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Falar de Amor

irmao na pobreza

Quem vê passar aquele jovem rapaz de estatura mediana, com um sorriso fácil nos lábios e o seu falar baixo, não consegue imaginar que ele é capaz de prender a atenção com a suavidade de sua voz e sua forma simples de falar sobre o amor. Não o amor sensual, mas o amor que prende a alma do ser humano.
Nem sequer muitos sabem seu nome, apenas poucas pessoas o conhecem realmente, pois quase passa despercebido pela sua humildade, sendo o mais discreto possível.
Quando é chamado a falar algo sobre o Amor Maior, sempre com aquele sorriso cativante, está lá para desempenhar o seu papel. Surgem de sua boca palavras que calam ao coração daqueles que o ouvem, falando sobre o assunto escolhido na hora. Muita gente tem a impressão de que ele fala a cada um de nós, a cada coração como se fosse um conselho ou mesmo uma orientação.
Poucas vezes ouve-se um comentário dele a quem quer que seja. Certa vez em uma das conversas informais, ele mencionava o que vira e ouvira sobre sua visita a cidade de Uberaba, onde participara de várias palestras e também fazendo visitas a entidades filantrópicas do local, tendo um maior contato com aqueles que fazem um trabalho realmente maravilhoso com a população carente.A humildade desses trabalhadores que se dedicam com amor ao próximo sem pensar em qualquer recompensa, mas por estar fazendo a obrigação que devemos ter para com os menos favorecidos. Foi lá que ele desxobriu como se pratica a verdadeira caridade.
Como ele mesmo diz: _ Se temos saúde e vivemos relativamente com certo conforto, porque não doar um pouco de nós aos mais necessitados?
O nosso amigo em seu silêncio a mais ou menos sete anos começou com alguns amigos abnegados cuidam de uma instituição de crianças do bairro e ainda participa das atividades na Seara de Luz que uma vez por mês ajuda a servir marmitex aos moradores de rua no centro de Santo Amaro. Eles começaram com poucas e hoje estão servindo aproximadamente trezentas quentinha feitas por eles mesmos, a aqueles que nada tem, e pedem tão pouco, não só um prato de alimento para o sustento de um corpo que já cansado e desiludido, por lutar muitas vezes, sem um apoio ou uma oportunidade para que possam sair dessa vida. Muitos se perderam nas bebidas, drogas, desilusões ou mesmo decepções. Só pedem um pouco de atenção e que não os olhem com esse olhar de desprezo, nojo pelos seus trajes em farrapos, como se eles não existissem.
Esses abnegados ao servir a quem lhes estendem as mãos e não se recusando o abraço que eles lhes pedem para que sintam que ainda são seres humanos e estão vivos, sentem o Amor Maior dentro de si. Essa é a verdadeira caridade. Aquela que traz um sentimento de gratidão pelo nosso viver.
A emoção de um abraço que se sente dessas criaturas que foram marginalizados por algum motivo, é uma coisa maravilhosa, um sentimento tão forte que não dá para descrever, o coração dispara batendo tão rápido como se ele quisesse pular para fora, é impossível controlar as lágrimas, pois a emoção vem lá do fundo, diferente de tudo que já sentimos. E pensar que quando nós passamos por alguns deles, nunca pensamos em parar e perguntar o motivo dessa situação e será que poderíamos ajudar.
Ouvi certa vez um amigo querido comentar sobre um desses desvalidos, que em seus trajes muitos gastos e sujos e a cabeça cheia de piolhos se sentia constrangido e vendo o olhar de ternura dele e em agradecimento não resistiu dando lhe um profundo abraço.
No meio dessa comunidade de excluídos há também pessoas de certa cultura que perambula pelas ruas se juntando a essa multidão de marginalizados pela sociedade que descrimina, não lhes dando uma oportunidade de um novo recomeçar.
Nesse ano que começa vamos pensar um pouco mais nessas pessoas que estendem a mão envergonhados por mendigar deixando de lado o orgulho para conseguir sobreviver, muitas vezes escondendo o aperto no coração e sentindo que já perderam a própria identidade, e sem ao menos se lembrar de quem foram e porque estão ali.
Não nos lembremos deles apenas nessa época. É preciso enternecer o coração durante todo o ano, pois existem pessoas que ainda passam fome, e são esquecidas e relegadas ao isolamento e abandono. Deveríamos ser todos os dias aquele que estende a mão ao irmão.
Aquele que só pensa em acumular riquezas e se perde na vaidade, no orgulho, de nada valerá quando formos chamados pelo Criador. Pensemos um pouco que quando chegamos neste mundo não tínhamos malas e quando formos também não as levaremos. A única coisa que levaremos seremos nós e nossas ações de bondade ou não, por isso é importante aproveitar o caminho e a oportunidade para podermos progredir moral e espiritualmente.
Que o nosso pai Eterno, com toda a sua sabedoria e bondade, nos perdoe pelas nossas falhas e nossas atitudes perante a quem deveríamos ajudar e que, portanto nos esquecemos de nosso dever.
Vamos viver hoje, com bondade e amor ao próximo, para não nos arrependermos mais tarde.

