, incluindo vários autores publicados.

Um desafio para trabalhar duro

A má notícia  é que o método Snowflake faz você trabalhar. Não nos enganemos que escrever ficção é fácil. Se fosse, todo mundo estaria escrevendo ficção. Escrever um romance é difícil. O método Snowflake ajuda você a organizar suas ideias, mas também faz você trabalhar. Difícil.

O método Snowflake tem dez etapas  que incluem uma ideia de história de alto conceito, uma estrutura de três atos, uma análise detalhada de caracteres, uma sinopse, uma lista de cenas e muito mais. Isso é um pensamento sério que você precisa fazer.

A boa notícia  é que ele criou um software para tornar simples e divertido trabalhar os primeiros nove passos do método Snowflake (tudo menos o passo 10, escrever o primeiro rascunho – você já pode fazer isso em qualquer processador de texto). Ele tem mais de vinte e cinco anos de experiência em escrever software. Então decidiu escrever um programa, o  Snowflake Pro , para fazer as etapas de trabalhar através do método Snowflake uma alegria – pelo menos para para ele.

Adicionou em quatro exemplos  de análises de Snowflake de livros e filmes populares. (Foi com a ajuda da filha Carolyn, graduada em Literatura Inglesa, que o ajudou a escrever esses quatro exemplos de flocos de neve.) Eles estão todos incluídos no  Snowflake Pro :

  • Ido com o vento
  • Harry Potter e a Pedra Filosofal
  • piratas do Caribe
  • Orgulho e Preconceito

Vendo o Grande Quadro

Floco de neve Pro 1 - resumo da história de um parágrafo

Muitos escritores têm dificuldade em  explicar sua história para agentes ou editores. O método Snowflake pede que você defina um resumo de uma frase e, em seguida, expanda-o para uma estrutura de três atos. Isso leva algum pensamento. Isso força você a realmente entender sua própria história.

Entendendo seus personagens

Vários dos passos  do método Snowflake pedem que você defina seus personagens e então os conheça – muito bem. Isso paga dividendos enormes na sua escrita de ficção. Quanto melhor você entender seus personagens, mais real eles parecerão para seus leitores.

Snowflake Pro 2 - Entendendo seus personagens

Alinhando suas cenas

Um romance moderno tem dezenas de cenas  – muitas vezes mais de cem. Gerenciar todas essas cenas é difícil, porque elas cobrem centenas de páginas em seu manuscrito. Uma lista de cenas permite que você veja todas as suas cenas de relance. O Snowflake Pro  facilita a criação e edição da sua lista de cenas. Você pode importar suas cenas diretamente de sua sinopse, editar cenas, movê-las, adicionar novas cenas, excluir cenas que não estão funcionando e estimar a contagem de páginas da sua história. E muito mais.

Snowflake Pro 3 - Sequência de cenas

Criando uma proposta – ao toque de um botão!

Muitos editores e agentes  insistem em receber uma proposta de livro para o seu romance. Não há nada complicado sobre uma proposta. Ele mostra uma parceria de negócios sugerida entre você e um possível editor, explicando os riscos e as recompensas da publicação do seu romance.

As boas notícias?  Muitas das peças de uma proposta de livro são, na verdade, etapas do método Snowflake.

Então ele adicionou um passo bônus no Snowflake Pro . Isso não faz parte do método Snowflake; é apenas um pouco de guloseima como um recurso extra porque  tinha todas as informações necessárias:

Ao pressionar um botão , o  Snowflake Pro  escreverá o esqueleto de uma proposta de livro para o seu romance. Se você fizer todos os seis primeiros passos do método Snowflake, todos eles irão direto para os lugares corretos em sua proposta. Se você pular etapas, tudo bem – o  Snowflake Pro  deixará espaços vazios em sua proposta, com instruções sobre como preenchê-las.

O Snowflake Pro  também escreverá em espaços vazios para coisas como sua análise de mercado e plano de marketing que NÃO fazem parte do método Snowflake – junto com algumas sugestões inteligentes sobre como preencher essas partes essenciais.

