A fala tola de uma idealista

precipicio

Tenho alma de artista. Escrevo para dizer o que sinto e, às vezes, até consigo subir no meu pódio solitário e do alto daquele palco sinto quão longe estou daqueles que amo e gostaria de dizer o que me vai dentro do peito.

Sonhei um Brasil melhor para estes novos tempos, no entanto, apesar de gritar para o mundo, ele pareceu deserto ao meu chamado.

Vamos de novo aos braços enganosos do PT, porque a direita não soube trazer a si seus amantes. Não há ouvidos que me escutem, posto que não ouviram ninguém.

Nem todas as bocas capazes de falar os altos tons universais conseguiram inundar os corações de amor pelo país.

É tudo tão rude neste mundo de aparências e mentiras inventadas para agradar os ouvidos tolos. O candidato tal não gosta de mulheres e gayz, o candidato tal não tem carisma para agradar o povo.

Percebo a vastidão do mundo dos que tem ouvidos e não querem ouvir, dos que tem olhos e não querem enxergar.

Há muito deixaram de acreditar no amor verdadeiro pelo país em que nasceram ou não sentem realmente o amor que dizem ter.

Mas, nós os poetas perdidos continuamos procurando solução.

Quando os sons saem pela boca a fala se mistura com o ardor e desconecta com os partidários surdos e cegos, mas que gritam aquilo de que nem sabem o que pode ser.

A tal ponto que confundem o poder com as palavras, as querências com os atos.

Eu que não sei do mundo. Acho que estão todos vendo por um espelho torto.

Eu … amante das palavras não consigo convencer que as trevas estão inundando, porque resulta em revolta das minhas palavras

Estão encantados com a música poderosa vinda do canto da sereia e seguem cegos e surdos o caminho da massa para o precipício, logo ali

Não consigo arriscar um pronome se quer.

Meu sujeito tornou-se verbo indefinido, fora da gramatica … sem rima, sem conceito, preso no próprio discurso que evita a derrota, mas percebe o caminho resvalando cada vez mais para o fundo.

Amanhã … quando a curva do tempo transformar esta língua em que falo em figuras nas trevas das cavernas já pintadas na história alcançarei a inutilidade real do que preguei.

E nesta imagem vazia vou devanear como uma tola na busca de qualquer coisa que importa agora, se é que existe o que importa.

A insanidade tomou conta do destino e o eterno desalento do povo será cuspido pela curva do tempo, que já não há mais o que fazer para voltar atrás.

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