A mina de ouro fechou

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Fechada a mina, a imprensa esperneia contra um bode expiatório, que lhe dê ibope. Mas, o Brasil segue em frente. Eles falam bobagens e amenidades e esquecem de noticiar ao povo brasileiro o mais importante.

Que tal seria falar do dólar que perdeu seu valor e com ele baixam gasolina, pão, remédios, alimentação e tantos outros. Por que não falar de que houve alta na Bolsa (sem sarcasmos ou sorrisinhos tolos no rosto) que atingiu seu recorde e dá ânimo a nossa combalida economia? Por que não denunciar os 580 mil usuários do Bolsa Família que saíram voluntariamente do programa porque certamente o estavam fraudando? E, claro, nem noticiaram o cancelamento do vergonhoso contrato do Ibama que gastava 30 milhões de reais por mês do nosso dinheiro, só com aluguel de carros?

E muito “sutilmente” esqueceram que a Ministra Damares cancelou um contrato irregular de 45 milhões de reais assinado no Governo passado. E nem falaram que o ministro Chefe da Casa Civil só numa primeira canetada, exonerou mais de 200 servidores nomeados pelo PT e que estavam ocupando cargos comissionados com salários altíssimos no Palácio do Planalto. E o melhor, a imprensa deu só uma notinha e deixou que as redes sociais a amplificasse: Houve revisão ou mesmo corte de 2,5 bilhões de reais em verbas que iam da Caixa Econômica para times de futebol e publicidade na mídia.

Tem mais ainda: finalmente abrem-se as caixas pretas do vergonhoso Sistema S e também as do Banco do Brasil, Caixa e dos bilhões que o BNDES deu para as empreiteiras, favorecendo o Rei O Cara e a Rainha da Mandioca e para as ditaduras dos apaniguados do PT.

Lembrando que o BNDES já devolveu ao Tesouro Nacional 100 bilhões nestes primeiros dias.

E, mais poderia ser noticiado: como o rombo criminoso nos Fundos de Pensão, fatos que ocorreram nos últimos quinze anos.

O Governo Bolsonaro, em seus primeiros dias, mostrou os desmandos dos governos do PT.

Enfim, porque não mostraram o vídeo feito pelo Governador de São Paulo, João Dória, levado a Davos para mostrar ao mundo a pujança do Estado. A fala sucinta do Presidente da República Jair Bolsonaro, que, aliás todos podiam entender, e falando tudo sobre o nosso país e o que se tem feito para melhorar.

Porém, eles se pegam em ressentimentos e inveja e preferem buscar assunto que não está esclarecido, posto que histéricos e carcomidos pela derrota preferem algo que possa detonar o governo que já fez muito nestes primeiros dias de mandato.

Mais livro publicado no LIVRORAMA

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http://www.livrorama.com.br/loja/details.php?p=2693

Não deixe de passar por lá, o preço está um “mimo”. É poca natalina (rsd);

Descrição

Sinopse

Natália Castelli tornou-se uma advogada célebre no Brasil, antes de seu estrondoso sucesso ao expor suas telas em Paris. A garota simples, nascida no interior de São Paulo, tem o privilégio de conhecer Pierre, um marchand que a lança nas melhores salas da cidade luz. Num certo momento, desiludida emocionalmente, resolve abandonar Pierre e foge para sua vida cotidiana e sem brilho. Começando com uma perda e sempre em busca de redenção, a trama em que vive Natália é marcada por uma característica incomum: ela descobre que pode reencontrar o amor de sua vida, num mundo de sonhos e mistérios. Ele simplesmente não havia morrido e não faz ideia de qual seja a razão para que isso ocorra. Com uma trama absolutamente instigante, de amor, morte, traição, oportunidades perdidas e esperança, Natália Castelli percebeu, desde quando exercia a advocacia, seu talento inconfundível de exímia artista plástica. Ao retornar para sua arte e ser lançada no Brasil o drama de sua vida dá outra reviravolta.

O lixo que o homem já deixou na Lua

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Antes mesmo dos primeiros seres vivos estarem na Terra, a lua já fazia companhia para nosso planeta no espaço. Assim que a humanidade começou a habitar a Terra e interagir com o ambiente, a lua rapidamente se tornou motivo de admiração.

Ainda hoje, o satélite intriga não só pessoas comuns, mas também especialistas e cientistas que dedicam a vida para pesquisar a lua. Por mais que os estudos avancem, muito ainda há que se entender sobre a lua.