Basta pressionar esse botão  e o  Snowflake Pro  salvará o esqueleto de sua proposta como um arquivo RTF no disco rígido – pronto para ser carregado em qualquer processador de texto, onde você poderá preencher todos os detalhes. (Arquivos RTF são universais. Todos os processadores de texto podem lê-los.)

Se você já tentou escrever uma proposta de livro , sabe que a parte mais difícil é apenas começar. O que deve entrar e o que não deve? Como você formata isso? Como você sabe se está fazendo certo?

Não fique paralisado pela incerteza . Randy Ingermanson ama escrever propostas. Já escreveu inúmeras. Um dos seus ex-editores ensina “como escrever uma proposta” em conferências o tempo todo, usando uma proposta antiga que ele vendeu para ele anos atrás.

Com o uso do o Snowflake Pro dá para começar a usar  sua proposta. E, em seguida, use todas as dicas práticas que o  Snowflake Pro  incorpora na proposta para guiá-lo no polimento de alto brilho.

Proposta Pro Snowflake

Sua licença

Ao comprar o Snowflake Pro , você compra uma licença para executá-lo em até cinco de suas próprias máquinas pessoais. Se você tem um laptop e um computador de mesa e possui outros computadores que seu cônjuge e seus filhos usam, você está licenciado para instalar e executar o  Snowflake Pro  em todos eles. Sim com certeza. Essa é uma licença muito permissiva. Em troca disso, é importante que você não pirateie o  Snowflake Pro . Todos temos que fazer a coisa certa; por isso agradece antecipadamente por você fazer a coisa certa por ele.

O Snowflake Pro será executado no seu computador?

Randy Ingermanson escreveru o Snowflake Pro  em uma linguagem chamada Java, que roda em qualquer laptop moderno ou computador desktop executando Mac, Windows ou Linux. Se o seu computador era novo nos últimos seis anos, você deve ser capaz de baixar o  Snowflake Pro , instalá-lo e executá-lo. O trabalho de Randy Ingermanson foi duro com sua equipe de testadores para tornar todo o processo o mais simples e livre de erros possível. Veja os Requisitos do Sistema abaixo. Se não conseguir que o  Snowflake Pro  funcione em pelo menos um dos seus computadores, ELE LHE DEVOLVE SEU DINHEIRO

Requisitos do sistema:  15 MB de espaço no disco rígido. Java versão 1.5 ou posterior.

(Java vem instalado na maioria dos computadores modernos. Se não estiver pré-instalado em sua máquina, você pode obter Java GRÁTIS no site oficial do Java aqui .) Aqui estão os sistemas em que a equipe de testadores testou o  Snowflake Pro  :

  • No Windows XP ,  é bom.
  • No Windows Vista ,  Windows 7 ,  Windows 8 ou Windows 10 ,  é extremamente bom.
  • Em um Mac , ( Tiger ,  Leopard ,  Snow Leopard ,  Leão ,  Leão da montanha , Mavericks ,  Yosemite, El Capitan, Sierra, ou High Sierra ),  está excepcionalmente bom.
  • No Linux ,  você tem alguma distribuição recente com o Java instalado,  é bom.

Por favor, note que tablets e telefones não são laptops ou computadores desktop. Snowflake Pro não executa em um iPad, iPod, iPhone, Blackberry ou dispositivo Android. 

Upgrades gratuitos para a vida. Sem brincadeiras!

Quando você compra o Snowflake Pro , está comprando todas as atualizações futuras que Randy Ingermanson já fez. Como parte do processo de compra, você  fornecerá seu endereço de e-mail. Seu sistema enviará um e-mail sempre que houver um upgrade do  Snowflake Pro .Isso é para  corrigir um bug, adicionar um novo exemplo do Snowflake,  adicionar um novo recurso para tornar o  Snowflake Pro  ainda mais poderoso ou mais fácil de usar, você receberá a atualização. Quase instantaneamente pela internet. Livre.

Randy Ingermanson é romancista  e pretende usar o  Snowflake Pro  em todos os romances que  escrever a partir de agora. Então você pode apostar suas tulipas que ele vai fazer isso funcionar tão bem quanto possível, tão facilmente quanto possível, e tão confiável quanto possível. Ele é um perfeccionista e quer que seu software funcione perfeitamente. Tem muito mais controle sobre o  Snowflake Pro  do que sobre aquele processador de texto miserável e desajeitado que comprou de You-Know-Who.

