Finalmente o Juiz Sérgio Moro começa a ouvir testemunhas de acusação contra Lula

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O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na denominada República de Curitiba, começa a ouvir as primeiras testemunhas de acusação do processo que tramita na Justiça Federal do Paraná contra Lula. A ação envolve o caso da compra e reforma do triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.

As testemunhas a serem ouvidas são: o empresário Augusto Mendonça; os ex-dirigentes da Camargo Correa Dalton Avancini e Eduardo Leite e o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS). O juiz aceitou o pedido da defesa de Lula, que é réu nesta ação, e o dispensou de participar das audiências.

Todo brasileiro de bem esperava que isso acontecesse. Lula não podia escapar impune, depois de anos fazendo da coisa pública, coisa pessoal, privada. Responder por corrupção passiva e lavagem de dinheiro são o mínimo.

A defesa de Lula questionou, esperneou, condenou o Juiz Sérgio Moro.  Na ideia errônea da defesa a decisão não surpreende, diante do histórico de violações às garantias fundamentais já ocorridas e praticadas por esse juiz de Curitiba. Palavras que saíram da boca de Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, em Nova York, onde participou de evento da Confederação Sindical Internacional.

No despacho em que anunciou as datas das audiências, Moro se manifestou sobre os diversos pedidos e alegações de Lula na defesa prévia. Em resumo, ele negou a possibilidade de suspender ou cancelar o processo. O juiz se negou ainda a analisar as afirmações de Lula sobre o mérito da ação, dizendo que isso será esclarecido ao longo do processo.

“Quanto às alegações de que as acusações seriam frívolas, fictícias, político-partidária, fundamentalistas ou que haveria ‘lawfare’ contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outras, trata-se igualmente de questões de mérito revestidas de excesso retórico. Não cabe, reitere-se, análise de mérito nessa fase”, disse Moro.

A República de Curitiba se faz ouvir novamente, trazendo à luz o que estava “oculto”. Nada há mais transparente para a nação do que o comportamento impatriótico do que o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ninguém está acima da lei.

É preciso se reeducar os políticos que ainda pensam desta forma, além de se fazer uma verdadeira reforma política, inclusive cortando gastos que vão muito, mas muito acima do teto salarial.

Todos os penduricalhos deveriam ser cortados e repensar a aposentadoria desses senhores da Casa Grande, posto que política não é profissão e, sim deve ser entendida como a sua definição: Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.

Se formos conceituar político podemos perfeitamente buscar na Wikipédia, onde se tem: “Um político (do grego politikós, através do termo latino politicu) ou estadista é quem se ocupa da política. Segundo Sócrates, é um homem público que lida com a chamada “coisa pública”. Segundo Platão, é filiado a um partido ou “ideologia filosófica de conduta”. Se incorporado a um Estado pela vontade do povo, pode ser formalmente reconhecido como membro ativo de um governo. É uma pessoa que influencia a maneira como a sociedade é governada. Essa definição inclui pessoas que estão em cargos de decisão no governo e pessoas que almejam a esses cargos tanto por eleição, quanto por indicação”.

A vista dessa definição, fica claro que ser político é servir seu povo, é lidar com a “coisa pública”. Não há definição alguma em que política seja profissão. Portanto, é necessário se rever essa posição colocada pelos nossos representantes no Poder Legislativo. Ninguém deveria legislar em causa própria. Qual a moralidade desse ato? Há que se pensar em mudanças nessa ordem de coisas, para que o Brasil seja verdadeiramente um país com “Ordem e Progresso”. O Princípio da Moralidade está inserto na Carta Magna Brasileira. É basilar que os homens públicos o respeitem.

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