Além de pegadas, bandeiras e a marca histórica de pisar na lua, o homem deixou algumas coisas a mais nas vezes em que visitou o nosso satélite. Estima-se que mais de 180 toneladas de lixo tenham sido deixadas no local por astronautas, robôs e sondas espaciais. Parte do lixo é realmente de produtos descartáveis, mas ele também é composto dos dejetos orgânicos liberados por astronautas e experimentos que ainda estão em funcionamento.

A maior parte, é claro, são peças de sondas, enviadas ao longo de quase 60 anos de missões espaciais. São 70 veículos, de acordo com o último levantamento da Nasa.

Mas há também outros tipos de entulho e lixo orgânico (os astronautas que caminharam na Lua deixaram 96 sacos de urina, fezes e vômito). Bolinhas de golfe, bandeiras dos EUA, pares de botas, câmeras, revistas e mochilas também fazem parte das tralhas largadas em nosso satélite natural.

Parece que o homem não tem e nem terá respeito pelo espaço que lhe é dado pelo Universo. Será que algum dia isso mudará?

Vento de Agosto

Tardinha. O sol desaparecia de mansinho. Resquícios dourados pintavam o céu. Joana apoiou-se no gradil da sacada. Os pensamentos voavam à busca de lembranças.

Era como se ouvisse o vento assobiar novamente. Fora uma longa caminhada até o campo de golfe, naquele dia. Sentia-se agradavelmente envolvida por aquele sentimento, que imaginara não mais tomar conhecimento. O restaurante apareceu às suas vistas, protegido ao norte por imensas árvores, já envelhecidas e frondosas. Elas já estavam lá desde antes de construírem o condomínio.

A luz do sol naquela tarde cintilava por dentre as folhagens. Pensou no encontro que tivera com ele, ali mesmo alguns dias atrás. Ainda estava envolta em suas doces lembranças, quando o céu tomou uma cor cinza e tudo escureceu. O vento começou a enfurecer-se, de uma hora para outra. O redemoinho começou a se formar lá pelo lado sul e veio se avolumando, enquanto corria lambendo e levantando casas como se fossem brinquedos.

Viu-se dentro do restaurante. Pessoas em pânico corriam e gritavam para que se jogasse no chão. Sentiu a mão, que mais parecia uma tenaz, arrastá-la para dentro do banheiro. Lá já havia algumas pessoas. Os rostos demonstravam o pavor. O som aumentou ensurdecedor e eles imaginaram o rugido de um animal pré-histórico.

Aqueles minutos que permaneceram dentro do banheiro do restaurante pareceram séculos.

Quando tudo cessou, sentiu seus membros relaxarem e a dor contida tomou conta de seu ser. Saíram lentamente, um a um. A paisagem que viram em seguida foi desoladora. Havia um rastro deixado por onde passara o tufão. Casas inteiras ao lado de destroços, ferragens retorcidas e cimento, espalhando poeira pelo ar. A sensação é de que havia ocorrido uma guerra.

As pessoas saíam de suas casas num movimento letárgico, quase em câmara lenta, após o terror de, talvez, cinco minutos apenas.

Quando a realidade se fez presente em cada um, foram à busca de entes queridos, que podiam estar sob escombros.

Muitos perderam pessoas amadas. Pedaços de edificações foram encontrados longe.

― Ainda pensando naquilo, Joana?

Assustou-se com a pergunta. Estava tão abstraída em seus pensamentos que não percebera a chegada dele.

―Vez ou outra, ainda. ¾ Disse, à guisa de resposta.

―Os Gomes nos convidaram para uma reunião, hoje à noite.

Ela sorriu de maneira abstrata. ¾ Sim, sim, eu me lembro. Por volta das oito, não?

― Muito gentil da parte deles, você não concorda?

― Sabe se é alguma celebração?

― Ao que me consta vão recepcionar uma amiga vinda da Europa. Parece ser uma artista plástica. Não sei ao certo.

Estava pouco entusiasmada. Franco franziu as sobrancelhas.

― Oh, querida, você deveria se animar. Afinal estamos enfim nos relacionando com as pessoas.

― Sinceramente? Eu não tenho a mínima vontade de ir, porém você está coberto de razão. Precisamos nos relacionar. Quero esquecer…

― Você vai esquecer!

― Você já esqueceu?

― Perdi a filha… e a mulher…Mesmo estando para nos separar, não desejava isso à Elizabete. E Amanda… não vou esquecer nunca! Mas, precisamos continuar a viver, minha querida, e ser convidado para uma recepção nesta cidade é um fato a comemorar. Depois há a firma. Tenho que conviver com as pessoas, criar vínculos que me levem ao relacionamento comercial.

― Tem razão, querido. Vou me preparar.