É por isso que o Snowflake Pro  está disponível apenas como um download eletrônico. Ele não envia um CD para você. Você faz o download do  Snowflake Pro  pela internet. Dessa forma, sempre que houver uma nova atualização, o sistema enviará um e-mail solicitando que você baixe a versão mais recente. Esse tipo de política de atualização não seria econômico se ele distribuísse o  Snowflake Pro  em CDs. 

Aqui está o que você ganha no Snowflake Pro

Aqui estão algumas das principais coisas que  você obtém no  Snowflake Pro :

  • Uma forma fácil  de trabalhar em cada uma das principais etapas do método Snowflake:
    • Seu enredo de uma frase . Esta é a sua ferramenta de vendas mais poderosa para vender o seu livro.
    • Seu resumo de um parágrafo . Se alguém perguntar sobre sua “estrutura de três atos”, é isso em um parágrafo. Memorize antes de falar com editores ou agentes.
    • Sua informação chave do personagem . As histórias de cada personagem, ambição, epifania e outras informações cruciais. Se você não entende seus personagens, é porque você ainda não fez as perguntas certas.
    • Uma sinopse de uma página . Crescer isso naturalmente a partir do seu resumo de um parágrafo. Esta é a sua linha de base para criar a sinopse que você precisará para seu editor algum dia.
    • Esboços de personagens . Estes são ótimos para inserir diretamente em uma proposta, porque os editores adoram ficção voltada para personagens.
    • Uma sinopse de quatro páginas . Expanda isso a partir da sua sinopse de uma página. Com isso em mãos, você saberá todas as curvas importantes da sua história.
    • Bíblias de personagens . É aqui que você salva todos os detalhes incômodos de que precisa para escrever caracteres tridimensionais. Cuide dos detalhes e seus personagens cuidarão de você.
    • Uma lista de cenas . Você pode conseguir isso rolando importando uma de suas sinopses, então ajuste-a para ter uma visão geral de cada cena em seu romance. Isso torna a reorganização de cenas em seu romance uma brisa. Inclui uma projeção de contagem de palavras para que você possa estimar quanto tempo seu romance será.
    • Detalhes da cena . Qualquer informação perdida que você precisa para cada cena vai aqui. Não perca essa informação! Coloque onde você não pode perder.
  • Ajuda de áudio em cada etapa do floco de neve . Se você é um aprendiz de áudio, isso ajudará a bloqueá-lo na sua memória.
  • Ajuda de texto em cada etapa do floco de neve . Se você precisa ver as palavras, esta é para você.
  • Quatro exemplos de flocos de neve para mostrar como é feito:
    • Ido com o vento
    • Harry Potter e a Pedra Filosofal
    • piratas do Caribe
    • Orgulho e Preconceito
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  • A sabedoria acumulada  de mais de 20 anos de um romancista publicado o gabarita a dizer que seu método e seu programa são eficazes. Já publicou seis romances. Ganhou cerca de uma dúzia de prêmios. O método Snowflake contém o que ele acredito ser essencial para escrever ficção. E

O problema?

Não existe tradução para o Português até o momento. Precisamos aguardar que Randy Ingermanson faça a tradução do programa para que os brasileiros possam adquiri-lo.

Dica de Escrita Criativa

O artigo não é meu, mas achei interessante repassar a meus leitores. Sempre aprendemos um pouco mais, em especial aqueles que escrevem.

“A pesquisa para a escrita de narrativa longa

Caco Belmonte

Todos podem aprender a ler e a escrever

Existem alguns processos essenciais na produção de uma narrativa longa. Um deles é a pesquisa que antecipa a escrita. Muitos autores não sabem por onde começar, ou de que forma essa pesquisa deve ser feita. Para esclarecer essas dúvidas, Caco Belmonte irá ministrar o curso “A pesquisa para a escrita de narrativa longa” neste sábado (25), às 9h, na Metamorfose Cursos.