*

De meias, entrou na cozinha, sentindo o odor delicioso do pernil assado, com um toque sutil de pimenta rosa.

Enquanto ele umedecia o assado, ela o observava, divertida.

Ele sempre gostara de cozinhar. Desde que se casaram, seis meses após o sucedido no condomínio. O que a divertia era que ele se paramentava todo para entrar na cozinha. Era o próprio chef du cuisine, como diriam os franceses. O chapéu enorme estava sempre extremamente engomado, como exigia de Rose, sua secretária doméstica.

― Hum, delicioso!

― Extremamente gentil de sua parte, mas precisa experimentar primeiro.

Ela sorriu e saiu da cozinha de forma espevitada.

Tinha, na verdade, vinte e dois anos. Uma moça alta, magra, com os cabelos negros lustrosos que escorriam até o meio das costas. A pele era clara, herdada da mãe e os olhos azuis do pai. Quando o sorriso aparecia na boca bem formada e expressiva, o rosto todo se iluminava, mas quando ficava deprimida e triste, seus olhos denunciavam os sentimentos interiores que a machucavam.

― … foi ótima a conversa com Otávio Gomes de Cerqueira, ontem ― dizia, Franco, enquanto colocava o pernil sobre a mesa. ― Creio que conseguirei um sócio para a exportadora ¾ continuou a falar. Ele virou-se para Joana que se aboletara à mesa e já estava, como uma criança, espetando a carne com o garfo.

― Psst! Modos!

Ela deu uma risada cristalina e os ombros subiram e desceram duas vezes.

― Quem era ao telefone? ― Perguntou Franco.

― Ah, Adelaide nos chamando para um jantar na sexta. Eu já confirmei, importa-se?

― Absolutamente… ― E a olhou admirado, mas feliz. A nuvem escura havia passado.

Após o almoço, com todos os pratos lavados e a cozinha arrumada, os dois seguiram para suas atividades. Franco deu-lhe um beijo no rosto e pegou as raquetes de tênis. Pretendia jogar com Otávio e terminar os acertos sobre a empresa e a futura sociedade. Joana vestiu o agasalho de ginástica e seguiu para o clube. Ia encontrar Adelaide, mulher de Otávio, para um jogo de vôlei. Pegou tênis, meias, shorts, camiseta e colocou-os na sacola.

Quando Joana chegou ao clube sentiu o vento. As folhas secas rodopiavam sobre o calçamento. Sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha. Empertigou-se e seguiu em frente. Adelaide a esperava.

Alguns metros do lago, sob a sombra de uma árvore, sentou-se próximo ao bistrô do Parque Barigui, ouvindo o silêncio da tarde. Na verdade o silêncio era o murmúrio de pequenos sons da natureza. Um peixe que pulava dentro do lago, o zumbido de uma abelha, tentando pousar sobre seus cabelos, que se esvoaçavam, ao longe um guincho de um ganso, o marulhar lento das águas mexidas pelo vento.

Olhou emocionada o papel nas mãos. Já havia lido inúmeras vezes, mas continuava a não acreditar.

As lembranças voltaram vivazes à sua mente. O irmão era seis anos mais velho que ela. As moças de Itu o cobiçavam. Era um dos partidos mais desejados da cidade. Bonito, alto, cabelos alourados do pai, olhos verdes, a pele sempre bronzeada do sol, jogava golfe como ninguém e ainda havia assumido as empresas de indústria de embalagens, após a morte do pai. A mãe era uma doce criatura que a mimava extremamente. Aquele tufão destruíra sua casa e as duas pessoas a quem mais amava, naquela época. Alguns dias antes havia encontrado Franco, que estava se separando da mulher e se envolvera com ele. Assim que ficou viúvo, também por culpa daquele tufão, casaram-se. E agora… Passou a mão sobre a barriga e uma lágrima rolou suave pela face. Agora uma vida se formava dentro dela. O passado devia enterrar seus mortos e o futuro esperar a vida.

Levantou-se lentamente do banco, pegou o carro e voltou para casa.

O vento assobiava por entre as frestas das portas envidraçadas da sacada.

― É o vento de agosto, Joana. Muita gente não gosta, mas eu gosto. Sinto saudades do tempo em que morava no campo com meu pai e minha mãe. Minha infância, enquanto corria solta e em liberdade. Agora ficamos todos presos, morando uns sobre os outros. ¾ Falou, Rose.

―Em segurança, Rose, em segurança…― Seguiu para a sala e sentou ao piano, lembrando da época em que a mãe sentava e tocava Chopin, para ela ouvir.

Os acordes tomaram conta da sala e ela sorriu feliz, imaginando uma garotinha sentada à sua frente, ouvindo-a tocar.

NOTA: Escute a música no vídeo acima. Você vai amar! Meu presente de Natal para você.