Caco é jornalista. Trabalhou em veículos de comunicação e assessoria institucional. Cursou a Oficina de Criação Literária da PUCRS em 1992 e participou de diversas coletâneas. Em 2004 lançou seu irreverente “Contos para ler cagando”, na Festa Literária Internacional de Parati (Flip), e em 2006 lançou “No Orkut dos outros é colírio”. Com a novela Lambuja (2017), estreou em narrativas longas. Atualmente, escreve um romance histórico ambientado em 1820, intitulado “Balázio”, que prevê dois anos de produção textual e consumiu um ano de trabalho em pesquisas. Atua também como ghost-writer.

Na entrevista abaixo, Caco discorre sobre a pesquisa para a narrativa longa, qual sua importância, se tem um tempo determinado de duração, por onde começá-la, além de relacionar a sua formação de jornalista com sua experiência em pesquisas. Confira:

Luísa Tessuto: Todo romance precisa de uma pesquisa prévia? 

Caco Belmonte: Em literatura não existe verdade absoluta. Ouvi isso de um autor consagrado, numa das inúmeras vezes em que recorri à experiência alheia, buscando orientações sobre o fazer literário, seus labirintos e armadilhas. Érico Veríssimo era um “engenheiro” nos bastidores da criação. O Tempo e o Vento, a saga, foi totalmente planejada antes dele iniciar o trabalho “braçal” de construção e desenvolvimento dos volumes. Ao escrever, portanto, sabia de antemão tudo o que aconteceria durante a narrativa. Chegara, inclusive, à minudência de reproduzir em papel o mapa mental que traçara da “cidade cenográfica” de Santa Fé. Tintim por tintim.

Luísa: Existe um tempo determinado para que uma pesquisa seja eficiente para a produção de uma narrativa longa? Ou não existe pesquisa pequena/grande demais? 

Caco: O tempo de duração da pesquisa é subjetivo e pressupõe o que fora estipulado durante o planejamento, no esboço de rascunho, síntese ou anteprojeto, se houver maior preocupação com a excelência do trabalho. Escrever. Apagar. Editar. Tarefas cujo processo foi agilizado pelo desenvolvimento tecnológico. O horizonte é o mesmo para todos, cores e perspectivas variam por motivos individuais. Escritor habilidoso é um sniper da vida alheia, acostumado a ampliar os detalhes à distância. Não existe ficcionista mais capaz, em termos de criatividade, do que as circunstâncias e situações oferecidas pelo cotidiano. Tudo passa pela habilidade de reproduzir esses conteúdos de forma literária. Desconheço autor bem-sucedido que não seja um paciente observador. Ao prestar atenção nas coisas, já estás pesquisando.

Luísa: Depois de ter a ideia, por onde começo a minha pesquisa? 

Caco: Isso nós vamos esmiuçar durante o encontro, eleger as prioridades cabe ao escritor. A construção das personagens também exige pesquisa. Pode ser um ponto de partida relevante. As mães reconhecem e sentem os filhos mesmo antes do nascimento, ainda no ventre materno. O autor também precisa conhecer a seus filhos como uma mãe, porque somente ela tem a capacidade de capturar a essência da alma dos rebentos desde a barriga.

Luísa: Qualquer pessoa tem capacidade para fazer uma pesquisa de boa qualidade para a produção de uma narrativa longa? 

Caco: Sim. Contudo, ao ampliar os horizontes e responder a essa pergunta objetiva, também avanço pelo campo da subjetividade. A resposta não é tão fácil como parece. Numa obra hipotética, por exemplo, um tomo 500 páginas que serão lidas em algumas horas, distribuídas ao longo dos dias, talvez durante alguns meses, conforme o ritmo de cada leitor, com certeza houve planejamento e trabalho braçal em pesquisas de toda ordem. É disso que vamos tratar no encontro, as possibilidades do “historiador” literato.

Luísa: Como jornalista, acredita que a sua formação profissional ajude na realização das pesquisas? Se sim, em que sentido? 

Caco: Certamente que sim. O cacoete do jornalista agrega valor ao ofício. O baque da perspectiva. Ando pelas ruas em busca do detalhe que escapa por ordinário. Comumente desprezado, embora inserido à paisagem urbana. A cidade é uma aula de história a céu aberto. Laboratório de percepções. Garimpo invisível à maioria, ocupada em administrar a azáfama que se impõe rotineira. Para mim, esse olhar vagabundo é oxigênio na ficção. O estranhamento é quem nos açula (sem conflito, não existe literatura possível). Sempre escrevi, desde muito cedo. Aos vinte anos já tinha feito a Oficina de Criação Literária da PUCRS. Ainda na faculdade, no início dos anos 90, fiz a grande opção profissional da minha vida: consolidar uma carreira no jornalismo e fazer dela um suporte à literatura.

Luísa: No seu trabalho como ghost-writer você utiliza as mesmas técnicas de pesquisa dos seus livros autorais? 

Caco: Sim, a única diferença são as metas finais de resultado. Conforme o objetivo, encontro os caminhos possíveis para os alicerces na engenharia da criação. Assimilo material bruto e o processo, reviro e futrico. Do mexe-remexe, emerge um novo contexto. Essas modulações de tom exigidas à adaptação emprestam a verossimilhança perseguida pelo “demiurgo” que, eventualmente, transmite confiança ao leitor, ou espectador, que responde com empatia à mensagem. A mesma sequência, captada sem o viés literário do escritor, ou longe da imagética dos roteiristas e diretores de cinema, seria um quadro fugaz na imensidão da individualidade coletiva. O paradoxo do deserto povoado. Até onde a vista alcança, tempestades de areia. Pretensioso, soprar em direção contrária.”

Superior Tribunal de Justiça decidiu que aposentado que necessita de cuidador terá direito a adicional de 25% no benefício

Superior-Tribunal-Federal

O Ministério da Fazenda colocou-se contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que sequer teve a curiosidade de saber de onde sairia a verba do orçamento federal para conceder adicional a aposentados que custará R$ 3,5 bilhões à Previdência por ano.

Ora, essa do STJ, é uma brincadeira, diante do Estado Brasileiro. O Superior Tribunal Federal não tem o direito de simplesmente dizer que o povo deve pagar mais impostos para suprir esse déficit, porque só assim se “criará” recursos para cobrir o direito ao adicional de 25% no valor do benefício que pretende o Tribunal seja pago ao aposentado que necessitar de cuidador.

“A Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda estima, com base em dados preliminares, que a decisão da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de estender a todas as aposentadorias o adicional de 25% do valor do benefício àqueles que comprovem a necessidade de auxílio permanente de terceiros representaria um ônus financeiro de R$ 3,5 bilhões ao ano para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS)”, diz a nota.

Pelas regras atuais, o adicional é concedido somente em casos de aposentadorias por invalidez, mas, com a decisão do STJ, os aposentados por idade ou tempo de serviço, por exemplo, também terão direito ao benefício.

A decisão deverá ser aplicada nos julgamentos em todas as instâncias do Poder Judiciário.

Ao todo, estavam suspensos no país 769 processos sobre o tema, aguardando a decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Claro que existe a possibilidade de recursos, pois o governo ainda pode recorrer da decisão ao próprio STJ.

Um recurso já foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas só poderá ser analisado após a conclusão do processo no Superior Tribunal de Justiça. Essa é a nossa justiça meu amigo brasileiro. Um grupo de pessoas que se dizem cultas e probas, porém que não se intimidam diante de uma bizarrice como essa decisão.

Por incrível que pareça sou aposentada e seria agraciada com a decisão, mas acho que temos todos de ter consciência da situação da Previdência Social e da situação orçamentária do Brasil. Não se pode brincar de dar presentes, sem citar a fonte de onde virá o recurso. Isso para falar o menos.

Todos, que lemos e nos inteiramos da situação do Brasil, sabemos que desde o primeiro semestre deste ano, elas (as contas da Previdência Social) registraram déficit (despesas maiores que as receitas) de R$ 90,8 bilhões, valor 9,6% acima do registrado no mesmo período de 2017 (R$ 82,8 bilhões).

A estimativa mais recente do governo federal prevê rombo acima de R$ 200 bilhões nas contas da Previdência ao final deste ano. Logo eu me pergunto e pergunto a você leitor: De onde o Governo Federal irá retirar a verba que o Superior Tribunal Federal “inventou” para cobrir essas despesas.

No mínimo um Tribunal deve se inteirar da situação orçamentária de seu país para tal determinação, caso contrário isso é história da carochinha.